Instâncias do poder público como TRT, secretarias de Meio Ambiente, conselhos de Meio de Ambiente, Cimi, Fundacentro e outros conselhos estaduais que existem por aí, como os de transporte, saúde, educação, entre outros, servem para garantir a integridade do trabalhador.
As direções dos sindicatos não podem abrir mão de ter representações nestas instâncias, porque elas se relacionam diretamente com os interesses da sociedade. Visto que o sindicato trabalha com a sociedade organizada, que são os trabalhadores, na linha de produção que segura toda onda do País, ele também tem que participar desse processo de busca de melhor qualidade de vida no trabalho.
Esta discussão pode se transformar em um maná para o sindicato gerenciar com a reforma sindical. Para isso, terá que começar a preparar os dirigentes na linha de atuação destas instâncias. Com as comissões sindicais de empresa, será necessário que os dirigentes estejam sempre incluídos nestas discussões para acompanhar de perto o que está em pauta e possam fazer essa interligação com a sociedade e com os trabalhadores avulsos.
Com essa mudança, as direções de sindicato têm que estar atentas para que as mudanças tenham realmente a visão do trabalhador, e terão que estar preparados para ver a sociedade que está à margem da organização também, mas que tem grande influência porque igualmente produz, sem controle e em larga escala.
E haja empregados para segurar isso. Começamos pelos vendedores de vales-transporte que enchem as ruas com suas banquetinhas e sobrevivem disso. Outros começam no vale e acabam vendedores de carro.
Esses são exemplos de pessoas que ganham a vida na economia informal. E isso começa na sociedade quando o número de empregados diminui, aumentando o contingente de trabalhadores informais, que não são atendidos pelo sindicato, mas trazem a precariedade para o sindicato, que perde associados.
Então os sindicatos terão que se preparar para pensar também nos desempregados. Pois para cada desempregado o trabalhador terá que produzir mais, para suprir a carência. E o ponto de partida para chegar ao equilíbrio passa pela participação sindical nessas instâncias tripartites, ou seja, que envolvem empregadores, empregados e governo.
Pois quem tem que buscar essa igualdade é o órgão público, mas, se o trabalhador não levar sua experiência, ficará de fora do processo. E aí o processo fica torto, pois não vai representar a realidade.
Se fizermos um levantamento da área informal, o percentual de doenças ocupacionais deve ser bem mais alto entre os autônomos do que entre os trabalhadores empregados. Isto porque os órgão públicos responsáveis não estão atuando como deveriam e também não estão sendo fiscalizados como deveriam. E é o sindicato que deverá ser o fiel da balança.
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