Bastou aumentar a fiscalização no Espírito Santo para se ter idéia, um pouco mais precisa, de como a degradação ambiental no Estado é intensa.
No ano passado, a fiscalização com emprego de helicóptero fez 231 registros de agressões ambientais no Estado. Nem todas as áreas observadas de cima e localizadas com precisão por GPS, foram fiscalizadas em terra. As reduzidas equipes de fiscalização não deram conta do trabalho de verificação in loco.
Com o aperfeiçoamento da fiscalização, agora realizada por município, em apenas seis sobrevôos em 2005 foram feitos registros de 643 pontos de degradação ambiental no Espírito Santo. Destes, 274 pontos de destruição da vegetação nativa (desmates por cortes rasos, cortes seletivos ou cabrocagem). Outros 192 pontos, degradados por exploração de mármore e granito.
A duplicação dos vôos, financiados pelo projeto Corredor Ecológico da Mata Atlântica (o Iema participa com parte dos recursos) vai permitir uma visão mais próxima da realidade da destruição ambiental do Espírito Santo na área da Mata Atlântica.
O que se espera é que os órgãos de fiscalização dêem conta de verificar, em terra, cada ponto observado do ar. E apliquem aos infratores as penalidades da lei, e que deles seja exigido, principalmente, a reparação dos danos ambientais onde e com for possível.
Pois o que já foi mostrado é estarrecedor (e se observe que não se incluiu a degradação promovida pelas grandes empresas na Grande Vitória). A Mata Atlântica no Espírito Santo não merece ser destruída assim por estes predadores, muitos deles absolutamente impunes, até porque destroem em terrenos alheios (desmatam para roubar árvores).
Ibama, Iema, Polícia Ambiental, Ministério Público, prefeituras e quem mais for responsável: passa da hora de punir com rigor os predadores!
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