Com o cancelamento da reunião da última terça-feira (1) em virtude dos trabalhos da CPI do Grampo, a CPI dos Combustíveis retoma suas atividades na próxima terça-feira (8), quando duas pessoas serão ouvidas. Para o vice-presidente da comissão, deputado Cabo Elson (PDT/foto), o momento é de avaliação. "Se não fizermos essa avaliação, podemos nos perder no meio de tanta informação", afirmou.
Criada para apurar possíveis irregularidades na importação e comércio de combustíveis no Estado do Espírito Santo, a CPI dos Combustíveis quer tentar, segundo o seu vice-presidente, esclarecer o episódio relacionado à suposta sonegação de impostos por parte da Frannel Distribuidora de Petróleo Ltda., publicada na edição impressa do jornal "Espírito Santo Hoje".
Uma das convocações que deixou muita gente querendo saber se os deputados realmente vão apurar a fundo o episódio, que surgiu após a divulgação de dados sigilosos da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), é a de Mônica de Araújo Saldanha, funcionária da Subgerência de Substituição Tributária da Sefaz.
De acordo com o vice-presidente executivo da Frannel, Marcelo Villa-Forte, essa funcionária teria permitido que um documento confidencial da Sefaz vazasse para o jornal. Cabo Elson informou que a convocação de Mônica Saldanha foi feita para que esse episódio seja esclarecido e para verificar a acusação de Marcelo Villa-Forte.
Além de Mônica Saldanha, a Comissão convocou para depor o técnico da Agência Nacional de Petróleo (ANP) Jeferson Oliveira, que lacrou os tanques de combustíveis da Frannel, em São Torquato, no dia 4 de agosto de 2005.
Villa-Forte depôs à CPI dos Combustíveis no último dia 25 e negou as acusações de que a Frannel tenha sonegado R$ 36,3 milhões aos cofres estaduais. Ele desmentiu informação publicada na edição impressa do jornal "Espírito Santo Hoje" e também deu entrada no dia 19 de outubro em ação cível pedindo reparação por danos morais contra o jornal e a a funcionária da Sefaz.
A CPI dos Combustíveis é formada pelos deputados Euclério Sampaio (PDT), presidente; Cabo Elson (PDT), vice-presidente; Marcos Gazzani (PTB) e José Tasso (PFL).
O adiamento da reunião na última terça-feira (1) foi pedido porque o presidente e o vice-presidente da CPI dos Combustíveis também integram a CPI do Grampo, que teve sessão no mesmo dia e horário marcado anteriormente para a sessão da CPI dos Combustíveis.
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