Na verdade, o envolvimento do nome da subprocuradora Catarina Secchin Gazelle só aconteceu em função de uma informação prestada no início do ano passado (2004) pela antiga assesssoria de imprensa do ex-procurador José Maria Ferreira. Naquela ocasião foi informado que o processo fora encaminhado para ela, que ocupava o cargo de promotora judicial.
Mas as coisas não eram bem assim. O Manifesto dos Vereadores foi despachado não para a promotoria judicial mas para o Grupo de Trabalho para Repressão do Crime Organizado (GRCO), instalado em Vila Velha, ficando os promotores Gilberto Fabiano Toscano, Fábio Almosy e Ângela Norbim Modenese encarregados das investigações.
Foram os três, que agora estão afastados do GRCO, que denunciaram o empresário Sebastião Pagotto, o ex-secretário de Obras de Vitória José Arthur Bermudes, a secretaria e "laranja" Edna Mara Pereira Pinto, suposta dona da Hidrobrasil, e os membros da Comissão Permanente de Licitação da PMV Salim Calil, Sebastião Follador e Fábio Campagnolli como envolvidos na trama para lesar os cofres públicos municipais de Vitória.
No relatório final do inquérito, os promotores, depois de mencionarem a existência de uma quadrilha montada para lesar o erário municipal, registraram a prática de falsidade ideológica devido a adulteração e falsificação de documentos e improbidade administrativa pela falta de zelo com a coisa pública.
Apesar das fundamentações dos três promotores, o Judiciário não decidiu para sua transformação em Ação Penal e pela denúncia dos seis envolvidos no processo licitatório que teria sido fraudado em favor das Hidrobrasil Saneamento e Limpeza Industrial Ltda.
O inquérito 013/2001 acabou retornando ao GRCO sem que a Vara de Feitos da Fazenda Pública de Vitória "falasse" no processo. Pelo menos foi o que garantiu a promotora da Vara, Marlusse Pestana Tristão, que disse desconhecer o inquérito 013/2001, pois ele não havia chegado até ela.
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