Vitória (ES), edição de 22 de dezembro de 2005    
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Congo em VV: espetacularização?



Cristina Moura



  
Foto: Rogério Medeiros
  
Este final de ano será marcado pela reafirmação das tradições das festas de congo no Estado. Em Vila Velha, por exemplo, as manifestações já ocorrem desde o dia 18, principalmente as da Barra do Jucu. Mas para alguns segmentos da cultura popular, não há uma verdadeira valorização por parte da sociedade.

Um dos diretores da Associação de Bandas de Congo de Vila Velha, Júlio Gomes, diz que não se trata de uma reclamação, mas de uma constatação. "Não estou criticando o poder público ou A ou B, não se trata disso, de apontar nomes. O problema é que no Espírito Santo, de uma maneira geral, a aceitação não é cem por cento. Isso não é de hoje, mas de muito tempo", avaliou.

Reflexão

A festa envolve mais de cinco mil pessoas, mas, para Júlio Gomes, não passa de uma pseudo-aceitação, no contexto da espetacularização da cultura popular. "A globalização faz uma revelação importante, isto é, faz com que nossa diversidade seja observada melhor", afirmou. Para ele, o público precisa ficar atento a isso, pois os novos movimentos político-econômicos mundiais provocam um pouco a reflexão sobre o que é cidadania.

Neste sábado (24), às 15 horas, a concentração com a banda Mestre Honório será na pracinha da Glória, até o cortejo na casa do Mestre Djalma Pereira e, em seguida, a bênção na Igreja Nossa Senhora da Glória.

No domingo (25), a puxada do mastro será na Barra do Jucu, na casa da Dona Dorinha. O cortejo nas ruas será animado pelas bandas Tambor de Jacaranema e Mestre Alcides. Ao final, a bênção na Igreja de São Pedro.

Para maiores informações, o telefone é: (27) 3229-0165.


 

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