Vitória (ES), edição de 11 de fevereiro de 2005

Medo de retaliação faz deputados
se reunirem fora da Assembléia



Renata Oliveira
Foto capa: Carlito Medeiros

O grupo de nove deputados que votou contra a chapa única que elegeu a nova Mesa Diretora da Assembléia, corre o risco de ficar sem nenhum cargo nesta segunda parte da legislatura em retaliação à negativa. Ventila-se pelos corredores do legislativo que o grupo vem fazendo reuniões fora do prédio da Assembléia para definir um posicionamento. Os encontros secretos são para evitar que o conteúdo debatido se espalhe.

Votaram contra a chapa única os deputados Brice Bragato, Cláudio Vereza e Carlos Casteglione, do PT; Robson Vaillant e Cláudio Thiago, do PL; Janete de Sá e Paulo Foletto, do PSB; Sueli Vidigal do PDT, Mariazinha Vellozo Lucas (sem partido), e Euclério Sampaio, do PMN.

Esses integrantes do grupo têm atualmente funções importantes na Assembléia. Cláudio Vereza acaba de deixar a presidência da Casa e Paulo Foletto foi seu segundo secretário. Robson Vaillant foi terceiro secretário da Mesa. Brice Bragato faz parte da Comissão de Justiça, e Carlos Casteglione preside a Comissão de Saúde.

Sueli Vidigal é a atual corregedora da Casa. Janete de Sá preside a Comissão de Cidadania. Mariazinha é ex-primeira vice-presidente da Casa e vice-presidente da Comissão de Finanças. Cláudio Thiago faz parte da Comissão de Finanças, e Euclério Sampaio é vice-presidente da Comissão de Segurança.

O grupo não aceitou a chapa apresentada para a sucessão de Vereza. Encabeçada por César Colnago (PSDB), a chapa venceu a eleição por 20 votos a nove. Houve apenas uma ausência no momento da votação, a de Robson Vaillant.

Há também rumores de que os deputados mais visados são Euclério Sampaio e Robson Vaillant. Isto porque os dois foram os mais ferrenhos defensores da candidatura de Mariazinha Vellozo Lucas à presidência da Assembléia. Chegaram a criticar duramente o deputado Paulo Foletto pela desistência de registrar sua chapa meia hora antes da votação.