Tida como uma das marcas mais tradicionais do mundo, a Alfa Romeo sempre desenvolveu carros luxuosos, que viraram sonho de consumo de muitos apaixonados por automobilismo. Muito cobiçados, os modelos da marca italiana sempre tiveram um quê de modernidade, mesclado com um estilo clássico e contemporâneo. Desde esportivos, até sedãs de luxo, a montadora sempre preservou seu estilo. Notamos isso, logo à primeira vista, no novo Alfa GT - modelo topo de linha da marca hoje.
Foto: Divulgação
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Talvez isso aconteça devido ao fato de que o modelo é resultado de um plano do final dos anos 80 para o fortalecimento da Alfa Romeo, comandada pela Fiat desde 1986.
A marca queria reafirmar sua vocação esportiva por meio de uma série de modelos. Então, nesta época começaram a ser desenvolvidos os projetos, que depois seriam peças-chave para a imagem da marca. O primeiro modelo a chegar foi o sedã 156, de 1997. Depois vieram o 166, em 1998, e o 147, em 2000. Mas faltava um cupê, esportivo por excelência. E foi dentro desse espírito que surgiu o Alfa GT, apresentado em 2003 e mostrado no último Salão do Automóvel de São Paulo.
Na linha atual, o Alfa GT é a melhor tradução do espírito do Cuore Sportivo, como se referem os italianos à marca. Dono de um design tipicamente alfista, ele reverencia cupês famosos como o 1900 Super Sprint, de 1955, e o Giulia Sprint GT, de 1963 (este último desenhado por Nuccio Bertone, o fundador do Bertone Style Center, o mesmo estúdio que criou o atual GT). Suas linhas transmitem a sensação de esportividade, robustez e, ao mesmo tempo, elegância, características que marcaram seus predecessores. Por dentro, a cabine envolvente, com bancos bem posicionados e instrumentos redondos e voltados para o motorista, reflete a tradição.
Foto: Divulgação
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O design é, sem dúvida, o que há de mais marcante no cupê. Mas seu comportamento esportivo faz jus ao estilo. Ainda não foi dessa vez que a tração traseira foi reabilitada. Desde o lançamento do 164, em 1987, os Alfa só saem das pranchetas com tração dianteira. A unidade avaliada era equipada com o motor 2.0 de quatro cilindros, com sistema de injeção direta de combustível, identificado pela sigla JTS (de Jet Thrust Stoichiometric). Ele é bem menos potente que o V6, a segunda opção da linha. São 165 cavalos contra 239 e uma relação peso/potência de 8,45 kg/cv contra 6,25 kg/cv, se comparadas às versões completas do GT.
Mesmo com essas diferenças, ele mostrou um comportamento bem animado, dirigido por cerca de 500 quilômetros, entre Roma e Ercolano, cidade que fica ao pé do monte Vesúvio, ao sul de Nápoles. Na estrada, uma seqüência de curvas à beira-mar, o motor proporcionou um ritmo compatível com o arrebatamento que o cenário, a pista e o carro provocavam. O câmbio manual de cinco marchas ajudou a aproveitar a força do motor, apesar do curso longo dos engates e uma resistência na alavanca acima da média, o que resultava em trocas menos rápidas.
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