A semvergonhice dos vereadores da Serra




Oswaldo Oleari


Nosotros, os do povo, estamos é fedidos e mal pagos com essa geração de políticos quitá surgindo pelai. Vocês não viram a semvergonhice desses vereadores da Serra? Pois se houve um processo de avanço com a redução de um porrilhão de vereadores no País inteiro, não foi para reduzir as despesas exageradas e desnecessárias com milhares de vereadores picaretas que só o que fazem é esbanjar o dinheiro público?

Como é que pode uma Câmara Municipal reduzir de 21 vereadores para 15 - ou 16? - e continuar com as mesmas despesas de antes, caras? É uma pouca vergonha, é o cinismo deslavado dessa orda de sabidões, de espertos que teimam em tentar enganar ao populacho. O pior de tudo é que eles detém o poder de decidir e manter o absurdo que eles mesmos praticaram. Nem mesmo o prefeito Audífax Amorim talvez consiga derrubar a medida, se o quiser, pois seu poder de veto não é final. Os calhordas dos vereadores que aumentaram as despesas da Câmara da Serra (*) detém o poder final de derrubar o veto do prefeito.

(*) O vereador professor Roberto Carlos se absteve de votar. Foi o único a usar o bom senso e a manter-se limpo nessa sujeira, que o presidente da Câmara, Adir Paiva, teve o cinismo e a cara de pau de dizer que não houve aumento.

Ouvimos dez pessoas próximas da coluna sobre o assunto e o mínimo que se ouviu foram palavrões de revolta com o abuso dos vereadores da Serra. Um dos ouvidos chegou a desejar que "outra ditadura acabe com a safadeza desses vereadores e os coloque todos na cadeia".

É demais. A população hora dessas fica quinem bosta nágua, não pode fazer nada. Só serviu para votar e botar essa culundria de gastadores do dinheiro do povo lá na Câmara.

Quem poderia conter os abusos dessa orda de mortos de sede e de fome por gastar o dinheiro dos contribuintes, trabalhadores, micro-empresários, profisionais liberais, enfim gente que produz recurosos para tocar a máquina pública.

Navio com samba

Esta daqui quem mandou especialmente para a coluna foi a Edlamara Conti, da secretaria de Comunicação da Prefeitura da Belacap. Conta ela que o Insígnia, o primeiro navio de passageiros a fazer escala em Vitória este ano, será recepcionado pelo mestre-sala, pela porta-bandeira e pela bateria da Unidos de Jucutuquara, a escola de samba vice-campeã do carnaval capixaba. Será a primeira visita do navio à cidade e a chegada está prevista para o próximo dia 16, às 10 horas. Para receber a bordo o prefeito João Carlos Coser, o comandante do Insignia preparou um coquetel, que os girngos chamam de uelcomeparti. Aqui, já traduzido para o idioma desta exclusivo coluna Neguim e neguinha que entendem pola nenhuma de inglês podem ir fundo no coquetel e comer os canapés por inteiro, não precisa comer só parte deles.

Agora, só falta o prefeito João Coser aprender a fazer moquece, nememo?

Dicionovário

A palavra do sub-título aí de cima, eu roubei não sei de quem. Talvez tenha sido do sábio Millor Fernandes. O Donizete Fernandes, que aparece aqui na coluna pela primeira vez, chega justo para comentar algumas palavras que encontra por aqui vez em quando. Diz o Donizete:

"Uma palavra que minha mãe sempre usa quando a intensidade de luz é muito forte: luiserma - muita luz, várias lâmpadas acesas. Quando ela vê uma multidão de pessoas se deslocando, ela costuma dizer: culundria - bando de pessoas. A palavra "culundria" também tem um sinônimo: xusma (de gente). Ri muito quando vi a palavra "lambrecado" na sua coluna. Meu pai usa sempre este termo. Donizete".

Pois é isso, meu caro Donizete. Lambrecado é uma palavra muito boa, nememo. Essa palavra a gente aqui acha que se originou daquele velho dito do populacho, quando diz que quem nunca comeu melado, quando come se lambuza. Quer dizer, fica todo lambrecado, nememo?

Polícia nesses asaltantes do dinheiro público, gentem!


Trocatroca com a coluna: donoleari@portalrv.com.br