Dilemas eleitorais petistas





Rogério Medeiros


Por meio de entrevistas, no final de semana, do prefeito João Coser e do deputado Cláudio Vereza, o PT se mostrou por inteiro de como andam as eleições dentro dele. A sua principal figura, que é o prefeito de Vitória, João Coser, varia entre candidatura própria e aliança com o governador Paulo Hartung, colocando de forma secundária alinhamento com o PDT, mas o presidente do partido, recentemente eleito, o Vereza, aparece com tendências claras de candidatura própria e de alinhamento só com o PDT, dos Mauro e do Sérgio Vidigal.

Ambos, portanto, concordam mesmo no que tange apenas à candidatura própria. Mas discordam quando o exame é aliança para com candidaturas de outros partidos. Vereza fica com o PDT e Coser vai mais além: admite formar com Paulo Hartung. Vereza está mais para dentro do pensamento do partido, que não quer a candidatura de PH. Já Coser, olhando mais longe, 2008 e 2010, enxerga-se reeleito prefeito de Vitória e governador.

E nessa projeção do Coser, a companhia de Paulo Hartung é a que rende e concilia interesses. PH vai para a reeleição mas, em 2010, quando estará pleiteando o Senado, uma aliança com o PT para o governo pode vir a ser o ideal para ele.

Vereza difere na aliança, mas não se contrapõe quanto às aspirações de Coser. Pois, hoje, dentro do PT, Coser é a grande figura. É quem está realmente com a coroa na cabeça para levar o partido a lugares mais altos. Só que para Vereza os objetivos do Coser são mais garantidos na companhia do PDT, principalmente com Sérgio Vidigal candidato ao governo.

Além de satisfazer para dentro do seu partido, pois há no PT uma inconformidade no que se refere ao tratamento que PH dá aos demais partidos fora do seu leque de controle. Apenas afago e nenhuma participação efetiva. É o que dizem os petistas com base nas histórias de governo do próprio PH.

Na leitura que está a fazer do pleito de 2006, Vereza prefere evitar já PH a ter que se submeter totalmente a ele depois de sua reeleição. Os petistas temem ajudá-lo agora e serem engolidos em mais 20 anos de poder, quando Inês já estará morta, como diz o ditado popular.

Fragmentos
1 - O primeiro suplente da legenda original de Fátima Couzi, o ex-deputado colatinense Camilo Araújo, já renunciou à suplência lá atrás, depois voltou atrás e agora tornou a renunciar. A primeira renúncia realmente foi feita antes de estourar o caso do mensalão. Foi feita para permitir que o segundo suplente, o linharense Toninho de Freitas, pudesse entrar com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para cassar Fátima com base nas irregulatridades eleitorais que cometeu junto com o prefeito de Guaçuí.

2 - Toninho perdeu no TRE. Mas em meio ao processo Fátima pressionou Camilo para que desistisse da renúncia, o que ele acabou fazendo. Agora, com o mensalão, Camilo tornou a pedir a renúncia da suplência, liberando Toninho para se movimentar para cima do mandato de Fátima.

3 - Outro que está com a mesma disposição de não assumir, no caso de ser convocado, é o deputado Juca Gama. Dizem os amigos que, se depender do seu estado de espírito, ele não virá para a Assembléia. Também se ouve que o mais empolgado em assumir, no caso de convocado, evidentemente, é o ex-prefeito e ex-deputado federal Jorge Anders. Está tinindo para vir para a Assembléia.