Vitória (ES), edição de 03 de novembro de 2005    
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Maria Rita introspectiva



Felicia Borges



  
Foto: Divulgação
  
Maria Rita vem conquistando cada vez mais espaço e é uma das maiores revelações da MPB da atualidade. Com seu segundo álbum, "Segundo" (2005), a cantora tenta afirmar uma identidade própria e fugir das comparações com a mãe, Elis Regina. Nesta sexta-feira (4), Maria Rita apresenta em Vitória seu novo trabalho.

A produção do disco é do compositor Lenine junto à própria cantora. A música de trabalho é "Caminho das Águas", do carioca Rodrigo Maranhão, que, antes mesmo do disco chegar às lojas, já estava sendo veiculada nas rádios e vendida na internet. Rodrigo também assina as canções "Recado" e "Mantra".

O CD traz também composições de Marcelo Camelo, vocalista da banda Los Hermanos, artista que Maria Rita também havia gravado no primeiro disco, "Maria Rita", em 2003. Ela recria a canção "Casa Pré-Fabricada", do disco "Bloco do Eu Sozinho", e mostra a inédita "Despedida". Outro destaque é a música "Mal Intento", composta pelo ganhador do Oscar de Melhor Canção em 2005, Jorge Drexler.

Há ainda músicas de Marcelo Yuka, Fred Martins e Francisco Bosco, Moska, Dudu Falcão, além da releitura de "Sobre Todas as Coisas", de Chico Buarque e Edu Lobo, e da versão da música "A Minha Alma", do grupo O Rappa.

"Segundo" foi lançado em duas versões: CD simples e álbum duplo, com CD e DVD com o making of das gravações, e já chegou às lojas com mais de 180 mil discos vendidos.

Ela só quer ser ela mesma

A todos que esperavam ou achavam que a missão de Maria Rita era completar a obra da mãe, Elis Regina, tida por muitos como a cantora máxima do Brasil, ela rejeita qualquer comparação e busca fugir do espectro da mãe. Faz questão de afirmar: "Minha semelhança com Elis Regina resume-se ao DNA".

Maria Rita viveu nos Estados Unidos por oito anos com o pai, o pianista César Camargo Mariano, desde os 16 anos. Formou-se em Comunicações e Estudos Latino-Americanos. Percebeu que a música era o que queria realmente seguir. De volta ao Brasil em 2001, resolveu tocar sua carreira devagar, para não associar sua imagem com a da mãe, mesmo sendo inevitável. O desafio de ser comparada a sua mãe criou uma certa resistência em assumir a veia musical.

No ano seguinte conheceu Chico Pinheiro, que estreou o show "Meia noite meio dia", no Supremo Musical, em que Maria Rita cantava como convidada ao lado de Luciana Alves, Chico César, Zé Miguel Wisnik e Jair Oliveira. No final daquele ano participou da gravação do CD "Meia noite meio dia".

No início de 2003, Maria Rita assinou contrato com a Warner Music. Em setembro, o primeiro CD da carreira foi lançado. Em menos de três meses "Maria Rita" foi recorde de venda. No Grammy Latino 2004, ganhou o prêmio de revelação do ano e Melhor Álbum de MPB.

Em dois anos, mais de 700 mil exemplares do primeiro CD, "Maria Rita", foram vendidos. A meta para o novo álbum é que ele atinja esses números em um ano, com distribuição no Brasil e também em outros países até o começo do ano que vem.

Show

O show de Maria Rita acontece nesta sexta-feira (4) no Ginásio Álvares Cabral, na Avenida Beira Mar. Os portões serão abertos às 21h. Os ingressos para as arquibancadas serão vendidos a R$ 20 (1º lote) e R$ 25 (2º lote), meia para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, associados ao Samp e para quem levar 2 kg de alimentos não-perecíveis. O valor das mesas é de R$ 280 (setor A para quatro lugares) e R$ 240 (setor B para 4 lugares). As entradas tanto para as arquibancadas quanto para mesas podem ser adquiridos na sede do Clube Álvares Cabral, nos cartões Visa e Mastercard, e à vista nos shoppings Vitória, Praia da Costa, Norte Sul e Centro da Praia. Mais informações pelo telefone (27) 3235-7211 ou 3317-7034.


 

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