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Internautas: grampo na Gazeta e
crime do juiz devem ser federalizados
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Anderson Cacilhas
Foto capa: Reprodução
A isenção das autoridades capixabas foi colocada em xeque pelos leitores de Século Diário. Enquete realizada pelo jornal apurou que 68% dos internautas defendem a federalização das investigações do grampo ilegal na Rede Gazeta e do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho (foto). Apenas 22% dos leitores acham que as investigações devem continuar no Estado.
O resultado demonstra a falta de confiança que a maioria da população tem nas instituições estaduais, o que fragiliza a credibilidade das autoridades locais. Ainda há 4% de pessoas que querem a federalização apenas do caso do grampo na Gazeta e outras 4% que querem esse procedimento apenas nas investigações do caso do juiz Alexandre Martins, elevando a desconfiança popular para 76%, um número preocupante que merece atenção das autoridades capixabas.
A enquete perguntou aos internautas o seguinte: O que você acha da proposta de federalização nas investigações sobre o grampo na Rede Gazeta e o assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro?
A idéia de federalização das investigações sobre o grampo na Rede Gazeta ganhou força com as manifestações favoráveis da Igreja Católica e da deputada Federal Iriny Lopes (PT), que entrou com um processo na Procuradoria Geral da República no dia 12 deste mês para que sejam federalizado, além do grampo, o crime do juiz Alexandre Martins de Castro Filho.
Grampo na Gazeta
O grampo na central telefônica da Gazeta foi pedido em 22 de março de 2005, e segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) o telefone seria da Telhauto, uma empresa de materiais de construção supostamente ligada a Fernando Cabeção, um dos acusados de participação na morte do juiz Alexandre Martins.
Ainda em 2003, o juiz da 4ª Vara Criminal de Vila Velha, Wladson Conto Bittencourt, determinou que a operadora de celular Vivo providenciasse uma lista com os telefones que ligaram para o celular de Heber Valêncio (intermediário do homicídio) dias antes do crime. Segundo a Sesp, o telefone da Gazeta apareceu nesta lista como se fosse da Telhauto e o erro teria sido da Vivo. Entretanto, desde 2001 o telefone é da Rede Gazeta. A Vivo publicou nota em que nega o erro no repasse das informações.
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