Embora no Brasil as pessoas ainda tenham medo de dar o número do cartão de crédito online, nos States está cada vez mais comum usar a Internet para comprar ou vender alguma coisa. O censo americano diz que em 2003, 40% da população americana usou a Internet para obter notícias e informações, pesquisar produtos, se comunicar ou conhecer pessoas.
Também 40% desses usuários usaram a Internet para comprar ou vender alguma coisa. Como esse hobby só tem aumentado, fica fácil imaginar quanta gente esteve connectado nessa complexa rede em 2005. Por que a Internet está substituindo o velho hábito de ir às compras é uma das ironias da idade moderna, que torna os meios de transporte cada vez mais rápidos e os shopings cada vez melhores.
Qual a graça de obter um produto "no escuro" se voce pode ir a uma loja, ver as opções, escolher, experimentar ou testar, e decidir in loco? Embora mal tenha começado, é possível que esse século fique conhecido como a era da insegurança. As pessoas se fecham em seus lares, receosas de enfrentar os perigos da convivência, dos locais lotados, das ruas.
Na verdade, a violência urbana e o terrorismo estão mudando o modo que vivemos.
Uma idéia dá certo quando chega no momento certo, na hora certa. As pessoas hoje em dia receiam sair e a Internet está à disposição, quase tudo que se faz na rua pode ser feito nesse imenso shoping center virtual onde tem de tudo para todos.
Como violência urbana e terrorismo não dão mostras de diminuir, acabamos inventando modos de minimizá-lo. E a Internet está aí mesmo para ajudar a contornar o problema. Por que correr riscos? Aqui já temos, por exemplo, um serviço para alugar filmes pelo correio, pagando mais barato do que ir pegá-los no vídeo da esquina.
A pizza, o sushi, as flores para as ocasiões especiais, tudo isso já é adquirido pela Internet. A Amazon é a maior livraria do mundo, e hoje vende de tudo, entregando no dia certo em qualquer parte do mundo. Já não existe nenhuma boa loja que não tenha um site e um serviço de compras online.
O computador terá a mesma prioridade da televisão e do telefone nas casas. O mundo lá fora pode ter voltado ao tempo das cavernas, mas dentro de casa a mais alta tecnologia nos mantém ligados uns aos outros, como uma ponte sobre águas revoltas.
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