Proteção do mar do ES: a hora é agora





Ubervalter Coimbra


Os brasileiros em geral, e os capixabas em particular, já podem (e devem) responder à consulta pública sobre a criação das duas primeiras unidades de conservação federal do litoral do Espírito Santo: o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) de Santa Cruz e a Área de Proteção Ambiental (APA) da Costa das Algas.

A consulta está sendo feita no site do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Diz o órgão que "qualquer manifestação sobre o processo de criação destas unidades devem ser enviada por correio eletrônico para o endereço unidadeuc.sede@ibama.gov.br ou por correspondência para: IBAMA/Diretoria de Ecossistemas, Coordenação Geral de Ecossistemas, Coordenação de Criação de Unidades de Conservação, SCEN - Av. L4 Norte, CEP: 70.818-900, Brasília- DF.

O Revis é unidade de conservação de proteção integral, e terá área de 32.562 hectares. Na APA podem ser praticadas atividades. Como a pesca, desde que de forma sustentável. A APA terá aproximadamente 112.545 hectares.

As informações disponibilizadas no site do Ibama mais que justificam a criação das unidades de conservação. A região possui um dos maiores bancos de algas calcárias do Brasil, que são importantes formadoras do sistemas recifais. Essas, juntamente com os manguezais, são um dos principais mantenedores da biodiversidade marinha.

Os fundos marinhos colonizados por bancos naturais de algas calcárias e não calcárias, proporcionam o desenvolvimento de uma grande diversidade biológica associada, com representantes de todos os grupos taxonômicos marinhos.

As praias e os fundos marinhos são predominantemente recobertos por sedimentos biodetríticos originados da quebras das partes rígidas de organismos marinhos, em particular da fragmentação das estruturas de algas calcárias muito abundantes na região. A APA terá importante papel na preservação ambiental da área.

Da mesma maneira que o Refúgio de Vida Silvestre (Revis) de Santa Cruz. Sua criação tem, entre outros objetivos, os de "proteger a diversidade biológica dos ambientes marinhos colonizados por bancos naturais de algas calcárias e não calcárias e fauna associada, com representantes dos diversos grupos taxonômicos marinhos; proteger espécies migratórias como peixes pelágicos, mamíferos e tartarugas marinhas que utilizam a área para alimentação e abrigo e reprodução; proteger e recuperar a vegetação de restinga da faixa costeira e orla marítima; proteger os depósitos de sedimentos biodetríticos e nódulos calcários, importantes para a produtividade biológica da região e para o equilíbrio dinâmico da linha de costa".

No site do Ibama, http://www.ibama.gov.br , ainda mais informações sobre a importância da região e das unidades de conservação a serem criadas.

Mas é preciso ainda mais, para apoiar, agora, a criação das duas unidades de conservação?

Então, mãos à obra!