Vitória (ES), edição de 03 de abril de 2006    
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É Tudo Verdade divulga vencedores



Da Redação


  
Foto: Divulgação
  
Cena do documentário "O Grande Silêncio", grande vencedor do Festival

Em sua 11ª edição, o "É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários" divulga os vencedores da edição 2006, que contou com 956 inscrições, sendo 388 brasileiras. Ao todo, foram exibidos 111 produções em São Paulo e no Rio de Janeiro. O alemão "O Grande Silêncio" de Philip Groening, levou o grande prêmio do festival.

Com 164 minutos e produzido em 2005, "O Grande Silêncio" é um dos maiores sucessos de bilheteria na Alemanha no último ano. O filme, que revela a vida reclusa no monastério de Grande Chartreuse, na França, ganhou o Troféu É Tudo Verdade e um prêmio no valor de R$ 12.000,00. Em mensagem enviada de Nova York ao festival, Groening agradeceu o prêmio e revelou ter decidido se tornar cineasta na cidade de São Paulo.

A Menção Honrosa da 11ª edição do festival ficou com "No Buraco" (En el hoyo), do escritor mexicano Juan Carlos Rulfo (México, 84', 2006).

Dirigido por Flávio Frederico, "Caparaó" (Brasil/SP, 77´, 2006) é o grande vencedor da Competição Brasileira de longa e média-metragem. O documentário, que retrata a primeira tentativa de luta armada organizada contra o regime militar no Brasil pós-1964. O cineasta ganhou ainda o Prêmio Quanta no valor de R$ 8.000,00 em equipamentos de iluminação, acessórios e maquinarias.

"Visita Íntima", de Joana Nin (Brasil/PR, 16', 2005), recebeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem da Competição Brasileira, o Troféu É Tudo Verdade e R$5.000,00. O filme, que trata do amor em condições especiais - mulheres livres que optam por manter relacionamentos com presidiários -, levou também o Prêmio Quanta para curta-metragem no valor de R$ 4.000,00 em equipamentos de iluminação, acessórios e maquinarias, e também o Prêmio Vox Mundi, com 40 horas de edição em Pro Tools.

Em curtas-metragens, o Festival distinguiu, com duas Menções Honrosas, os filmes: "Uma Vida Severina", de Debora Diniz & Eliane Brum (Brasil/DF, 25', 2005); e "De Glauber para Jirges", de André Ristum (Brasil/SP, 18', 2005).

O júri internacional do É Tudo Verdade 2006 foi formado pelas cineastas Carmen Guarini (Argentina) e Maria Augusta Ramos (Brasil), e pelo produtor Iikka Vehkalahti (Finlândia). O júri brasileiro, por sua vez, foi constituído pela jornalista e documentarista Dorrit Harazim, pelo dramaturgo Newton Moreno e pelo cineasta Paulo Rufino.

Prêmios Paralelos

"Rap, o Canto da Ceilândia", de Adirley Queiros (Brasil/DF, 15', 2005) - diálogo com quatro consagrados artistas do rap nacional (X, Jamaika, Marquim e Japão), todos moradores da Ceilândia, cidade-satélite de Brasília -, levou o Prêmio Aquisição Canal Brasil no valor de R$ 5.000,00.

  
Foto: Divulgação
  
Cena de "Visita Íntima", de Joana Nin
Já o Troféu ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas), para longas e médias-metragens, foi conquistado por "Diário de Nana", de Paschoal Samora, (Brasil/SP, 60', 2006). A viagem do percussionista Naná Vasconcelos pelo Recôncavo Baiano em busca da música do sagrado e do sagrado da música está registrada neste filme do cineasta paulista. Dia de Festa, de Toni Venturi, e À Margem do Concreto, de Evaldo Mocarzel, receberam Menções Honrosas.

Os Prêmios ABD- SP e Revelação Megacolor (revelação, copião e primeira cópia de oito latas de negativo 35mm ou 16mm de um curta até 15 minutos) para curtas-metragens foram para "Uma História Severin"a, de Debora Diniz & Eliane Brum.

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