Vitória (ES), edição de 30 de dezembro de 2005    
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Ho, Ho, Ho!!!
ou
p.s.: caro velhinho, este ano, não me faça ficar esperando sentado...



Heraldo Ferreira
Atualizado toda quinta-feira, às 16 horas


Imbuído do espírito consumista desta época do ano, a coluna de hoje pode ser uma mão na roda para quem têm um amigo, parente ou namorado arquiteto ou tirou um de amigo X. As sugestões foram definidas para tentar abranger os mais variados gostos e preços e para que os presenteadores (normalmente não iniciados) possam também usufruir do presente também (aquela velha história de dar presente e depois pedir emprestado).

  
Foto: Divulgação
  
A cadeira de três pés (Joaquim Tenreiro, 1947)
Limito-me aos presentes mais comuns atualmente: livros, CDs e DVDs, entretanto tenho certeza que nenhum arquiteto em sã consciência vai negar ou achar estranho ganhar uma Cadeira de Três Pés (Joaquim Tenreiro, 1947) ou uma Poltrona Mole (Sérgio Rodrigues, 1958) ou, até mesmo, algum destes "gadgets" que se encontram na Tok & Stok...

Lançados em DVD recentemente, existem três filmes de diferentes épocas, mas que se relacionam na visão crítica de como seriam as sociedades (e as cidades) no futuro. Todos consagrados internacionalmente e ponto de partida para diversas reflexões, indo de uma visão "futurista" no sentido estrito da palavra ("Metrópolis", Fritz Lang, 1926), passando por uma visão romântica e irônica ("Meu Tio", Jacques Tati, 1958) e chegando à desesperança frente ao caos da superpopulação e das desigualdades sociais e econômicas ("Blade Runner", Ridley Scott, 1982).

A quantidade de bons livros de arquitetura lançados nos últimos anos, devido ao boom editorial iniciado nos anos 90, faz com que a indicação seja difícil. Entretanto os livros selecionados, a meu ver, devem estar presentes em qualquer biblioteca de arquitetura que se preze. Não somente por tratarem da obra e do pensamento dos três maiores arquitetos brasileiros dos últimos tempos, mas também por se constituirem como referência para o entendimento da evolução da arquitetura brasileira moderna e contemporânea. São eles: Lucio Costa: Registro de uma Vivência (Lucio Costa, Empresa das Artes, 1995), Meu Sósia e Eu (Oscar Niemeyer, Revan, 1999) e Paulo Mendes da Rocha (org. Rosa Artigas, Cosac&Naif, 2000). Pena que o primeiro só é encontrado em sebos, pois teve sua edição esgotada.

  
Foto: Divulgação
  
O Pavilhão da Philips (Le Corbusier, 1958)
Relacionar música e arquitetura, apesar de algumas aproximações como ritmo e escala, não é tão fácil ou imediato, por isso, utilizarei métodos subjetivos para escolher alguns CDs que possam agradar os ouvidos dos arquitetos. Um dos primeiros e mais significativos exemplos da colaboração entre Música e Arquitetura encontramos nas obras do compositor francês Edgar Varèse. A peça Poème Èlectronique (1958), escrita para ser executada no Pavilhão da Philips (Le Corbusier, 1958) por ocasião da Feira Mundial de Bruxelas de 1958, pode ser conferida no CD "Varèse: The Complete Works / Royal Concertgebouw Orchestra - Asko Ensemble". No seu primeiro CD Kollaps, o grupo alemão Einstürzende Neubaten utiliza sons de máquinas e equipamentos mecânicos ao tentar criar uma verdadeira música urbana, industrial. Têm também o CD do Chico Buarque que apesar de não cantar as "cidades" (como promete no título), ele canta, deliciosamente, seus cidadãos.

Feliz Natal e até a próxima.

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E-mails para o colunista: acolunadoarquiteto@hotmail.com


 

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