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  Vitória (ES), edição de 18 de maio de 2005
 

Casa Porto reabre as portas


Da redação


  
Foto: Divulgação
  

A Casa Porto de Artes Plásticas reabre as portas com a mostra Esculturas, do artista plástico José Carlos Vilar. No próximo dia 12 de maio, às 20h, estarão expostas 12 esculturas que priorizam elementos como ferro, madeira e concreto. Esses elementos também são usados como base de sustentação das obras de arte.

Vilar, como é conhecido na área artística do Estado, começou a realizar suas primeiras mostras em 1972, ainda no curso de Artes Plásticas da Ufes. Desde 1976 é professor da universidade desde 1976.

Nas obras com ferro, ele faz uso da solda oxi-acetilênica e do arco elétrico, visando à poética da forma, da mesma maneira que trabalha nas peças de madeira, com o objetivo de dar vida e beleza aos elementos que sempre estiveram presentes em seu ateliê.

A Casa Porto das Artes Plásticas realiza visitas monitoradas com alunos das escolas públicas e privadas. Para agendar uma visita a instituição interessada deve entrar em contato pelo telefone 3381-6958.

Serviço: Abertura da exposição Estruturas, de José Carlos Vilar, dia 12 de maio, às 20 horas, na Casa Porto das Artes Plásticas, localizada no antigo prédio da Capitania dos Portos, situado na Praça Manoel Silvino Monjardim, 66, Centro de Vitória. Horário aberto à visitação: segunda a sábado, de 10 às 20 horas. Telefone: 3381-6958.


Brincando de engenheiro


Da redação


  
Foto: Divulgação
  

O público cativo da Galeria Homero Massena já pode se preparar para mais uma mostra, que começa no próximo dia 10 de maio. O artista plástico Laerte Ramos é o escolhido da vez para mostrar uma série de gravuras e um conjunto de serigrafia em madeira e objetos. São 20 gravuras para serem apreciadas até 24 de maio.

A idéia veio em 2003, quando Laerte desenvolveu um trabalho de zoneamento em São Paulo usando a Lei nº 9.413 do zoneamento da cidade. Daí, essa legislação, que permaneceu por quase 40 anos, disciplinava o uso da ocupação do solo apenas para alguns perímetros em ruas do município.

O trabalho elaborado por Laerte formou 20 gravuras (serigrafia em madeira) e cada zona foi pensada usando os itens específicos da lei. As peças pressupõem o jogo Brincando de Engenheiro, que possibilita o desenvolvimento do pensamento lógico da imaginação, da criatividade, das noções espaciais, da coordenação motora, entre outros aspectos.

Os trabalhos mostram recortes que indicam paisagens, ambientes, máquinas e objetos transformados, ressaltando a importância do papel como suporte.

A abertura da exposição será no dia 10 de maio, às 19h30, e vai até o dia 24 de junho e a entrada é gratuita.


De olho nas riquezas


Fabíola Zardini


  
Foto: Divulgação
  

Explorar as riquezas capixabas. Essa é a intenção da artista Kátia Pinheiro e alguns artesãos associados na mostra que abre nesta quinta-feira (5), no Espaço Cultural Ematra, no Centro de Vitória. Quem for visitar a mostra, vai se deparar com tapetes, almofadas, velas decorativas, sabonetes artesanais, peças sacras entre outros.

Kátia já trabalha com artesanato desde o ano de 1999 e com o intuito de se aperfeiçoar, cursou Arraiolo com a professora Helena Rangel. Vários de seus trabalhos já foram expostos nos espaços em Vitória. Os preços dos trabalhos variam entre R$ 5 e R$ 100.

A artista possui uma ateliê próprio e lá produz trabalhos que são distribuídos para lojas e clientes particulares. Já os artesãos que são associados e participam dessa eposição, fazem parte de um grupo com 34 artistas. Kátia também é associada, o que a leva a vender suas peças com maior freqüência.

A exposição traz cerca de 15 trabalhos e cada artesão traz em média três trabalhos individuais. A exposição fica até o dia 31 de maio, de segunda a sexta-feira, sempre das 13h às 19h. O Espaço Cultural Ematra fica na av. Cleto Nunes, 85, 12º andar - Ed. Vitória Park - Centro - Vitória. Telefone 3223 6512


Natureza chamativa


Fabíola Zardini


  
Foto: Divulgação
  

Desde a última segunda-feira (2), a exposição 'Maravilhas da Natureza' está montada no saguão da Assembléia Legislativa do Espírito Santo. A mostra reúne 50 obras das artistas que são alunas do ateliê Litza Dias. A exposição começa nesta quarta (4) e vai até o dia 30 deste mês. Os trabalhos são em óleo sobre tela, acrílico e tela mista.

Assim com os estilos das obras, os preços são variados, entre R$ 150 e R$ 1200. O ateliê já funciona há três anos em Jardim Camburi, Vitória, e hoje conta com 30 alunas. Pela primeira vez elas têm a oportunidade de expor seus trabalhos no saguão da Assembléia.

A professora que dá nome ao ateliê, Litza Dias, é mineira, mas capixaba por adoção, já que mora no Espírito Santo há 12 anos. Já realizou vários trabalhos em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, além de já ter vendido obras em países com a Inglaterra, Suíça, Portugal e Estados Unidos.

Hoje, ela divide seu tempo entre as obras e as aulas no ateliê. Vale a pena conferir a exposição. A Assembléia Legislativa fica na Enseada do Sue, Vitória, com funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 18h.


Às mães, com carinho


Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

Mãe. Não há palavra mais doce e gostosa de se pronunciar. O que pode inspirar mais amor, e, por que não, a arte? É esse o tema da exposição que o Espaço Cultural Yázigi vai promover, em homenagem ao mês das mães, a partir desta quarta-feira (4). "Mães do Mundo". A minha mãe, a sua mãe e todas as mães.

"O tema Mães do Mundo motivou os artistas convidados e jovens alunos do ensino formal e não-formal a projetarem trabalhos sobre o que flui e cresce, seja a partir de objetos ou pessoas reais, ideais ou irreais", conta Tânia Monnerat, artista plástica, arte-educadora e curadora da exposição.

A coletiva vai reunir obras de 12 artistas plásticos, o resultado de experiências pedagógicas feitas com estudantes da rede pública de ensino da Prefeitura Municipal de Vitória e da Oficina Artes de Vitória e o trabalho de dois artistas que serão homenageados.

"São três momentos. O primeiro reúne telas dos 12 artistas convidados. Outro, os trabalhos em cores, formas e texturas de estudantes, a partir da releitura do texto 'Tem Mãe Pra Tudo', de Silvestre Gorgulho. Um outro momento é uma homenagem à Tereza Norma, que durante muitos anos foi curadora do Espaço e é muito expressiva na arte no Estado, e ao artista Edelson Caetano, falecido há pouco tempo", explica Rosane Freitas, da assessoria de imprensa do Yázigi.

Os artistas convidados são Angela Gomes, Attílio Colnago, Berenice Viana, Celso Adolfo, Edelson Caetano (in memoriam), Jean R., Liza Tancredi, Maruzza Valdetaro, Penithência, Rafael Samú, Rosindo Torres e Wagner Veiga. Eles retratam a maternidade com figuras reais e irreais.

A homenagem às mães continua com os trabalhos de arte-educação das crianças. Expõem Rosi Mendes, Fátima Ramos e Myriam Pestana, alunos da rede municipal de ensino e Paoletti Avellar, da Oficina Artes de Vitória.

Além das mães, há os dois homenageados especiais. Tereza Norma Tommasi vai exibir pela primeira vez um trabalho de sua autoria numa exposição. A obra, "Inverno de 1978", é um desenho de Israel, em Jerusalém. De Edelson Caetano, um dos artistas da coletiva, falecido recentemente, é a imagem escolhida para ilustrar o convite da mostra, "O Pássaro", de 1999.

A abertura da exposição "Mães do Mundo" acontece nesta quarta-feira (4), às 19h. A mostra fica até o dia 6 de junho no Espaço Cultural Yázigi, na rua Madeira de Freitas, 239, Praia do Canto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Mais informações pelo telefone 3325-2808.


Clicando os anjos


Da Redação


  
Foto: Jove Fagundes
  

Reeditar a idéia de que a fotografia vai além da "fronteira entre real e imaginário" é que o artista-fotógrafo Jove Fagundes mostra no seu trabalho com crianças a partir deste final de semana no Shopping Praia da Costa, com a mostra "Crianças Capixabas".

Formado em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Jove sempre foi apaixonado pela fotografia, que acabou por se tornar mais que uma atividade profissional, "mas no seu processo efetivo e afetivo de expressão e comunicação artística".

O estilo? Deixar o personagem de suas obras em cenários originais para transformar seu estúdio em uma oficina de criação. As imagens são mentiras, mas devem parecer verdade. É assim que o fotógrafo trabalha com a sua criatividade.

"Cada fotografado passa a fazer parte de uma cena, num processo em que a expressão cândida é associada a trajes angelicais, uma expressão de alegria ou êxtase é ressaltada pelo colorido estridente de roupas, objetos insólitos e adereços", é o que diz a assessoria de comunicação do artista.

Quem quiser conferir o trabalho de Jove Fagundes é só ir à exposição que fica aberta a partir deste sábado (30), até o dia 22 de maio, no Shopping Norte Sul, em Vitória.


Desvendando a missão


Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  
Cientistas reunidos para coletar dados sobre o sertão brasileiro

Que Brasília foi planejada para ser a capital do país quase todo mundo sabe. Que a cidade, que no último dia 21 de abril fez 45 anos, passou a ser o centro político da República em 1960 após a transferência do Governo Federal do Rio de Janeiro para o Planalto Central, também. Mas como esse projeto foi desenvolvido, poucos têm conhecimento.

E é isso que quer apresentar a mostra "Missão Cruls: Uma trajetória para o Futuro", em exposição a partir desta terça-feira (26) na Ufes. Um grupo de 15 pesquisadores brasileiros decidiu reconstituir, em 2003, mostrar a trajetória do astrônomo belga Luis Cruls rumo ao Planalto Central em 1892.

"É uma exposição didática, que trabalha o roteiro histórico de Brasília. E os seus 45 anos", explica Wellington Pereira, responsável pela Galeria de Arte e Pesquisa da Ufes.

A expedição partiu do Museu Nacional de Astronomia no Rio de Janeiro no dia 10 de novembro de 2003, chegando à Brasília 15 dias depois. A idéia era comparar os aspectos analisados pela comitiva do século XIX, verificando as mudanças que ocorreram até o século XXI.

Os pesquisadores de diversas áreas percorreram cidades de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e do Distrito Federal. O propósito do projeto Missão Cruls de 2003 foi realizar palestras, expor fotografias da Missão Cruls de 1892, distribuir material didático para bibliotecas, escolas, universidades e divulgar parte da história da criação da capital Brasília.

  
Foto: Divulgação
  
Observatório da Missão Cruls montado no meio do sertão brasileiro

A nova missão teve dois responsáveis pela documentação do trajeto. Miguel Freire, cineasta e fotógrafo, professor de Fotografia e Chefe do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense - UFF e André Muniz Leão, aluno de Rádio e TV de uma faculdade de Brasília. Os dois realizam a cobertura em vídeo e fotografia.

A mostra reúne reproduções de documentos, representações iconográficas, textos explicativos e fotos do ano de 1892 e do período de 1953 a 1960, quando do retorno do projeto de construção da nova capital, além das fotos de Luiz Cruls. A exposição conta também com os documentos da proposta de interiorização da capital, fotos do ex-presidente Juscelino Kubitscheck e o desenho premiado de Lúcio Costa, que originou Brasília.

A construção de Brasília

A idéia de construir Brasília não surgiu de repente. Desde o século XVIII, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal, sonhos e projetos de transferência da capital para o interior já povoavam o imaginário político.

As qualidades ambientais e as riquezas naturais dessas regiões eram sempre citadas como um dos principais argumentos para a transferência, além de questões estratégicas de segurança.
Com a Proclamação da República, em 1889, essa preocupação tornou-se uma medida constitucional. A União teria uma propriedade de 14.400 km² no Planalto Central, que seria oportunamente demarcada para o estabelecimento de uma futura sede de governo.

Em 1892, para cumprir a Constituição, o então presidente Floriano Peixoto nomeou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil para iniciar de fato a demarcação do Distrito Federal. Foi a primeira iniciativa oficial do governo brasileiro para concretizar a mudança da capital. Iniciavam aí os trabalhos da Missão Cruls.

Um pouco da Missão Cruls
Luis Cruls era um astrônomo belga que, desde 1875, a convite de D. Pedro II trabalhava no Observatório Imperial no Rio de Janeiro, hoje Museu Nacional de Astronomia.

  
Foto: Divulgação
  
Sete meses de exploração no planalto Centra do Brasil

Em 1892, cumprindo a determinação do presidente Floriano Peixoto, Cruls organizou uma equipe de 21 pesquisadores entre geólogos, geógrafos, botânicos, naturalistas, engenheiros, médicos e higienistas. Durante sete meses, de março a novembro daquele ano, fizeram o trajeto do Rio de Janeiro até o Planalto Central, em estradas de ferro ou lombo de mula, percorrendo um total de quatro mil quilômetros.

Para orientar-se numa estrada sem pontos de referência que guiasse para o interior, Cruls calculava a posição das constelações e analisava, toda noite, o rumo a ser tomado. A comitiva realizou estudos científicos até então inéditos na região, mapeando aspectos climáticos e topográficos, além de estudar a fauna, a flora e os cursos d'água do trajeto, o modo de vida dos habitantes, os aspectos urbanos e arquitetônicos das cidades pelo caminho, além das doenças mais comuns.

A missão foi registrada em diários por Hastimphilo de Moura. O registro fotográfico ficou a cargo do astrônomo Henrique Morize. Dessa forma a história pôde ser resguardada e hoje é o documento mais antigo do Arquivo Público do Distrito Federal.

A expedição de Cruls mudou o arranjo geográfico do Brasil e possibilitou uma maior integração do litoral com o centro-oeste do País, até então pouco conhecido. Os estudos só foram reativados em 1946, mas ainda assim, sem nenhuma medida prática. Dez anos depois, no governo de Juscelino Kubitschek, de fato começou, sendo inclusive definida a data de inauguração, 21 de abril de 1960, 42 meses após o início.

"Missão Cruls: Uma Trajetória para o Futuro"

A mostra sobre o projeto que iniciou o estudo topográfico do centro-oeste brasileiro começa nesta terça-feira (26), às 19h, no Cemuni IV, Centro de Artes, na Ufes, com uma palestra com o idealizador do projeto Prof. Dr. Pedro Jorge de Castro, cineasta, de Brasília.

A exposição vai ser aberta às 20h na Galeria de Arte e Pesquisa Centro de Artes/Ufes, no Centro de Vivências, próximo ao Cine Metrópolis. Vitória é a quinta capital visitada pela "Missão Cruls". O projeto fica aberto ao público até o dia 22 de março, das 8h às 17h. Mais seis capitais devem ser visitadas até o final do ano.


Outro lado do papel


Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

Outro papel. Mas que outro papel? O que os artistas desempenharam em seu percurso pelas artes e o significado que os materiais por eles trabalhados podem ganhar de acordo com as experiências de cada um. Um diálogo com a arte contemporânea através das buscas particulares dos artistas.

A exposição "Outro papel - da materialidade à construção" é um trabalho feito por 20 estudantes dos cursos de Artes Plásticas, Artes Visuais e Design da Ufes. São investigações de jovens artistas que buscam estabelecer um projeto poético a partir dos materiais utilizados em suas obras.

"A idéia era que os artistas pensassem seus percursos, sua história dentro da arte. Vissem o que era recorrente e formassem uma linguagem própria", explica José Cirillo, curador da mostra.

Os trabalhos São feitos com fibras naturais e sintéticas, plástico, papel reciclado, tecido, madeira. "Eu fiz um trabalho com fibras de palmito, com uma trama que lembra a cestaria. Uma composição que eu chamo de 'Comércio', para mostrar a questão do valor, 'qual o valor de uma obra de arte?'", diz Adriana Melo sobre seu trabalho. "Outro papel é para mostrar a dimensão que cada um dos materiais toma, com uma linguagem", completa Adriana.

A exposição "Outros papéis" acontece na Galeria Sandra Resende, dentro do Projeto Efervescência, de apoio a jovens talentos capixabas. "A mostra expõe o trabalho de jovens artistas que estão se profissionalizando, em busca de uma linguagem própria", fala Dayse Resende, coordenadora da Galeria.

  
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Além de exposições temporárias, o espaço conta também com uma sala de acervos com obras de vários artistas, um atelier, uma sala-oficina e um jardim para projetos externos. A galeria oferece um curso rápido de história da arte para leigos, com análise das diversas escolas. Uma das questões das aulas é o olhar, único, individual, que a arte incita.

Aberta em 2001, a Galeria Sandra Resende fica na rua Júlia Lacourt Penna, 751, em Jardim Camburi. O coquetel de lançamento da exposição "Outro papel - da materialidade à construção" acontece nesta terça-feira (26), às 19h30. A mostra fica aberta ao público até o dia 20 de maio, das 10h às 18h. Mais informações e visitas guiadas pelo telefone 3337-2678.


Materializando o Divino


Vítor Lopes


  
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O nome da exposição é complicado. "Avatares dos Palimpsetos Gráficos". Mas o que o artista plástico Didico, também professor da Ufes, quer mostrar, tem essência simplificada, mas com significados profundos.

Avatares significa pela crença hinduísta a descida de um ser divino na Terra, em forma materializada, podendo adquirir contornos humanos ou de animal. Palimpsestos gráficos consistem na intervenção técnica em superfícies de pergaminhos primitivos. Os documentos eram raspados para dar lugar a outros escritos.

Assim como os palimpsestos, os avatares também adquirem caráter de mutação. O primitivismo da definição concede lugar às técnicas modernas de transformação do caráter artístico de uma intervenção em superfícies.

Assim Didico modifica e recria sua ambigüidade na manipulação do material em sua mais nova exposição. O urbano versus a pobreza em fotografias cujas lâminas são arranhadas para criar novos efeitos, bem como acontece no diferente modo de nascimento de um desenho.

  
Foto: Divulgação
  

Em "Avatares dos Palimpsetos Gráficos", o professor e chefe de Departamento do curso de Artes Plásticas da Ufes, expõe sete telas em pintura acrílica, oito trabalhos em pastel oleoso, dez trabalhos em pastel seco e sete estandartes.

O trabalho é resultado de anos de estudo para o mestrado em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado pela Pontifícias Universidade Católica (PUC-SP).

A exposição será inaugurada nesta quarta-feira (20), às 20h, na Galeria de Arte Espaço Universitário, Ufes. A mostra fica até o dia 10 de junho. As visitas podem ser realizadas das 8h às 18h.

Maiores informações pelos telefones 3335-2371 e 3335-2370.


Novos olhares sobre o velho Convento


Vítor Lopes


  
Foto: Divulgação
  
Iniciantes apontam visões sobre o Convento

Aos pés do Convento dá-se a criação e o aprendizado dela. Abençoado por todos os santos que por ali podem olhar, o artista plástico Laerty Tavares e seus 13 alunos inauguram nesta segunda-feira (21), uma exposição coletiva intitulada "Vento Com Cortes".

A homenagem de Tavares e alunos é para o próprio Convento. O ateliê do artista onde ele também ministra aulas está aos pés do Convento, na Prainha de Vila Velha. O artista plástico é professor há 15 anos. É a sétima vez que organiza uma mostra com seus alunos.

As leituras a respeito do Convento da Penha estão realizadas em obras pintadas a óleo e acrílica sobre tela. Todos os quatorze trabalhos são inéditos, com dimensão de 0,50 X 0,70 cm. Os quadros representam diversos caminhos possíveis para se chegar ao Convento e também partes internas do mesmo, ressaltando a imponente arquitetura.

A exposição irá até o dia 04 de abril. Após a Festa da penha, a exposição será levada para a Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida. Há a idéia de fazer de "Vento Com Cortes" uma exposição itinerante.

A exposição será apresentada no Espaço Cultural ArtIBEUV. Rua Sete de Setembro, 135, Centro, Vila Velha. Maiores informações pelo telefone 3229-1344 e pelo site www.ibeuv.com.br.

Confira o nome dos expositores:

Laerty Tavares
Alacir Botelho
Altayr Alcoforado
Cláudia Taib
Isabel Chermont
De Salles
José Feitosa
Karlla Nog
Lea Bersot
Marília Teixeira
Mariza Brandão
Novalin
Rosita Schaeffer
Thereza Serra