Vitória (ES), edição de 24 de outubro de 2005
 

Aumentam degradações ambientais
no ES em 2005: lideram os desmates


Ubervalter Coimbra

Aumentaram as agressões ambientais no Espírito Santo. Este é a constatação feita a partir da fiscalização aérea realizada em ação conjunta de vários órgãos do Estado. Os desmates, seja por cortes rasos, cortes seletivos ou cabrocagem, lideram na destruição ambiental no Estado. Também contribuíram em grande número, as extrações minerais, principalmente de mármore e granito.

Segundo informou Patrícia de Carli, do Corredor Ecológico da Mata Atlântica no Espírito Santo, foram realizados oito sobrevôos este ano como parte do processo de fiscalização. Ela explicou que a "fiscalização ambiental envolve as instituições Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), Instituto de Defesa Agropecuária e Forestal (Idaf), Polícia Ambiental e o grupamento aéreo da Polícia Militar (NOTAer).

Patrícia de Carli infornou ainda que "no ano de 2004 o governo do Estado disponibilizou 45 horas de sobrevôo com helicóptero para realização da fiscalização ambiental aérea. Para este ano, o governo, através da Casa Militar, disponibilizou 90 horas, sendo 10 horas para cada região".

O objetivo do programa é "proteger os recursos naturais do Espírito Santo por meio da fiscalização, monitoramento e controle das atividades com potencial degradador ou poluidor do meio ambiente, em consonância com atividades educativas e de conscientização da sociedade sobre a importância da preservação, conservação e recuperação dos recursos naturais".

O primeiro sobrevôo de fiscalização ambiental aérea de 2005 foi na região Região 7, compreendendo o Litoral Sul e Centro Serrana, nos municípios de Domingos Martins, Viana, Vila Velha, Marechal Floriano, Vargem Alta, Guarapari, Anchieta, Iconha, Piúma, Cachoeiro de Itapemirim". Foi realizado nos dias 11 e 12 de julho /07/05. Pontos de degradação 2004 - 33 Pontos de degradação 2005 - 56 (lideraram os desmatamentos - corte seletivo, cabrocagem, etc - com 33 pontos).

O segundo sobrevôo da fiscalização ambiental aérea foi na Região 1, formada pelo Norte (Montanha, Pedro Canário, Pinheiros, Conceição da Barra, Boa Esperança, São Mateus), e realizada nos dias 21 e 22 de agosto. Pontos de degradação 2004 - 22 Pontos de degradação 2005 - 109 (lideraram os fornos, com 56 pontos).

O terceiro sobrevôo de fiscalização ambiental aérea foi na Região ( 6 ), Centro Serrana, compreendendo os municípios de Baixo Guandu, Itaguaçu, São Roque do Canaã, Santa Teresa, Itarana, Laranja da Terra, Santa Maria de Jetibá, Afonso Cláudio e Brejetuba, realizado em 12 e 13 de setembro. Pontos de degradação 2004 - 26 Pontos de degradação 2005 - 121 (lideraram os desmates, com 89 pontos).

O quarto sobrevôo de fiscalização ambiental aérea foi realizado na Região (9), no Sul, municípios de São José dos Calçados, Muqui, Atílio Vivacqua, Itapemirim, Marataízes, Presidente Kennedy, Mimoso do Sul, Bom Jesus do Norte , Apiacá, Cachoeiro de Itapemirim, Jerônimo Monteiro e Guaçui, em 25 e 26 de setembro. Pontos de degradação 2004 - 35 Pontos de degradação 2005 - 83 (lideraram extração de pedreiras com 32 pontos; seguido de desmates, 29 pontos).

O quinto sobrevôo de fiscalização ambiental aérea foi na Região ( 2 ), Norte, nos municípios de Mucurici, Ponto Belo, Ecoporanga, Água Doce do Norte, Vila Pavão, Barra de São Francisco, Nova Venécia, em 6 e 7 de outubro. Pontos de degradação 2004 - 55 Pontos de degradação 2005 - 150 (lideraram extrações de pedreiras como 101 pontos, seguido de desmates, com 33 pontos).

O sexto sobrevôo de fiscalização ambiental aérea foi na Região ( 8 ), Caparaó, compreendendo os municípios de Irupi, Ibitirama, Conceição de Castelo, Castelo, Cachoeiro de Itapemirim, Iúna, Venda Nova do Imigrante, Alegre, Jerônimo Monteiro, Dores do Rio Preto, Divino São Lourenço, Guaçui, Ibatiba, Muniz Freire, em 14 e 15 de outubro. Pontos de degradação 2004 - 60 Pontos de degradação 2005 - 124 (lideraram as extrações de pedreiras com 59 pontos, seguido de desmates, com 18 pontos).

Após as indicações feitas com os levantamentos aéreos, equipes em terra vão ao local confirmar as irregularidade e avaliar a extensão dos danos ambientais. Os infratores são autuados.

No ano passado, os dados apurados em terra foram os seguintes:

Degradação/

região

7

1

6

9

2

8

Extração de Pedreira

6

4

24

32

101

59

Desmate

33

32

89

29

33

18

Forno

7

56

2

3

3

5

Lixão

0

3

0

7

3

5

Barragem

0

3

1

0

 

0

Queimada

6

1

5

5

10

37

Extração de Areia

4

4

0

7

 

0

 

56

103

121

83

150

124



Leia mais:
  • Fiscalização aérea da Mata Atlântica recomeça em julho
    (reportagem publicada em 20/05/2005)

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