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Lino Machado:
QUATRO CADÊNCIAS AO LADO DE UMA CADEIRA Transes, transas, transações, dramas, tramas, intrigas, boas intenções, intenções suicidas podem habitar cada andar deste prédio recém-construído. Este prédio com seu desenho tão nítido, tão puro, que algum dia será a prova de uma era para a pré-história dos arqueólogos futuros. Talvez (tenho fé) eles até descubram entre as ruínas deste prédio minha caveira ao lado de uma cadeira sorrindo. == EM ALGUM VERSO ... mas vamos aos fatos. Já nasci sem status. Vim cair aqui, looonnnge de um rubi. De amantes? Não falo. Algumas - que estalos! Uma grande amiga, amigos de briga (um pouco distantes), livros perto, estantes são minha bagagem. Beleza ou bobagem? Quando não converso, penso: "Em algum verso de um outro, alguém vive assim também". Ao que dói demais digo: - Vai mal, mas... == PER BOA FÉ Para a M. Minha amante às vezes muito indigesta não sai porém da minha testa. Não sei de nós quem mais - ou menos - presta, se ela mente ou se tão-só eu (... com toda a licença, aqui fico bem reticente) mas, como ontem, hoje, enfim durante, de agora não é que minha amante é a minha amante, amém e até -. == PERNAS: UMAS OU OUTRAS Cara, evita aquele tira, depois dobra a esquina - e pára: nada ou vida, mentira de pernas longas te aguarda ou te espera amada de belas pernas nesta madrugada madrasta / materna. |
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