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  Vitória (ES), edição de 06 de janeiro de 2005
 

Congo em exposição


Vítor Lopes


  
Foto: Divulgação
  

No início de dezembro, as diversas bandas de congo do município da Serra, Grande Vitória, se reuniram para festejar São Benedito. Os festejos religiosos ainda não terminaram - falta a cerimônia de retirada de mastro - e a comunidade do município se volta para conhecer mais a manifestação folclórica por meio de uma exposição na Casa de Congo Mestre Rosa.

A casa foi inaugurada no dia 26 de agosto de 2000 e reúne em seu interior uma infinidade de artigos e textos a respeito da manifestação popular capixaba mais conhecida.

O local tem acervo permanente e caráter didático-pedagógico. Diversas escolas do município se deslocam para a Casa de Congo que fica na Praça João Miguel com intuito de apresentar a tradição aos seus alunos. O prédio tem estilo colonial e foi construído no final do século XIX.

No local, o visitante pode conferir inúmeros objetos que fizeram parte das bandas de congo da Serra. Estão lá diversos instrumentos musicais como casacas e tambores usados pelas bandas.

  
Foto: Divulgação
  
Roupas e outros vestuários dos mestres das bandas de congo e demais componentes também estão em exposição. Bem como inúmeras fotos, objetos típicos, CDs e pesquisas acadêmicas.

O acervo da Casa de Congo Mestre Rosa procura divulgar o Ciclo Folclórico-Religioso de São Benedito na Serra e também fortalecer as identidades das bandas de congo do município.

A mostra Elementos do Congo de São Benedito fica aberta de segunda a sexta-feira até o dia 6 de fevereiro. A Casa de Congo Mestre Rosa fica em Serra-Sede. Maiores informações pelo telefone 3251-5870. As visitas ocorrem das 8h às 18h.


Produção capixaba na Casa Brasileira


Fabíola Zardini


  
Foto: Divulgação
  

Os pios, instrumentos de sopro de madeira produzidos no Espírito Santo são os objetos da exposição "Pios da Mata, Patrimônio do Espírito Santo", que será aberta nesta terça (7) a partir das 19h, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. A mostra é promovida pelo Governo do Espírito Santo e de São Paulo, das Secretarias de Cultura e do Sebrae.

Os pios são usados para reproduzir os sons das aves para atraí-las para estudos e apreciação. Há 37 tipos de pios que são fabrocados em Cachoeiro de Itapemirim há mais de 100 anos.

A mostra traz registros impressos e eletrônicos de sons para que o visitante perceba a aproximação desses sons do real. A curadoria é de Ronaldo Barbosa, designer de Vitória. Os textos dos catálogos são da jornalista Adélia Borges, especializada em design e diretora da Casa Brasileira, em São Paulo.

A fábrica de pios foi fundada em 1903 por Maurílio Coelho e é única na América Latina

Serviço:
Exposição: Pios da Mata
Abertura: 7/12, às 19h
Local: Museu da Casa Brasileira
Endereço: Avenida Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano Tel. 3032-3727
Visitação: de 8/12 a 16/1/2005, de terça a domingo, das 10h às 18h
Ingresso: R$ 4 - Estudantes: R$ 2 - Domingo: gratuito
Visitas monitoradas: 11- 3032-2564
site: www.mcb.sp.gov.br


A arte Naïf do coração


Vítor Lopes


  
Foto: Bernardo Coutinho
  

"É pintar com o coração". A paixão pela arte naïf está no riso, na alegria e nas palavras que são ditas pelo artista plástico Luis Natal. Um pedacinho do incrível mundo dito primitivista pelas escolas de artes pode ser conferido na exposição individual de Natal, que será inaugurada nesta sexta(3), às 20h, na Galeria de Arte Espaço Universitário da Ufes.

Natal começou a pintar de modo curioso, durante um festival de teatro e pintura, na sua cidade natal, Linhares. Corria o ano de 1976 e Natal encostava pela primeira vez em pincéis.

E nunca precisou de escolas. Autodidata e amigo de inúmeros professores de artes e alunos da Ufes, diz que o "diploma é meu mesmo. Ele sai do coração". O artista, com muita graça e humildade, revela que conhece muita gente que saiu da universidade e que pinta no estilo naïf. "Mas para mim não á naïf", já avisa.

  
Foto: Bernardo Coutinho
  
A temática preferida abordada por Natal é aquela em que ele vive. A arte dele está no próprio cotidiano do artista. "Adoro o céu, o mar, os surfistas. Regência é o meu coração", revela em uma declaração de amor ao balneário onde reside.

Natal explora esse círculo de criação desde 1982. As suas principais obras podem ser conferidas em sua própria casa, que é decorada com pinturas naïf. Ponto de encontro de turistas, moradores da região e intelectuais, a casa de Natal respira arte e o artista diz que o ambiente é o melhor para se criar.

Antes de pintar as 20 telas coloridas que compõem a exposição realizada na Ufes - que vai até o dia 30 de janeiro -, diz que pinta primeiro o coração. "O desenho naïf parece de criança, mas revela meu mundo, um mundo novo", comenta.

Natal já expôs em inúmeros locais do Estado e do Rio Grande do Sul. Neste ano, foi reconhecido com o prêmio "Aquisição" pelo quadro "Um Dia de Verão", na Bienal Naïfs de São Paulo, onde participa regularmente de quase todas as edições.

A exposição de Luis Natal pode ser conferida diariamente das 8h às 18h. Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone (27) 3335-2371.


De portas abertas para a arte


Paulo Rogério


  
Foto: Apoena
  

Arte é vida. É o que mostra os pacientes renais crônicos de cinco a 80 anos, atendidos por um programa de extensão do curso de Psicologia da Ufes. São eles os artistas que mostrarão seus trabalhos na Galeria Ana Terra, em Vitória, até o próximo dia 4 de dezembro. No total, são 73 pacientes que disponibilizarão 54 telas de arte abstrata.

O Programa de Extensão "Portas", que visa apoiar psicologicamente o paciente renal crônico, está integrado à equipe da Enfermaria de Nefrologia do Hospital da Associação dos Servidores Públicos em Vitória (ES) desde 1995, realizando o acompanhamento psicológico de pacientes com Insuficiência Renal Crônica (IRC), assistidos pelo Instituto de Doenças Renais (IDR), que funciona na Cidade Alta, no centro de Vitória.

"O trabalho realizado pela equipe de extensão é uma abertura para o novo. Para possibilidades, a fim de uma chance de construir um espaço hospitalar vivenciado de forma menos agressiva pelo paciente submetido à hemodiálise", afirma a professora Kathy Amorim, coordenadora do projeto de extensão.

"O 'Portas' é uma porta de entrada da cultura e da sociedade para dentro da enfermaria hospitalar e uma porta de saída de uma rotina estafante para desfrutar de tudo o que as técnicas psicológicas puderem oferecer de conforto a um paciente", ressalta a professora e orientadora.

A exposição é o resultado desse trabalho. Entre todas as atividades executadas com os pacientes, a arte é a oportunidade que eles têm de melhorar mais ainda a sua qualidade de vida. A professora Kathy diz ainda que é uma maneira de criar e desenvolver senso estético. Desde fevereiro deste ano, foram realizadas dez oficinas com os enfermos, com diferentes autores e trabalhos.

"Esta arte é um caminho pelo qual eles puderam seguir outros caminhos, sem o compromisso com o figurativo, como outras manifestações artísticas. Por isso o tema foi escolhido. Devido aos resultados deste trabalho, os pacientes sentiram um tanto quanto prazerosos com a prática dele".

Você está convidado

Exposição na Galeria de Arte "Ana Terra". Do dia 1º ao dia 4 de dezembro.
R. Eugênio Neto, 106, Praia do Canto, Vitória-ES. Tel.: (27)3324-5733. De segunda a sexta: 10h-19h. Sábados: 9h-13h.

E também

Na Galeria da Assembléia Legislativa Estadual, de 13 a 17 (no mês de dezembro).
Av. Américo Buaiz,Vitória-ES (em frente ao Shopping Vitória).
Tel.: (27)3382-3912 ou 3382-3500. De Segunda a Sexta: 8h-18h.

Quem quiser saber mais sobre o projeto, é só acessar o site: www.portas.ufes.br


A arte de vender a imagem


Vítor Lopes


  
Foto: Apoena
  

Um cidadão passa por um cinema. Sem ter nenhuma noção dos enredos dos filmes exibidos, terá de escolher pelo longa que melhor vende a própria imagem. Nenhum dos cartazes lhe chama a atenção. Certamente, nenhum foi feito no padrão dos cartazes poloneses, que optam pela arte, como pode ser conferido na exposição da Ufes.

O Consulado Geral da República da Polônia, sediado no Rio de Janeiro, traz ao Espírito Santo uma recente exposição com diversos cartazes que fazem propaganda de eventos relacionados ao cinema e ao teatro.

São mais de 20 cartazes que despertam as possibilidades artísticas das artes gráficas, hoje tão batidas pela massificação informativa da publicidade e da propaganda. Com a exposição apresentada na Biblioteca Central da Ufes, o público capixaba pode conferir os trabalhos de diversos designers poloneses que dão caráter de arte aos cartazes.

Como pode ser observado, diversos usam técnicas de mistura entre desenho, pintura, fotografia e colagens diversas para dar vida aos fatos representados nos cartazes. A mistura evoca certas características do movimento surrealista.

A exposição traz ao Estado alguns cartazes expostos na Bienal de Cartazes realizada em Wilanow, Varsóvia (The International Poster Biennale in Warsaw). Esse é o evento mais antigo dedicado à área, inaugurado em 1966.

  
Foto: Apoena
  

Um dos destaques dos designers poloneses é o professor Josef Mroszczak, que influencia grande parte dos trabalhos dos designers expostos na Ufes. As obras de Mroszczak podem ser conferidas fisicamente no Museu dos Cartazes de Wilanow, inaugurado em 1968 e o primeiro do mundo. O museu tem um acervo com mais de 50 mil cartazes produzidos desde 1892.

A arte do cartaz polonês adquiriu força após a Segunda Guerra Mundial durante o regime comunista no país. Aos artistas era dada a possibilidade total de criação, canalizando grande parte da produção no desenvolvimento de cartazes para filmes, festivais e diversos tipos de espetáculos. Um diferencial é que a informação é apenas um detalhe de cada cartaz.

Por conta dos inúmeros colecionadores dessa arte, o cartaz polonês tornou-se uma das principais forças artísticas da Polônia.

A exposição dos cartazes poloneses pode ser conferida no primeiro andar da Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo, campus de Goiabeiras, Vitória, avenida Fernando Ferrai. Maiores informações pelo telefone 3335-2222.


As cores da vida


Fabíola Zardini


  
Foto: Kadidja Fernandes
  

A III Mostra Cultural do Projeto Cajun, desenvolvido por 11 unidades da Prefeitura de Vitória, traz a exposição A Vida tem as Cores que a Gente Pinta. A mostra apresenta artes plásticas, orquestra de cordas, coral e teatro mirim. A exposição com as obras fica aberta até o dia 17 de dezembro.

A intenção do projeto é revelar o trabalho educativo através da arte. A gerente do Porgrama Rede Criança, Naya Athayde, destaca que é uma forma de mostrar que a arte pode estar a serviço de transformações tanto pessoais como sociais.

A exposição está no Centro de Vitória e o local foi escolhido para que este lado da cidade conheça melhor os trabalhos das crianças envolvidas no projeto.

  
Foto: Kadidja Fernandes
  

As duas mostras anteriores foram feitas no Cajun de Nova Palestina, em um ambiente de circo-escola. As novidades de 2004 serão mostradas também aos participantes do Encontro Nacional do Colegiado de Gestores de Assistência Social (Congemas), que se reúnem em Vitória nesta sexta-feira (26).

A exposição acontece na praça 8 de Setembro, em cima da loja Flor de Maio, no Centro,Vitória.

Confira as propostas de trabalho artístico por Cajun:

Produção
Engenharia - Modelagem com papel-machê
Morro do Quadro e Solon Borges - Tecelagem
Bonfim - Modelagem com massa biscuit
Jaburu - Biscuit sobre tela
Centro - Têmpera sobre papel
Bairro da Penha - Origami
Centro, Morro do Quadro, Solon Borges, Engenharia e Santo André - Acrílica sobre tela
Andorinhas - Desenho digitalizado no programa paint
Centro - papel-machê e modelagem
Todas as unidades - crachás com os nomes de cada criança. Tema: Meu Nome é Azul, Rosa e Branco. E o Seu?



Encantos da Ilha


Fabíola Zardini


  
Foto: Divulgação
  

Foi aberta nesta terça-feira (23) a exposição A Ilha Encantada, no Espaço Cultural Ibeuv. As obras são de um grupo de alunos da Escola Municipal Alberto de Almeida, de Santo Antônio, em Vitória. A mostra é o resultado de uma oficina de pintura ministrada em 2004 com alunos de 1ª a 8ª série.

A coordenação é do professor Israel Scardua e a atividade faz parte do projeto pedagógico Artelin (Arte e Linguagem), que é ligado ao programa de Educação Ampliada da Secretaria de Educação de Vitória. O projeto já existe desde 1998.

  
Foto: Divulgação
  

A idéia é despertar as habilidades e a criatividade das crianças, bem como a auto-estima dos pequenos. A exposição traz dez trabalhos em acrílica sobre tela de 1,00 x 1,50 m. O tema, A Ilha Encantada, foi escolhido pelos alunos, que buscaram inspiração em fotos de Vitória publicadas em jornais e revistas.

A mostra é aberta ao público e pode ser apreciada de 22 de novembro a 3 de dezembro de 2004 no Artibeuv, na rua Sete de Setembro, 135, Centro de Vila Velha, das 13h 30 h às 19h (segunda-feira a sexta-feira).



Atualizando educadores de arte


Paulo Rogério


  
Foto: Reprodução
  

Começou na quarta-feira (17) em Vitória o evento "Gravuras de Dionísio Del Santo na Coleção do Museu de Arte do Espírito Santo", uma exposição itinerante. O evento contará também com palestras, que vão percorrer os 11 municípios sedes das Sub-regionais da Secretaria da Educação Estadual (Sedu) até o mês de dezembro de 2005.

A exposição do artista capixaba reabre a Galeria Álvaro Conde na sede da Sedu (Av. César Hilal. 1.111, Praia do Suá, Vitória). Em cada localidade por onde a exposição passar, serão realizadas duas palestras ilustradas.

Em Vitória, nesta quinta-feira (18), aconteceu a primeira palestra, de Fernando Gómez Alvarez, professor de Gravura no curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que abordou a história da gravura, com ênfase na produção contemporânea brasileira. A segunda será voltada para a apresentação e sugestões de utilização da Caixa de Cultura Gravura - um material didático, produzido pelo Itaú Cultural.

Profissionalização

Abertas ao público em geral, essas palestras visam atingir, sobretudo, professores de arte do ensino fundamental e médio. Já as oficinas de práticas de técnicas de gravura serão coordenadas por Fernando Gómez Alvarez e ministradas por alunos do curso de Artes Visuais. Serão oferecidas 25 vagas por oficina, destinadas a professores de arte do ensino público fundamental e médio dos diversos municípios sob a jurisdição de cada Sub-regional.

A seleção ficará a cargo da Secretaria Estadual de Educação e terá como critério a formação específica em Artes Plásticas, bem como a carga horária dos professores na disciplina de artes.

Saiba mais

O Itaú Cultural doou, ao Museu de Arte do Espírito Santo, 80 Caixas de Cultura Gravura, contendo Caderno do Professor, 11 pranchas com reproduções de 22 obras representativas da gravura brasileira, o vídeo Gravura e Gravadores e o Guia Itaú Cultural na Sala de Aula. Mesmo com a programação passando por somente 11 cidades, o material educativo será distribuído aos 78 municípios do Estado.

As Caixas de Cultura Gravura serão entregues em mãos de professores de arte do ensino público que as encaminharão a suas respectivas escolas, onde ficarão à disposição para empréstimo aos demais professores do município. As duas caixas restantes ficarão nas bibliotecas do Museu de Arte do Espírito Santo e da Secretaria Estadual de Cultura.

Serviço

Dias 19 e 20 (sexta-feira e sábado), de 8h às 12hs e de 14 às 18h: Oficina prática de técnicas de gravura, coordenada por Fernando Gómez Alvarez e ministrada por Giovanna de Souza Oliveira Bahiense e Silfarlem Júnior de Oliveira, (universitários do curso de Artes Visuais da UFES). Local: Superintendência de Carapina - SEDU Rua Chapot Presvot 89, Praia do Canto, tel. 3315 6647.


Arte como decoração


Vítor Lopes


  
Foto: Apoena
  

A arte como decoração é a base conceitual e produtiva da exposição que a artista plástica Ana Rita Mariane inaugurou nesta terça-feira (16), no Centro Cultural Americano de Idiomas, em Jardim Camburi, Vitória.

A exposição é uma iniciativa da escola em unir arte e educação. Além de quadros, Ana Rita coloca à venda velas decorativas. "Minha expectativa é vender tudo até o dia 20. Fiquei sabendo que só na terça-feira (16) já tinham vendido cinco quadros", anima-se a artista plástica.

Ana Rita começou a pintar de brincadeira há 10 anos e até hoje faz cursos para aperfeiçoar seus traços. O encanto pela pintura abstrata é visível. Na exposição realizada em Jardim Camburi, a maioria das obras é feita usando o relevo com tinta e massa acrílica. Também há uma peça em estopa.

O lado infantil da decoração é evidenciado em algumas obras à venda. Os temas explorados são os bonequinhos, casas e outras que estão na moda da decoração infantil. "Gosto muito de misturar universos e todos tendem para traços modernos", comenta Ana Rita.

Além dos quadros e das velas decorativas, também estarão à venda mantas para sofás. Ana nunca expôs anteriormente. Seus quadros ficavam espalhados em lojas de móveis pela Capital do Estado.

O Centro Cultural Americano de Idiomas fica na Rua Carlos Martins, 575, Jardim Camburi. O horário de funcionamento vai das 8h até às 21h. No sábado, até o meio-dia. Maiores informações pelo telefone 3347-4595.


Influências do Impressionismo


Fabíola Zardini


  
Foto: Divulgação
  

Até o dia 10 de dezembro, quem for à Assembléia Legislativa vai se deparar com a plenitude da arte. É o que pretende a artista plástica Morgana de Sá, que expõe um conjunto de pinturas em óleo sobre tela na Galeria Francisco Schwarz. São 32 peças expostas sempre das 8h às 18h.

Morgana é uma artista influenciada pala Escola Impressionista e suas obras possuem características marcantes desse estilo pictórico, como as sombras e o uso de texturas, além da combinação entre as cores, os tons e a luz.

Ela mesma define seu traçado como firme, contínuo e definido. "Eu valorizo a harmonia das cores e as perspectivas linear, aérea e tonal. Tudo isso misturando vários estilos", afirma. A intenção da artista é mostrar que na arte tudo é possível ser criado. Suas obras possuem os mais variados estilos, desde a natureza ao abstrato.

Morgana é de Minas Gerais, mas cresceu no Espírito Santo. Já realizou 22 exposições aqui no Estado e ganhou o prêmio do "Concurso de Verão 2000", realizado pela Prefeitura Municipal de Vila Velha.


Insurreição documentada


Fabíola Zardini


  
Foto: Divulgação
  
A exposição mostra a época da revolta contra os fazendeiros

Dando continuidade às comemorações da Semana Nacional da Consciência Negra, a Casa do Congo da Serra abre nesta terça-feira (16) a Exposição Iconográfica e Documental da Insurreição do Queimado. A iniciativa é da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e Lazer da Prefeitura da Serra (Setur).

A mostra possui dois acervos expostos e as ilustrações são feitas em quadros, com óleo sobre tela, do artista plástico Walter Francisco de Assis, que foram adquiridos através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura "Chico Prego".

As obras de Assis mostram cenas da Insurreição dos Queimados, ocorrida em 1849 quando diversos escravos se rebelaram contra uma promessa feita pelo Frei Gregório José Maria de Bene. O missionário havia convencido os escravos a trabalharem na obra de uma grande igreja em troca de alforria. Mas o prometido não foi cumprido e um grupo de escravos, liderado por Elisário, percorreu fazendas obrigando seus donos a assinarem cartas de alforria.

  
Foto: Divulgação
  
A mostra acontece na Casa
do Congo, na Serra

Uma outra coleção que também faz parte do acervo documental mostra exemplares do extinto Correio da Vitória, que divulgava os acontecimentos da época segundo a sociedade. O documento foi organizado pelo Arquivo Público Estadual na comemoração dos 150 anos da insurreição.

Quem for visitar a exposição vai ter a oportunidade de observar através das obras quais eram as reações da sociedade de Vitória em relação à revolta e quais as conseqüências sofridas pelos negros.


Mandala em cerâmica


Paulo Rogério


  
Foto: Divulgação
  

Mandala, em sânscrito, quer dizer círculo. A definição carrega também o sentido de um círculo montado ou desenhado simbolicamente, para que tenha um significado místico, de ordem cósmica. Em si mesmo, o círculo é um símbolo que aparece freqüentemente na história da Humanidade, desde as gravuras paleolíticas até o anel de casamento.

Outras vezes, o círculo é um limitador, tudo que está dentro dele está protegido. Pode ainda aparecer com sentido temporal, indicando o eterno retorno - o famoso "círculo vicioso". Portanto, na tradição mística, é do centro da mandala que se irradia a energia primordial, que permeia todos os seres e que para lá retorna, num eterno vai-e-vem.

"Há várias formas de se reproduzir uma mandala, uma das maneiras é utilizando a espontaneidade e a criatividade, como foram feitas as nossas. Cada uma delas é uma obra única, bela e significante", segundo Águeda Valentim Machado. Na companhia, das também ceramistas, Maria Rita Guimarães e Emília Pastore, ela completa o grupo Ofício de Barro, que está exibindo cerca de 30 peças na Exposição de Mandalas em Cerâmica, em Vitória.

Este é o primeiro trabalho delas envolvendo algo ligado ao misticismo, e com formas mais regulares, como de costume."Nós buscamos trabalhar com algo diferente no início deste ano. Optamos pelas mandalas, mas sem qualquer interesse de aprofundamento teórico ou místico. Buscando explicações para o que estava sendo produzido".

  
Foto: Divulgação
  
Águeda disse que, dependendo da receptividade do público, o grupo poderá trabalhar com outras formas místicas futuramente. "Mas mais uma vez, sem desvendar os mitérios do Universo" (risos). Mas desvendando outros conceitos de formas.

Serviço:

Exposição de Mandalas em Cerâmica - Grupo Ofício do Barro - Até o dia 26 de novembro - De segunda a sexta, das 9h às 18:30h - Sábado ]9h às 12h - Local: Studio Design, rua Dr. João Carlos de Souza, n° 149, Vitória, Barro Vermelho - Telefone: 3227 6822


Hippie chique


Paulo Rogério


  
Foto: Divulgação
  

Transformar calça jeans em bolsas. A artista plástica e ex-modelo, Romina Kenski, juntou moda e arte para buscar algo que fosse singular. Trabalho este que será mostrado na exposição de bolsas artesanais "Tudo Bolsas 2", até o próximo dia 30 deste mês, no Espaço Cultural Ematra, centro de Vitória.

A diferença de algumas bolsas, com relação à primeira versão desta exposição, é que algumas delas estão com arranjo de pequenas flores, ou mini-botões, como também são conhecidas. "Estas bolsas caem muito bem para dar uma volta à noite, enquanto as bolsas somente com o jeans, com a alça curta ou cumprida, são mais casuais", diz a artista com ares de estilista.

Mas o leitor deve estar se perguntando: "De onde a moça tirou a idéia de fazer este tipo de coisa, transformar calça em bolsa?". Romina confecciona bolsas há quase três anos. "Quando deixei de trabalhar com moda, estava mais envolvida com artes plásticas (formada pela Ufes em 1998). Pensei em tentar juntar as duas coisas. Separei a máquina de costura no meu quarto e simplesmente comecei a pensar em algo, buscar na criatividade mesmo".

"No início foi complicado tanto que as pessoas que não conhecem meu trabalho ficam impressionadas: 'mas como você pensou nisto?'. Até porque se existe algo assim por aí eu não sei, mas não busquei inspiração no trabalho de ninguém para inventar isto".

O estilo de seus produtos tem inspiração no conhecido "hippie chique", que agrada um público de diferentes faixas etárias e que não saiu de moda até hoje - apesar do movimento nem existir mais. São cerca de 30 bolsas, diferentes uma das outras que vão estar na mostra a partir desta quinta-feira (11). Antes do término deste trabalho, Romina tem projeto de inovar com o couro.

Serviço:

Exposição de Bolsas Artesanais/ "Tudo Bolsas 2" de Romina Kenski. Abertura: 11de novembro (Quinta-feira) - das 18h às 20h Visitação: até 30 de novembro de 2004 - de Segunda a Sexta-feira - sempre das 13h às 19h Local: Espaço Cultural Ematra - Edifício Vitória Park - Av. Cleto Nunes - centro de Vitória.


Sertão do tamanho do mundo


Paulo Rogério


  
Foto: Divulgação
  

"Eu estou depois das tempestades. O senhor nonada conhece de mim; sabe o muito ou o pouco? O Urucuia é ázigo... Vida vencida de um, caminhos todos para trás, é história que instrui vida do senhor algum? O senhor enche uma caderneta... O senhor vê aonde é o sertão? Beira dele, meio dele?... Tudo sai é mesmo de escuros buracos, tirante o que vem do Céu. Eu sei" - trecho de Grande Sertão Veredas (João Guimarães Rosa).

Nesta parte da obra do autor mineiro - de Cordisburgo -, o sertão é do tamanho do mundo. Um simples toque regional do escritor é capaz de projetar dimensão universal devido ao impacto de condicionar o homem como sendo o mesmo, seja no sertão carrasco de Minas Gerais, seja em qualquer outro lugar do mundo.

Causando grande impacto no cenário literário brasileiro, em 1956, Guimarães Rosa soube representar pelas palavras uma realidade. Será que se pode fazer o mesmo pela pintura?

Há quatro anos o artista, também mineiro, João Batista Lazzarini pensou em encarar mais este trabalho. "Durante este tempo eu vinha pensando em como retratar algumas passagens da obra de Guimarães nas telas que faço. Em quatro meses neste ano produzi as 13 telas que ficarão expostas em Vitória, cada uma delas com um dos temas como este que estamos falando, 'O Sertão do tamanho do mundo', 'O diabo no Redemoinho'é outra parte da obra que também gosto muito".

  
Foto: Divulgação
  
Profissional há cerca de 12 anos, o autor que nasceu em Belo Horizonte em 1967, não fugiu da linguagem caracterizada pelo uso de cores fortes, chapadas e contrastantes - importantes referências em seu trabalho.

"Este trabalho foi muito prazeroso, pois 'O Grande Sertão Veredas' é uma obra que me fascina com todo aquele uso de metáforas, além de todos aqueles conflitos psicológicos revelados ao longo do texto, o que acho que combina muito com o estilo de pintura que adotei". E o artista diz mais: "pretendo continuar com este tipo de trabalho em futuras oportunidades, explorando mais o tema sertão".

JB Lazzarini, como também alguns o chamam, já realizou outras exposições na Capital mineira e em outras cidades do Brasil - inclusive de exposições coletivas internacionais na Itália, França e Áustria. "Mas esta é a primeira vez que estou aqui expondo um trabalho". Mas já conhecia a praia né?! "Eu sou mineiro,e estou aqui do lado né (risos)?, já conhecia o Espírito Santo". Pois é , só faltava o Estado conhecer seu trabalho.

Serviço: A exposição "O Grande Sertão Veredas" será aberta nesta terça-feira (26 de outubro) na Galeria de Arte Sandra Resende, Jardim Camburi, Rua Julia Lacourt Penna, 751, Vitória. E termina no dia 25 de novembro. O local estará abeto de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. E no sábado das 8h às 13h. Telefone: 3337.2678.


As charges através das décadas


Fabíola Zardini


  
Foto: Carlos Antolini
  

O Espaço Cultural da Curva da Jurema inaugura nesta quinta (14), às 19h, uma exposição com os melhores momentos de Milson Henriques. Intitulada Atravessando Décadas, a mostra traz uma coletânea com mais de 50 charges do autor, como a famosa Marli, que jamais poderia ser esquecida.

Grande parte dos desenhos foi produzida na década de 70, sendo que alguns até foram censurados na época, além de outros que levaram Milson à prisão por motivos políticos.

  
Foto: Carlos Antolini
  
De acordo com Milson, a exposição é uma espécie de "passeio histórico", principalmente para os jovens, já que mostra como a atual liberdade de expressão é respeitada e valorizada em relação à época da ditadura, quando "as pessoas não podiam dizer nem que o presidente era feio".

O espaço cultural é mais uma atração na Curva da Jurema, que já tem uma noite agitada com a programação musical nos quiosques. O espaço já funciona desde o último dia 18 e fica ao lado do módulo administrativo da Curva, sempre das 8h às 18h, todos os dias da semana. A exposição de Milson fica até o dia 15 de dezembro.


Era uma casa muito engraçada


Vítor Lopes

  
Foto: Divulgação
  

"Era uma casa muito engraçada...". Na escultura "A Casa", de José Bechara, além de ter teto, muitas coisas mais entopem todos os espaços vazios da enorme instalação que chega ao Estado em outubro.

"A Casa" é uma das principais atrações da exposição "Casa - Poética do Espaço na Arte Brasileira", que será inaugurada no dia 14 de outubro no Museu da Vale do Rio Doce, em Vila Velha. Além de Bechara, outros 15 artistas expõem seus trabalhos relacionados ao tema, como Nelson Lerner e Antônio Dias. A exposição tem curadoria de Paulo Reis

Na escultura - como prefere tratar o artista em relação a "A Casa" - todos os cômodos estão preenchidos por diversas mobílias. Algumas extrapolam os limites da residência, vazando por portas e janelas, como acontece com alguns colchões, mesas, camas e cadeiras.

  
Foto: Divulgação
  
Tudo isso impede a visão interna de quem se encontra fora da casa, causando sensações de incômodo, já que o público também não pode entrar na residência-arte. A escultura apresenta 3,30 metros de altura, 15 metros de comprimento e 12 metros de largura.

"A Casa" está exposta atualmente no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Ela é a principal obra da terceira fase do Projeto Intervenções, que, em 2002, contou com Franklin Cassaro e, em 2003, com o Grupo Chelpa Ferro.

Ao vir para Vitória, a escultura poderá sofrer algumas alterações na sua estrutura. Tudo será registrado no livro a ser lançado por Agnaldo Farias, Luiz Camillo Osório e Paulo Sérgio Duarte.

José Bechara começou sua carreira de artista plástico profissional no final dos anos 80, com ênfase na pintura. Bechara é um dos principais nomes da geração das artes plásticas do Brasil.