É o que acontece quase todo fim/começo de ano: alguns redatores fissurados pelo seu banquete de passagem de ano à base de feijão, farinha e ovos istalados, como diz a secretária lá de casa especializada em farofa de ovo frito, se esquecem de tudo.
Como esqueceram do nosso correspondente Emanueldo do Jardim Colorado, das nações de línguas hispânicas da velha Vila, para não se falar das margens do Rio Jucu Braço Sul e Braço Norte. Pô, cara, o redator que se esqueceu de incluí-lo nas saudações da coluna já foi devidamente punido com a redução da ração de feijão, farinha e ovo frito do próximo reveion, que vai ser só meio ovo. Mas, aqui vai o nosso competente correspondente Emanueldo, que saca logo o alto espírito de porco embutido nas entrelinhas e nas linhas desta coluna: Vamu cum ele:
"Nobre Don Oleari, pô meu, você mandou abraços prá Deus e o mundo e esqueceu d' eu. Tudo bem! eu também não te desejei Feliz Anus Novo e muito menos Feliz entrada, né naum? Mesmo assim, espero que entre o ano com os dois pés, um na frente do outro e o outro atrás do um, tanto faz qual vai ser o primeiro, se o direito ou o esquerdo, o que importa é que não entre com os dois juntos prá naum perder o equilíbrio e cortar a cabeça do seu mecânico. Saudações, Emanueldo de Jardim Colorado".
PS. A turma aqui do Colorado manda vários abraços e pede prá você rodar alguma coisa do Altemar Dutra na 2gunda-feira no Clube da Boa Música. Valeu".
Valeu mesmo, nosso bravo companheiro e seu bando do Jardim Colorado. Quanto ao mecânico, acho que vamos mandar o Jeison da versão 132 cortar todas as cabeças dele. Quanto ao equilíbrio, você tirou de letra, pois num pé só ou você é saci ou você tá brincando de amarelinha, nememo? Mas, não esqueceram de você por não ter desejado feliz entrada, não, cara. Foi o fome zero zero mesmo que atacou e redator encarregado de listar os do bando da coluna largou tudo pelo feijãozim cum farinha e ovo. Explica_se: ele é chegadíssimo num ovo, cara. Pópará, é um só mesmo. Dois, nem pensar!
Você me faz lembrar meu amigo e parceiro Custódio Miguel Leite Gomes que programou uma delicada cirurgia de hemorróidas quase no fim do ano e todo mundo preparou pra ele uma faixa desejando feliz ânus novo. Ele não fez e a faixa ficou pro próximo.
From sampa
A simpatia da Juliana Lopes, from São Paulo, chega mais pra dizer algumas sobre o Milton Fernandes: "Antes de mais nada o meu MUITOOOO Obrigado! Falo dele sim, com o maior prazer. Como já disse, se chama Milton Fernandes, tem 23 anos, trabalha como Assistente Financeiro e tem uma filhinha de 4 anos chamada Nicolle, mora em São Paulo e pretende começar, no meio deste ano, a faculdade de Publicidade - ele teima que não nasceu pra Jornalismo.
"Não é escritor, apesar de manter um site em que publica seus textos, que deixo aí na sua coluna pra quem quiser acessar: www.juarezando.com.br. "Feliz Olhar Novo" foge completamente, mas seus textos costumam ser recheados de humor negro e sarcasmo, todos muito divertidos. Tem o péssimo hábito de escrever e sair passando por e-mail pra todo mundo. Ai, já sabe, fulano manda pra beltrano, que coloca no blog, q isso, q aquilo, e quando menos se espera, lá se foram os créditos... Ele tem uma porção de crônicas, mas nenhuma publicada, já pude ler algumas, mas ele tem muita coisa guardada. Diariamente tento convencer ele a publicar um livro de crônicas, e acho que dessa vez estou conseguindo".
Diz mais a Juliana: "Enfim, acho que ficou claro que sou grande fã do Milton e dos seus textos divertidíssimos, e sempre tento apoiar esse seu lado escritor. Se quiser entrar em contato com ele, seu e-mail é milton@squadrow.com.br, e desejando mais alguma informação, não deixe de me escrever! Mais uma vez, meus sinceros agradecimentos!
Juliana".
Ô Juliana, dê um abraço no Milton Fernandes e diz pra ele que a nossa torcida é toda dele, também. Vou entra em contato, sim. Brigadú e some não.
From Argentina
Foi realmente uma ótima "Sorpresa!", como diz o alô sobre o postal de Yahoo mandado por Don Faro, que, como vêem, é chará de Don Oleari. Nosso prezado irmão portenho Jorge Faro mandou diduladudilá:
"Son momentos especiales para todos, aqui en Argentina, ahi en Brasil, y tambien en Australia. Quiero enviar un saludo cariñoso para este 2005 a Ud. y tambien a traves suyo a esa colega jornalista que fica en Sidney, Ivana Elvas... he perdido contacto con ella, pero eso no impide que la recuerde con afecto en estos dias".
Nosso caríssimo Jorge Faro manda um PS, que só depois a gente viu que no papo deles é PD, óia aí: "PD: Gostaria de saber mais o portugues para poder comprender melhor suas columnas del Seculo Diario. Jorge (faro)".
Quequié isso, meu caro Jorge Faro. Foi uma grande alegria receber o seu postal e saber que você tá ligadaço ninois aqui e na nossa amiga Ivana Elvas, na Austrália. Vou providenciar um endereço da Ivana e passar procê aqui pela coluna. No mais, caríssimo Jorge Faro, saudações a você a todo o povo argentino, que continua tendo um grande futebol, apesar de tudo. Melhor que o nosso, com certeza, que só mostra a sua boa cara no imenso campeonato brasileiro. Abraços, Don Faro, e apareça de vez em quando com um alô aí dos
pampas.
Os iluminados
Foi tãobaum que teve pedido de repeteco. Mas, repeteco? É, repeteco. A Luzia Meri pediu para bisar para não ter que esperar, ir ao arquivo, enfiar no dia, no mês e no ano para reler "seu texto sobre os escritores, os filósofos, os poetas, os cronistas e os calunistas e besterólogos". Niquiqui pidiu pra butá, nois bota, ora. E vamos até reler para ver se merece mesmo o repeteco pedido pela caríssima leitora.
Ao escritor, ao poeta, ao artista, ao filósofo, ao cronista ou ao "calunista e besterólogo" quinemquinois, foi concedido o arbítrio da imaginação, da criatividade e de uma certa permissividade. Seria algo assim quinemqui a tal licenciosidade poética, um desvio inventado pelos poetas para justificarem seus arroubos ou suas tentativas de transformação da linguagem.
A nós todos, acima listados e acima do bem e do mal, do bom e do ruim, do belo e do não belo, não se estranha que dediquemos ou declaremos nossas paixões pelas belas ou feias disponíveis. Ou nossos ódios pelos mandantes que atocham e taxam e taxam e atocham a indefesa brava gente brasileira, como acabou de fazer o farsante PT do prisidenti Lula, até outro dia um bravo gladiador, nosso aliado contra a alta carga tributária.
A nós, os escritores, os poetas, os filósofos, os cronistas, os calunistas ou besterólogos (*) quase tudo é permitido e nossa maior ou menor fama justificam nossas idéias, nossos dizeres, nossos amores proibidos. Que mesmo proibidos, às vezes são acintosos e aceitos com uma certa cumplicidade platônica. Porque se todo o pai tem uma donzela que é uma fera, como disse sabiamente o sempre vivo Nelson Rodrigues, toda donzela adora ser paparicada pelos listados na primeira linha deste parágrafo, que termina aqui Ponto
(*) Às vezes, todos misturados num só. Aí, já é gênio!
Aí, as meninas desvairadas deste seculodiario param e dizem: "ihh, ele pirou, o título fala em pimenta no dos outros e o texto envereda pela vã filosofia, como ele costuma dizer". Sábias meninas, essas desvairadas que passaram de ano sem a festa do amigo choco.
Trocatroca com a coluna:
donoleari@portalrv.com.br
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