O PDT terá candidato ao governo do Estado, a considerar o que disse o prefeito de Vila Velha, Max Filho, na entrevista de fim-de-semana de Século Diário. Colocou-se à disposição para disputar o governo com o governador Paulo Hartung, muito embora espere que o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal não falte à disputa.
Como não podia deixar de ser, a entrevista dele contém também duras críticas ao governador Paulo Hartung, assim como quem tem presença marcada no palanque de oposição ao governador. A sua presença garante a presença do pai na chapa para o Senado. Os Mauro são os únicos até agora com disposição para oposição.
Suprem o temperamento conciliador de Vidigal, que, em termos de confronto, é um zero à direita. Fora esse aspecto, nessa eleição de 2006 os Mauro vão estar jogando uma cartada definitiva. Max pai precisando ganhar um mandato majoritário para garantir o filho, que, a permanecer na prefeitura, ficará dois anos sem mandato. Já na prefeitura, neste período eleitoral, o filho pode levar o eleitorado de Vila Velha a colocar a frente necessária para o pai ganhar o Senado.
Evidente que o governador Paulo Hartung sabe disso, como também sabe que o risco de sua carreira mora exatamente depois da terceira ponte. Dois mil e seis é um duelo de morte para os dois lados. Quem perder, sai do jogo. Para PH, caso realmente Vidigal sustente sua candidatura ao governo, é brigar para o governo e para o Senado.
No caso específico do Senado, ele vai ter que dar conta de Max pai. Pois Max pai não vai à disputa contra os demais candidatos ao Senado, mas sim contra ele. Juntamente com o filho, vai pegar direto no pé do governador. E nisso eles são especialistas.
Para PH, será a chamada eleição de duas pontas: tem que pegar o concorrente ao governo pela frente e defender-se pelos flancos por onde virão os Mauro. É bom sempre registrar, no caso realmente de Vidigal topar a candidatura para o governo, que o jogo fica tenso e aquela impressão inicial de eleição única para PH vira uma eleição debaixo de tiroteio. Brava.
Fragmentos
1 - Os mandatos dos deputados Zé Ramos, Zé Tasso e Gilson Gomes, do PFL; da Fátima Couzi, do PTB, e do Rudinho de Souza, do PSDB, entram, está semana, numa fase decisiva. A Assembléia vai ditar o caminho a ser seguido, com o presidente da Casa, deputado César Colnago (PSDB), dando direção ao processo com o desejo de levá-los o mais rapidamente possível a julgamento.
2 - A seqüência de fatos novos na Assembléia, ainda da era Gratz, pressionam a direção da Casa para andar rápido na direção do julgamento dos cinco acusados para não serem atropelados pela opinião pública.
3 - A situação dos prefeitos de Viana, Solange Lube (PSDB), e Gilson Amaro (PMDB), de Santa Teresa, que receberam também cheques do esquema Lineart, que originou o processo contra os cinco deputados, está sob exame para responder pelo delito. O do Gilson é mais grave, porque quando ele recebeu o cheque ainda era deputado estadual. E o dinheiro recebido por Solange e por ele foi empregado nas eleições para a prefeitura.
|