Já se esboçam as alianças para as eleições de 2006. O PMDB do governador Paulo Hartung deve se coligar com o PTB, do deputado federal Marcus Vicente, e o PSB, do deputado federal Renato Casagrande, podendo contar também com o PMN, do deputado estadual Edson Vargas, e o PSC, do deputado estadual Jurandir Loureiro.
Isto por dentro, já que por fora, ou seja, fora da coligação formal, numa espécie de relação pecaminosa, entram também PSDB e PFL. Mantida a verticalização, que impõe às coligações estaduais seguirem a mesma coligação para a presidência da República, esses dois partidos devem repetir a estratégia das eleições passadas, apoiando informalmente a candidatura de Paulo Hartung para o governo e lançando um candidato laranja ao governo para cumprir a legislação.
Sobrariam para o PDT, do Sérgio Vididal, o PL, do senador Magno Malta, o PP, do deputado Nilton Baiano, e o PPS, do vereador Luciano Rezende. Que em matéria de tempo de televisão somam muito pouco tempo. Já o PT, diante da verticalização e de candidato próprio à presidência da República, que provavelmente será o Lula, terá obrigatoriamente candidato ao governo do Estado. Vai para o isolamento tanto na majoritária como na proporcional (deputados estaduais e federais).
Bom, mas este esboço é feito com Paulo Hartung candidato à reeleição, contra Sérgio Vidigal ou um dos Mauro - Max pai ou Max filho -. No PT, a expectativa é para a candidatura de Cláudio Vereza. Mas se PH for para o Senado, como vive a ameaçar, desfaz esse quadro. Produz novas fórmulas, já que o candidato a governador de PH estaria fora do alcance do seu partido. Mais no PSDB ou no PSB, com Casagrande.
Mas a classe política, quando examina a situação, prefere ficar sempre com PH candidato ao governo do Estado, para efeito de formulação de alianças. E vai dar nisso que está aí em cima. Altera o Senado, privilegiando Renato Casagrande para fazer dupla com ele na majoritária. Ou, do outro lado, com Vidigal para o governo.
Diante dessas hipóteses para Casagrande definir, fica, então, por conta dele a consolidação desse quadro ou a sua própria mudança. Ele está com a faca e o queijo na mão, pois vamos que PH prefira realmente o Senado. Ele pode muito bem ser candidato ao governo numa aliança PSB-PMDB. Nessas horas de definição a estrela de Casagrande costuma brilhar (continua nesta sexta-feira, 23).
Fragmentos
1 - Sujou geral na Assembléia: a comoção tomou conta nesse final de ano e o espírito da Assembléia passada pousou nos debates. Com as devidas exceções, é claro. Exceção, por exemplo, para a deputada Brice Bragato, do PSOL, uma parlamentar de uma cara só. É o que é em qualquer momento.
2 - Veteranos deputados puxaram um aumento de proventos inoportuno e alguns deles saíram ameaçando a torto e a direito, em buscando companhia para a lama em que se meteram. O pior é que os atingidos reagiram mal. Na seqüência fizeram o mesmo em cima de outros deputados que se encontram em posição coerente de decente, como os casos da Brice, do Carlos Castiglone e do Cláudio Vereza.
3 - Em síntese, os deputados estão dando um espetáculo lamentável, numa hora, inclusive, que a Assembléia estava indo relativamente bem. Mas infelizmente entraram no velho esquema: um desgasta o outro e a população mais se indigna com a classe política.
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