| |
Foto: Divulgação
|
|
|
|
A fase de animação no cinema parece que recomeça. Uma nova onda de arte eletrônica ligada aos conceitos de cibercultura está cada vez mais forte. A prova disso é "Era do Gelo 2", que estreou no último final de semana e conta com um brasileiro na direção, o respeitado Carlos Saldanha.
A crítica norte-americana já se mostrou a favor, categorizando a animação também como comédia. Ou comédia de animação? O que importa, antes do rótulo, é a ginástica visual que a obra representa sem cansar o público. Depois de conquistar o mundo em 2002, a revanche do filme apresenta a simpática turma de Manfred, Sid e Diego que têm uma nova missão.
A salada criativa do jogo de imagens propõe, ainda, uma reflexão sobre o futuro e a utopia em viver num mundo repleto de facilidades tecnológicas e, ao mesmo tempo, pacíficas. Manfred, Sid e Diego moram num lugar cheio de minas de água, poços de piche e gêiseres, mas a boa vida está preste a acabar. Eles terão de se mudar e, antes disso, avisar aos outros animais que todos correm risco de inundação.
O problema será ocasionado com o descongelamento de enormes blocos de gelo. A aparente ingenuidade em bichos falando e brincando como numa fábula pode remeter, na realidade, ao medo vivido pela humanidade daqui a alguns anos. A série de games lançada com o filme pode dar uma noção disso.
No elenco principal, Denis Leary, Drea de Matteo, John Leguizamo, Queen Latifah e Ray Romano, que parecem ilustres desconhecidos para o público brasileiro. Que tal se falarmos em Diogo Vilela, Tadeu Melo, Márcio Garcia e Cláudia Jimenez? "Ice Age 2: The Meltdown" já cai no gosto por aí: dublagem com nomes conhecidos e atuação técnica (e tecnológica de última geração) de um brasileiro que ainda vai dar muito o que falar.
Saldanha: a era robotizada
Na primeira aventura de animação glacial, os bichinhos simpáticos fizeram sucesso, mas Carlos Saldanha não assinou totalmente a obra: foi co-diretor. Em "Robôs" (2005), foi dando seu recado progressivamente e mostrando que é bom tecnicamente. O filme surgiu mais como uma esperança de superar a Pixar/Disney e a Dreamworks, que detêm os principais êxitos nessa área: "Procurando Nemo" e "Shrek".
Seus curtas, "Gone Nutty" (2003) e "Time For Love" (1994) já haviam recebidos elogios. O primeiro, que conta a história de amor entre um casal de bonecos de madeira de um relógio cuco, foi indicado ao Oscar de melhor curta-metragem de animação em 2004. O segundo ganhou o prêmio do festival canadense Images du Future, na categoria voto popular. No ano seguinte, o de melhor animação em computação gráfica no Festival Internacional de Animação por Computador de Genebra, na Suíça.
| |
Foto: Divulgação
|
|
|
|
Não é difícil saber um pouco mais de Carlos Saldanha. Ele tinha 22 anos quando resolveu que iria fazer cursos de computação nos EUA. Fez mestrado em Animação em Computação Gráfica na New York School of Visual Arts, com dinheiro emprestado de amigos. Foi a partir de "Time For Love" que ele começou a chamar a atenção de Chris Wedge, instrutor do mestrado na NYSVA, realizador de comerciais em sua nova produtora independente, a Blue Sky, que e tornaria o primeiro trabalho efetivo do futuro diretor. Daí, auxiliou em produções como animador, supervisor de animação.
Uma situação vale ser lembrada. Após "A Era do Gelo", Saldanha teve a idéia de fazer Gone Nutty, que acabou ganhando o primeiro lugar no Los Angeles Art Film Festival. São quatro minutos e meio. A história mostra o esquilo Scrat, personagem do longa, recolhendo nozes e tentando desesperadamente armazená-las no oco de uma árvore. A boa aceitação deu ao curta a inclusão nos extras do DVD de "A Era do Gelo".
Saiba mais!
Clique aqui e assista ao trailer
Clique aqui e entre no site oficial
Clique aqui e veja os jogos lançados pela produção
|