Os trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias de Cal e Gesso - Sintracical - estão em greve. Paralisaram 100% da categoria, atingindo empresas fortes como a antiga Logasa (hoje grupo espanhol Oca) numa demonstração de perfeita unidade entre base e direção sindical.
Na velha prática do capitalismo selvagem, os empresários espanhóis responderam a um pedido de 10% de reposição salarial oferecendo apenas 1%. Radicalizaram. Só restou à categoria entrar em greve. Agora, espera-se que a intermediação da DRT funcione.
Por que estou puxando esse assunto do Sintracical? Para chamar a atenção da CUT, à qual ele também pertence. Este sindicato, inclusive, já devia ter se fundido com os sindicatos da Construção Civil, do Mármore e do Granito, que estão no mesmo ramo de atividade. Estaria, a essa altura, mexendo com interesses bem maiores em favor do trabalhador. Assim como também seria importante que a CUT unisse, num só sindicato, metalúrgicos, eletricitários, ferroviários e da celulose.
Evidente que eu sei que vai mexer com muitos interesses, entre eles o de reduzir o número de dirigentes sindicais. Mas esses dois exemplos valem também para outras áreas sindicais, principalmente no setor de serviços e de servidores públicos.
A CUT tem que encarar isto para fortalecer os sindicatos que estão na sua área de influência. Contra isto, pasmem, existem inúmeros pedidos de novos sindicatos extraídos de outros. Tem que parar com isso, os trabalhadores precisam de dirigentes sindicais que façam realmente de sua representação um grande apoio à área social em que se insere.
A reforma sindical está aí mesmo para corrigir essas anomalias, só que os dirigentes sindicais fazem corpo mole em encarar essa discussão. Se encarassem a reforma sindical, iriam favorecer a luta dos trabalhadores.
Voltando à atual greve do Sintracical, espera-se que outros sindicatos do seu ramo apoiem a greve, que é justa e necessária e precisa de divulgação para alcançar os seus objetivos.
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