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Foto: Divulgação
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No século XIX, o Brasil vivia a ebulição de um gênero literário bastante utilizado em jornais impressos: a crônica. O jornal era o veículo de maior penetração nas camadas intelectuais, que ainda se inspiravam em modelos europeus.
Ainda um pouco misturada ao que atualmente se conhece como artigo, sobretudo em caráter jornalístico, a crônica ganhou adeptos. Um deles, Machado de Assis, admirado até hoje no mundo inteiro pela verve irônica e refinada.
No século XX, vários escritores se destacaram no País, buscando na crônica o exercício metalingüístico e o requinte da conversa com o leitor. Rubem Braga pode ser citado entre esses destaques. A cada vez que se fala em cronista, o nome dele é lembrado com louvor. E é também por isso que a sua cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim, vai realizar mais um evento para homenageá-lo. Será a Primeira Bienal Cultural Rubem Braga, de 30 de maio a 3 de junho do próximo ano.
A programação é ampla, comportando vários eventos de vertentes culturais diferentes, como teatro, música e dança. A crônica, claro, terá um lugar especial, com oficinas ao longo do evento. Quem quiser fazer sua pré-inscrição, pode acessar o site http://www.bienalrubembraga.com.br/ProgramacaoParalela.asp
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Rubem Braga nasceu no dia 12 de janeiro de 1913. Em 1928 começou a escrever, ainda em Cachoeiro, já como cronista, no jornal Correio do Sul, fundado por seus irmãos Jerônimo e Armando. No mesmo ano, muda-se para Niterói, onde moravam alguns parentes. Lá conclui o curso secundário. Suas crônicas são, em grande parte, recheadas de lirismo e de lembranças da sua querida Cachoeiro.
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