Aumentou a expectativa dos 4.700 clientes que mantinham aplicações nos fundos VIP DI e Institucional do Banestes, que reaplicou R$ 20 milhões desses fundos no Banco Santos, sob intervenção do Banco Central desde novembro de 2004. O relatório do interventor, Vânio Aguiar, foi entregue ao BC nesta sexta-feira (11). Segundo o presidente do Banestes, Roberto Da Cunha Penedo (foto), "o prejuízo pode ser revertido, caso o BC encontre uma solução".
O relatório de Vânio Aguiar - que não será divulgado ao mercado - vai revelar à diretoria do Banco Central o tamanho do rombo do Banco Santos. Aguiar precisou de três meses - tempo em permaneceu na sede do Banco Santos, em São Paulo - para preparar o relatório sobre a situação do banco de Edemar Cid Ferreira.
A diretoria do BC vai seguir as orientações do relatório para decidir o futuro do Santos. Entre as hipóteses, a liquidação e a venda da instituição. O BC tem três meses para analisar o relatório, discutir a situação do Santos e decidir o que vai fazer. O prazo é o mesmo para o fim da intervenção, no dia 12 de maio, uma quinta-feira. A intervenção do BC começou em 12 de novembro.
O Banco Santos publicou comunicado em sua página na Internet em que pede aos clientes e credores que manifestem "expressamente sua intenção em discutir um plano de recuperação da instituição, inclusive para dar respaldo ao Banco Central em não decretar a liquidação extrajudicial da instituição".
O prazo para os clientes e credores enviarem sua concordância vence na próxima sexta-feira (18). Manifestações por fax, por meio dos telefones (11) 3818-9661 ou (11) 3818-6194.
Em entrevista ao Século Diário, o presidente do Banestes, Roberto da Cunha Penedo, explicou que mesmo que o Banco Santos seja liquidado, não há como aumentar o prejuízo dos clientes, de 5,74% nas cotas "que pode até ser revertido, caso o Banco Central encontre solução para o Banco Santos", afirmou.
Penedo explicou que cessou o prejuízo de seus clientes por que os papéis do Banco Santos foram zerados quando da intervenção do BC, decretada no dia 12 de novembro. "Não há nenhuma possibilidade da desvalorização ser maior que os 5,74%".
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