Vitória (ES), edição de 03 de abril de 2006    
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Salão do Mar apresenta selecionados

Da Redação


A abrangência nacional das inscrições para a mais recente edição do Salão do Mar, realizado pela prefeitura de Vitória em parceria com a Casa Porta das Artes Plásticas, obteve reflexo nos aprovados para a participação na mostra. Além dos artistas plásticos do Espírito Santo, diversos Estados foram aprovados.

Ao todo, foram escolhidos 17 trabalhos entre 400 inscritos. O 7º Salão do Mar será realizado de 28 de abril a 21 de julho, no Armazém 5 do Porto de Vitória, como parte das comemorações do Centenário do Porto de Vitória.

Participaram da comissão responsável pela seleção final dos trabalhos a pesquisadora e curadora Dária Jaremtchuk, da Universidade de São Paulo, o crítico de arte e curador do MAM/RJ Fernando Cocchiarali, o artista plástico José Cirillo, diretor do Centro de Artes da Ufes, Maria Helena Lindenberg, artista plástica e ex-diretora do Centro de Artes da Ufes, e Juliana Morgado, artista plástica e professora universitária.

Esta edição terá três prêmios, cada um no valor de R$ 6.000,00, um prêmio de Júri Popular, no valor de R$ 1.200,00, e, para todos os artistas selecionados, um Prêmio de Participação, cada um no valor de R$ 1.000,00.

Confira quem são os selecionados

Adams Carvalho (SP)
Ana Gastelois (MG)
André Burian (MG)
Aníbal e Branca (SP)
Beatriz Pimenta (RJ)
Botner e Pedro (RJ)
Bruno Vieira (PE)
Camila Sposati (SP)
Carla Zaccagnini (SP)
Charles Klitzke (PR)
Cristine de Bem e Canto (SP)
Dayse Rezende (ES)
Edney Antunes (GO)
Fabio Okamoto (SP)
Gustavo Pessoa (RJ)
Herbert Pablo Bastos (ES)
Isadora Bonder (RJ)
LAB - Comunidade Criativa (ES)
Lourival Batista (PE)
Luciana Ohira e Sérgio Bonilha (SP)
Marcelo Salum (SP)
Maria Lucia Cattani (RS)
Miro Soares (ES)
Patrícia Osses (SP)
Raquel Baelles (ES)
Roosivelt Pinheiro (RJ)
Silfarlem Oliveira (ES)

Lei Rubem Braga recebe inscrições

Da Redação


Quem desejar conseguir os benefícios do incentivo cultural da Lei Rubem Braga tem até o dia 03 de abril para apresentar o projeto à Secretaria de Cultural de Vitória. As principais áreas contempladas são: teatro, circo, cine, foto, literatura, artes plásticas, artes gráficas, folclore e patrimônio histórico.

Também serão contempladas pelo edital as áreas de ópera, vídeo, filatelia, capoeira, artesanato e história. A divulgação dos projetos aprovados será feita em dezembro.

Encerrado o prazo de inscrição de projetos, a Comissão de Gerenciamento e Fiscalização vai, de 4 de abril até 2 de junho, analisar a documentação legal e demais requisitos dos projetos apresentados. Após essa data, os projetos apresentados com toda a documentação legal completa serão encaminhados à Comissão Normativa para análise do mérito e decisão de aprovação ou indeferimento. Não há limite de número de projetos a serem aprovados pela Comissão Normativa.

Serão considerados prioritários para aprovação os projetos que, entre aqueles considerados meritórios, tenham maior alcance coletivo e cujas repercussões sejam de grande abrangência social.

Mais informações podem ser obtidas das 8 às 17 horas, pelos telefones: 3382-6496 - 3382-6497 ou na Secretaria Executiva da Lei Rubem Braga, que fica na Avenida Vitória, 2552, Bairro Horto - CEP: 29.050-140 (em frente à D&D).

Salão do Mar analisa inscritos

Da Redação


  
Foto: Divulgação
  
Pela primeira vez o Salão do Mar terá abrangência nacional. E a novidade no regulamento fez as inscrições baterem recordes. Ao todo, mais de 400 trabalhos foram apresentados. Nas edições anteriores, a média era de 70 inscrições. As inscrições terminaram no último dia 17 de fevereiro.

Promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, por intermédio da Casa Porto das Artes Plásticas, o 7º Salão do Mar será realizado de 28 de abril a 21 de julho, no Armazém 5 do Porto de Vitória, como parte das comemorações do centenário do porto.

A comissão de seleção, formada por especialistas de renome nacional, iniciou a análise dos trabalhos inscritos na última quinta-feira (2) e divulgará os nomes dos selecionados entre os dias 6 e 8 de março. Dela fazem parte a pesquisadora e curadora Dária Jaremtchuk, da Universidade de São Paulo, o crítico de arte e curador do MAM/RJ Fernando Cocchiarali, o artista plástico José Cirillo, diretor do Centro de Artes da Ufes, Maria Helena Lindenberg, artista plástica e ex-diretora do Centro de Artes da Ufes, e Juliana Morgado, artista plástica e professora universitária.

Por considerar o Salão do Mar o evento mais significativo no setor de artes plásticas no Espírito Santo, a secretária municipal de Cultura, Maria Helena Signorelli, decidiu aumentar o valor dos prêmios a serem conferidos. Esta edição terá três prêmios, cada um no valor de R$ 6.000,00, um prêmio de Júri Popular, no valor de R$ 1.200,00, e, para todos os artistas selecionados, um Prêmio de Participação, cada um no valor de R$ 1.000,00.

Salão do Mar com inscrições abertas

Da Redação


  
Foto: Diana Fernandes
  
Obra já exposta no Salão do Mar

Vão até o dia 17 de fevereiro as inscrições para os artistas-plásticos interessados em participar da 7ª edição do Salão do Mar, que este ano ganha abrangência nacional e aceita trabalhos de todas as áreas das artes visuais. O Salão do Mar acontecerá entre os dias 28 de abril e 27 de julho.

O Salão do Mar deste ano está dentro das comemorações dos 100 anos do Porto de Vitória. Por isso, a exposição será realizada no Galpão 5 da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), localizado no Centro da cidade de Vitória.

A curadoria do evento é da Casa Porto das Artes Plásticas, localizada na Avenida Jerônimo Monteiro, antiga sede do Salão do Mar. Como sempre, o tema da mostra é o mar. O júri da Mostra irá conferir três prêmios, cada um no valor de R$ 6.000,00, e um prêmio de Júri Popular, no valor de R$ 1.200,00. Todos os artistas selecionados receberão um Prêmio de Participação, cada um no valor de R$ 1.000,00. Durante a mostra também serão realizadas atividades em outras áreas culturais, visitas guiadas e oficinas de arte.

Saiba mais!

Maiores informações pelo telefone (27) 3381-6958 ou pelo e-mail casaportosemc@yahoo.com.br

O barro como matéria-prima

Cristina Moura


  
Foto: Divulgação
  

Irineu Ribeiro disse que nasceu fazendo arte e logo se apaixonou pela escultura. Tempos depois, levou a sério o trabalho. Há quase 25 anos, ele estuda técnicas, personagens, novos elementos. Nesta quinta-feira (15), às 19h30, Ribeiro inaugura a exposição "O Barro Nosso de Cada Dia", no Palácio do Café.

A intimidade com a matéria-prima das suas peças ganhou também riqueza na vida acadêmica. Durante o curso de Artes Plásticas na Ufes, Irineu desenvolveu algumas pesquisas na disciplina "Cerâmica". Nesta época, ele conheceu as veteranas na arte de produzir as panelas de barro. "Comecei, inclusive, a produzir as peças na casa de uma delas, Dona Janete", contou.

O processo utilizado por Irineu, portanto, é semelhante ao das paneleiras de Goiabeiras. O barro é coletado no Vale Mulembá, a peça é moldada, queimada numa fogueira e pintado com tantino. A exposição "O barro nosso de cada dia" faz um paralelo com a cultura do café, também presente no Espírito Santo. São três painéis com elementos que sugerem grãos de café.

  
Foto: Divulgação
  
Temas

Na exposição há também uma espécie de retrospectiva da carreira de Irineu Ribeiro, com o personagem conhecido como "nêga-pimenta". Estas últimas são inéditas. A temática do artista é dividida em duas: a preservação da cultura popular e a questão ecológica. A primeira, segundo o escultor, como indicativo da brasilidade nas camadas mais pobres da população". A segunda, como um chamado à preservação do caranguejo no seu habitat natural.

Serviço:
Exposição "O barro nosso de cada dia", do escultor Irineu Ribeiro. Abertura nesta quinta-feira (15), às 19h30. Período: de 15 de dezembro a 15 de fevereiro, das 8 às 18 horas, no Espaço Cultural Egydio Antônio Coser, no Palácio do Café, Av. Nossa Senhora dos Navegantes, 675, Palácio do Café, Enseada do Suá. Entrada franca.
Nenna B em reflexão

Felicia Borges



  
Foto: Divulgação
  
Em 1970, aos 18 anos Nenna criou "Estilingue", ícone de nascimento da vanguarda na arte capixaba. Considerado o responsável por "introduzir as concepções artísticas contemporâneas" no Espírito Santo, Nenna volta a realizar uma mostra individual em Vitória, na Galeria Homero Massena.

Na mostra "Brasil", que vai ser aberta nesta quinta-feira (1º), Nenna montou uma instalação buscando criar um ambiente de reflexão do momento atual do país. "É uma espécie de eletro-pajelança cósmica. Um lugar de reflexão. Para a pessoa ir para lá e tentar pensar a situação do Brasil", explica Nenna.

Logo na logomarca da exposição, o artista já mostra uma insatisfação, trazendo o nome Brasil escrito de cabeça para baixo. "A idéia é chamar ao pensamento. Hoje você não vê os intelectuais falando da situação atual do país, estão todos calados. O que tem de novidade é colocar um conteúdo mais explícito na arte. Tento chamar à discussão. A arte não pode ser só estranhamento, tem que ter alguma função também", diz.

A expectativa de Nenna com a mostra é tentar discutir o país e artes locais.
"Durante os anos 80 rompi com as artes plásticas e estou retornando agora devagarinho. Eu busco fazer a história e não acompanhar a história", fala.

Em tese defendida no XIV Encontro Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas na Universidade Federal de Goiânia, no mês de outubro, a professora e pesquisadora Almerinda Lopes da Silva (Ufes/Cnpq) deixou claro a importância do artista para a arte capixaba.

"Ao equacionar que a praxe artística local deveria saltar de uma polaridade a outra, isto é, abandonar os conceitos conservadores e passadistas para cotejar as linguagens contemporâneas, sem sequer passar pela via retrospectiva do modernismo, o artista abria uma lacuna abissal (ou uma dicotomia?) no processo de formação da mentalidade artística capixaba. Isto porque a ruptura com a tradição ou a atualização artística não se impôs, aqui, como necessidade defendida e capitulada por um grupo coeso de artistas, mas surgia como vontade isolada ou anseio solitário, que partiu de um jovem que apenas aspirava à condição de se tornar um artista em perfeita sintonia com o seu tempo cultural e histórico".

Nenna

Attílio Gomes Ferreira nasceu em Vitória, em 1951. Criador multimídia, Nenna publicou dois livros de poemas, "Hot Long Distance Call - New York", 1973 edição do autor, e "Vereda Tropicália", RJ, 1985, Editora Imã.

O primeiro é uma coleção de poemas que formam um conjunto de percepções sobre a megalópolis americana. O segundo, um longo poema que narra uma viagem filosófica e sentimental ao norte do Espírito Santo. Em 2003, publicou "Bíblia" - livro que percorre o conjunto de sua obra marcada pela originalidade, liberdade e tecnologia. A obra contém ainda parte dos textos de dois livros inéditos: "Incandescente", com anotações de viagem à Amazônia com o escultor Frans Krajcberg, e "II. lusió i art", com reflexões sobre arte escrito no Mosteiro Zen Budista Morro da Vargem. Desde a criação, aos 18 anos, em 1970, do "Estilingue" o artista vem desenvolvendo um percurso coerente e firme em defesa de suas concepções.

Serviço
A mostra "Brasil", do artista plástico Nenna, começa nesta quinta-feira (1º), às 21h, na Galeria Homero Massena, Rua Pedro Palácios, Cidade Alta, Centro de Vitória. A exposição fica até o dia 22 de fevereiro de 2006. O espaço fica aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.


Crítica em exposição

Da Redação


  
Foto: Divulgação
  
"O Heróis", de Marcio Antonelle,
Será lançada na noite desta terça-feira (22), a coletânea "Lábaro", uma crítica ao atual momento político. A exposição ficará em cartaz mo Espaço Cultural do Yázigi, Praia do Canto. Na mostra, os artistas apresentam releituras de 19 poemas, criados por Ronald Carvalho com base no Hino Nacional.

Os artistas confirmados são: Boi, Celso Adolfo, César Viola, Didico, Gabriel Borem, Gabriel Coradello, Janine Cestaro, Jean R., Jeveuax, Kyria Oliveira, Lando, Lincoln Guimarães, Marcio Antonelle, Mauro Starling, Norton, Roberto Banhos, Rosindo Torres, Simões Guimarães e Wagner Veiga.

A exposição terá curadoria da artista plástica Kyria Oliveira. A abertura será no dia 22, às 19 horas, com apresentação da Banda Mistura Acústica. A mostra vai até 31 de janeiro.
Confira o que alguns desses grandes nomes da nossa arte estão programando para a mostra:

Retrato da terra em tela com dois metros, retratos de visões sobre a televisão, bonecos de biscuit e perfomances estão na pauta do evento.

Os visitantes do vernissage de "Lábaro" poderão adquirir o catálogo com imagens das 19 obras expostas e os respectivos poemas de Ronald Carvalho que deram origem a elas, estará à venda por R$ 5,00.

Carretéis em diálogo
Da Redação


  
Foto: Divulgação
  
Carretéis em desalinho parecem rolar pelo chão, num diálogo entre obra e espectador, que se desloca no espaço em meio às "esculturas de passagem". Numa alusão aos carretéis do Porto de Vitória, o artista Eduardo Frota se apropriou dos objetos desse cenário urbano e criou a exposição "Intervenções extensivas X - Vila Velha - ES".

Frota trabalha com instalações, mesclando o exercício do artista com o do artesão, do arquiteto e do engenheiro, na construção de formas cilíndricas, orgânicas e, muitas vezes, monumentais. Suas esculturas contaminam o espaço arquitetônico real e oferece ao sujeito a experiência de um novo espaço, de uma nova realidade, ao romper com as formas do espaço original.

Na exposição inédita que o artista realiza no Estado, no Museu Vale do Rio Doce, em Vila Velha, ele faz uma relação entre a arte e o contexto local, com os carretéis que compõem o cenário do porto. A partir de lâminas de madeira justapostas uma a uma foi construído o corpo de espécies de carretéis. As peças foram divididas em módulos, ocupando diferentes espaços.

No galpão anexo, o primeiro espaço terá três mesas inclinadas, com cinqüenta carretéis menores no chão. Nos dois outros, serão colocados os carretéis maiores, também inclinados e tendo como suporte carretéis menores. Na área externa ao Museu, carretéis de grande formato, já existentes na área portuária ao redor do Museu, dialogando diretamente com o trabalho que será mostrado na área interna. O rolar das estruturas fica entre a situação estática e o movimento latente.

Para essa mostra, o artista criou intervenções compostas por vários carretéis de dimensões variadas - os maiores com 2,70m por 2,65m, os menores com 0,70m x 1m -, todos eles em compensado industrial de madeira, num total de 400 folhas. A intenção é que os visitantes, mais do que a admiração visual, vivenciem com o corpo através da passagem.

  
Foto: Divulgação
  
"Eduardo Frota - Intervenções Extensivas X - Vila Velha - ES" marca a comemoração do sétimo aniversário do Museu Vale do Rio Doce. O espaço fica na antiga Estação Pedro Nolasco, em Argolas, Vila Velha. A exposição permanece no local até o dia 19 de fevereiro de 2006 e pode ser visitada de terça a domingo, das 10h às 18h, com exceção da sexta, quando fica aberto das 12h às 20h.

Intervenções de Eduardo Frota

O artista cearense Eduardo Frota está inserido na atual produção de arte contemporânea brasileira com uma sólida trajetória. Todos os trabalhos de Intervenção de Eduardo Frota têm o mesmo conceito nos respectivos espaços onde expõe, para investigar um lugar concreto para a experiência da arte. Para identificação, o escultor cita o nome da cidade e numera a Intervenção.

As Intervenções extensivas foram iniciadas em 2000 no Torreão em Porto Alegre. Produziu Intervenções extensivas em Fortaleza (2001), Bienal de São Paulo e no Recife (2002), em Brasília, Rio de Janeiro e no CCBB em São Paulo (2003) e na Casa da Ribeira em Natal (2004).

As Intervenções extensivas se transportam e se expandem geograficamente. Investigam espaços, instalam-se e fundem-se ao lugar aonde vão. O trabalho de Frota deixa de ser uma escultura pronta e se torna obra em construção permanente.

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Clique aqui e visite o site de Eduardo Frota


Paixão pela gravura
Cristina Moura


  
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Há uma paixão desenfreada pela gravura. O depoimento de Gabriel Vieira expressa um trecho do que o público poderá conferir no Espaço Cultural Sala Egydio Antônio Coser, Palácio do Café, a partir das 19 horas desta quinta-feira (6). "Metal Madeira" é o nome da série de gravuras de Gabriel Vieira e Gian Shimada.

Além de artistas plásticos, os dois são professores de Gravura do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e da UFRJ. O que aproximou os artistas foi a admiração pela técnica, que apresenta uma intenção qualitativa multiplicada em relação ao original. O aproveitamento espacial da gravura, de acordo com Gabriel, é o mais surpreendente. "No dia em que você experimentar a técnica da gravura, você não vai esquecer", instigou.

"Metal Madeira" é a primeira exposição da dupla em Vitória. A visitação vai até o dia 30 de novembro. São trinta trabalhos em calcografia, ou seja, gravura em metal, somada às técnicas de xilografia e litografia. A produção da série começou em 2004.

O público pode criar

A exposição é uma das ações do Projeto Educarte, desenvolvido no Espaço Culural. Um dos objetivos é difundir e socializar as artes plásticas, permitindo que o visitante participe de atividades que envolvam o conhecimento do processo criativo dos expositores.

O visitante poderá criar suas próprias gravuras para compor um painel no hall anexo à sala de exposição. A coordenadora do evento, Fabíola Truci, explica que estarão disponíveis materiais que demonstram de forma simples como é o processo básico de realização de uma gravura.

O Espaço Cultural Egydio Antônio Coser está localizada na avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 675, térreo do edifício Palácio do Café, Enseada do Suá. Horário de visitação: segunda a sexta, das 8 às 18 horas.

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Clique aqui e visite o site oficial do Palácio do Café


Morgana de Sá expõe na Assembléia Legislativa

Da Redação


  
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"As obras falam, se movimentam, emitem sons, revelando em poesia o que é belo e vem do mais profundo sentimento do artista". É com esta filosofia que a pintora Morgana de Sá dá início, na próxima segunda-feira (3), a partir das 20 horas, na galeria "Francisco Schwuarz" da Assembléia Legislativa, a exposição "Mãos que Tocam".

A mostra, que reúne 30 obras revela o estilo criativo, delicado e suave da artista que, apesar de nascida em Minas Gerais, foi criada e desenvolveu o gosto pelas artes em terras capixabas. Estudou na Escola de Artes Plásticas do Estado e dedicou-se, principalmente, ao aprimoramento do desenho artístico e pintura a óleo.

Morgana realizou sua primeira exposição em fevereiro de 1997 e, desde então, vem apresentando seus trabalhos nas mais variadas galerias do Espírito Santo, somando mais de 20 vernissages.

Na Assembléia Legislativa, a artista expõe pela segunda vez e garante que é com grande satisfação que retorna à Casa. "A Assembléia possui um excelente espaço para artes e o número de visitantes é grande, proporcionando uma boa divulgação do trabalho", disse Morgana.

A exposição "Mãos que Tocam" fica aberta ao público até o dia 31 de outubro. O horário de visitação é das 8 às 19 horas.


Boas vindas à primavera

Felicia Borges



Mais do que a expressão do belo, a arte é principalmente um espaço para manifestação. Na exposição "Floreiros III - Batalha das Flores" esse é o sentimento que sobressai. Se no século XIX o repúdio da princesa Isabel era contra a escravidão, no século XXI o protesto de 18 artistas é feito com relação à situação política.

Ao todo, cerca de 50 obras inéditas, entre telas e peças montadas, do mais clássico ao contemporâneo, compõem a mostra. "Na exposição, estamos rememorando a Batalha das Flores, que foi feita no século XIX, da libertação dos escravos. Um movimento de repúdio a uma situação constrangedora que era a escravidão. Hoje são os políticos", explica a curadora da mostra, Ana Coeli Piovesan.

A intenção dos artistas e decoradores que assinam a mostra é fazer jus às batalhas das flores anteriores. No momento histórico atual, lembrar as flores simboliza a beleza e a liberdade que anunciam a Primavera. Uma saudação à estação que chega e um retorno a esses sentimentos.

Esta é a terceira edição de Floreiros na Galeria de Arte Ana Terra, na Praia do Canto. "Dentro do que cada um faz, seja nas artes plásticas ou não, cada um deve ter um posicionamento em prol da ética. Esta foi uma forma de protesto. Fomos buscar nessa Batalha das Flores uma forma de manifestar a nossa indignação e constrangimento com a situação atual", diz Ana.

Participam da mostra os artistas Attílio Colnago, um dos mais destacados no cenário capixaba atual, Aluízio Figueiredo, com instalações em tela de arame inspiradas em flores, e nomes da arte nacional como Pietrina Checcacci e Pedro Miranda, todos com peças escolhidas exclusivamente para o evento.

Além dos artistas plásticos Luciano Boi, Celso Oliveira, César Cola, Elaine Fontes, Joyce Brandão, Leila Pretti, Letícia Almada, Liza Tancredi, Marísia, Maria Helena Nemer, Rosindo Torres, Romilda Patez e Selma Lodi, com peças relacionadas a flores e Primavera, numa moderna Batalha das Flores inspirada na Arte.

A ambientação e produção, em quatro ambientes distintos, ficaram a cargo de Ana Maria Martins, Cristina Barros, Célia Colodete, Karen, Tânia Cabral e Sérgio Paulo Rabello.

A abertura da exposição "Floreiros III - Batalha das Flores" aconteceu na última terça-feira (20) e fica à disposição do público até o dia 8 de outubro. A Galeria de Arte Ana Terra fica na Rua Eugênio Netto, 106, Praia do Canto, Vitória.

Batalha das Flores

Talvez você esteja se perguntando o que foi a Batalha das Flores. Na segunda metade do século XIX, o Brasil passava por importantes mudanças. Uma delas, bastante significativa, foi a abolição da escravatura. Mas isso não foi feito naturalmente ou com a aceitação de todos. Para desespero dos proprietários, os movimentos abolicionistas ganhavam força e muitos escravos fugitivos encontravam abrigo na casa de pessoas simpáticas a sua libertação.

Umas dessas pessoas, o português José de Seixas Magalhães, entrou para a história de forma singular: por causa das flores. Ele acolhia em sua chácara, onde cultivava camélias, escravos fugitivos de seus donos. A flor tornou-se, então, símbolo para os abolicionistas. O local ficou conhecido como Quilombo do Leblon.

Quem era a favor da libertação dos escravos mostrava a camélia em lapelas, vestidos e jardins. Ao avistar a flor, o escravo fugitivo podia identificar quem pudesse o ajudar. Para se ter noção da força do movimento, a própria Princesa Isabel ostentava em seus vestidos as camélias do Quilombo do Leblon.

Para ampliar o alcance das propostas de abolição e, também, garantir fundos para o movimento, a princesa organizou festas que ficaram conhecidas na história como Batalhas das Flores.

No início do século XX, sem mais ter que lutar pelas causas abolicionistas, o carnaval carioca também se aproveitou do evento. Carruagens, automóveis, bicicletas e mesmo embarcações das mais importantes famílias da então Capital Federal eram enfeitados com flores, disputando aplausos do público enquanto desfilavam. Mas se no Rio a tradição nem mais é lembrada, em Nice, na França, as batalhas das flores persistem em seu carnaval, onde carruagens com moças e rapazes são enfeitadas com milhares de flores típicas da região.


As faces da nova estação

Da Redação


  
Foto: Divulgação
  
Obra de Esther Galvêas

Embora Arte seja matéria curricular de todas as séries do Ensino Fundamental, das escolas públicas e particulares, no Espírito Santo existem poucos Museus de Arte. Assim, as galerias são visitadas anualmente por milhares de estudantes e pesquisadores, ansiosos por contato "ao vivo" com as artes plásticas, de percepção eminentemente visual.

Apoiando o desenvolvimento desta disciplina, Kleber Galvêas vem mostrando no ateliê, ao longo de 26 anos, o resultado de dezenas de pesquisas realizadas e novos artistas. A exposição Faces da Primavera apresenta 50 telas, reunidas por empréstimo de coleções particulares. "Todas apresentam excelente aspecto, foram restauradas com encáustica, no nosso ateliê da Barra do Jucu, ao longo de 38 anos", ressalta Galvêas.

São assinadas por grandes nomes nacionais: Homero Massena, Laszlo Burjan, Henrique Cavalleiro, Elizeu Visconti, Henrique Bernardelli, Pancetti, Yvonne Visconti, Fayga Ostrower, Manuel Santiago, Yan Zack, Bror Kronstranc, Charles Baffet, Gilbert Chaudanne, Heidi Liebermann, Arthur Ferreira da Silva, Vânia Ferro, Mariza Magalhães, Walter Paiva e Petra. Importantes artistas locais: Lao Warchalowski, Alda Lofego, Alvair Pereira da Costa, Homero Nascimento, Nivaldo Montovaneli, Carlos Chenier, Nely Pinheiro, Rosaly Azeredo, Chuma Soneghet.

  
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Barabacena, de Homero Massena
O próprio Kleber participa com seis telas, a mais antiga de 1976 e a mais recente de 2006. "Minha mãe entra com uma tela pintada na Escola do Carmo, em 1938. Duas Pietás, São Miguel Arcanjo e São Jerônimo, telas portuguesas grandes e antigas, ilustram nosso passado maneirista. Destacamos a participação de Ubaldo nesta mostra. Pintor/Escultor e retratista de sucesso, residente em Colatina", finaliza.

A entrada é franca. Mais informações, no site: www.galveas.com.






Delicadeza transparente

Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

Nascida entre montanhas e vales entrecortados por riachos, Myrian Loureiro buscou na beleza dos belos jardins da sua infância em Santa Tereza a inspiração para suas obras de arte. Na exposição que a artista abre nesta terça-feira (6), "Aquarelar... sempre", ela mostra um trabalho impregnado de simplicidade, delicadeza e transparência.

Há oito anos Myrian trabalha com aquarelas, uma técnica que ela faz com muito entusiasmo, mas que, segundo ela, é pouquíssimo usada. "Eu trabalho com muita paixão, porque é uma técnica muito difícil, é desafiante. Gosto de coisa bem simplificada e aquarela é isso", diz.

E pensar que no início das aulas as dificuldades que hoje a encantam a fizeram dizer que não queria nem ouvir mais falar em aquarela. Depois do retorno à arte, ela não teve mais como fugir e a paixão dura até hoje. "As aquarelas são muito conhecidas pelas manchas. Eu não trabalho assim, mas sim como se fosse com tinta óleo e deixando a transparência e o brilho da tinta", explica.

Na mostra inédita na Galeria Eugênio Pacheco de Queiroz, a artista vai expor 27 quadros de tamanho médio e 11 menores, de formato redondo. Alguns temas são recorrentes nas obras de Myrian, por exemplo o universo feminino, flores, portas e janelas "sempre abertas para a vida". "O que eu faço é traduzir em aquarela a minha história", fala.

Ao todo, Myrian já participou de mais de 40 exposições, sendo oito individuais. Além do Espírito Santo, ela já apresentou telas também em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Madri, na Espanha.

Além de pintar, Myrian Loureiro também canta. Ela é formada em canto pela Escola de Música do Espírito Santo, atual Faculdade de Música, há mais de 20 anos e na abertura da exposição ela vai cantar ao lado do violonista Jorge Gabriel. Apesar da formação clássica, ela vai cantar MPB e músicas italianas e espanholas, estilo que adotou após ficar vários anos parada musicalmente.

As obras que Myrian produz, ela vende para cobrir os gastos. "A aquarela é uma técnica bastante intimista, mas que fala muito por si própria. Apesar das dificuldades, que são muito grandes, você não pode nem imaginar, eu não vou parar de pintar", insiste. "Faço tudo bastante empenhada na cultura, porque onde existe mais cultura não existe tanta guerra. A arte serve para amenizar a vida. O artista vive num mundo de sonhos. É a busca do que agrada o nosso olhar", completa.

A exposição "Aquarelar... sempre", da artista Myrian Loureiro, tem início nesta terça-feira, 6 de setembro, e fica até o dia 7 de outubro na Galeria Eugênio Pacheco de Queiroz, que fica no espaço do Teatro Municipal de Vila Velha, Avenida Luciano das Neves, Praça Duque de Caxias, no Centro de Vila Velha. O funcionamento da galeria é de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h.


Noveau no Shopping

Renata Oliveira


  
Foto: Divulgação
  
Fachada de uma casa em Art Nouveau na Cidade Alta
A mostra é uma homenagem ao aniversário de Vitória e teve material produzido pela própria Sandra Medeiros, pelos seus alunos do curso de Desenho Industrial da Ufes e por Shan, estudante de Antropologia da Ufes. A exposição poderá ser visitada até o dia 20.

Fazem parte da exposição 35 fotos de casas e fachadas de lugares como Cais do Hidroavião, Vila Rubim, Centro (Avenida Jerônimo Monteiro, Praça 8 e Cidade Alta), Jucutuquara e Praia do Canto.

Embora todos os alunos do curso de Design tenham aulas de fotografia, eles aqui não aparecem como artistas da fotografia, mas como pesquisadores que mostram um trabalho didático, de prospecção.

O Art Nouveau se caracteriza pela sinuosidade das linhas, motivos orgânicos, muito uso de metal e vidro. O movimento teve início na Bélgica, com a produção de Henry van de Velde e logo se espalhou por toda a Europa, recebendo diferentes denominações, como: Sessecionismo (Áustria), Estilo Liberty (Itália), Jungendstil (Alemanha), Arte Nova (Portugal).

No Brasil, o Art Nouveau ficou conhecido pelo nome original. Entre os grandes nomes do movimento estão Gustav Klimt, Charles Rennie Mackintosh, Aubrey Beardsley, Joseph Maria Olbrich, Peter Behrens, Emile Gallé e Antoni Gaudí.

  
Foto: Divulgação
  
Lustre em Art Nouveau
O Art Déco é uma continuação do movimento Art Nouveau, marcado mais pela geometrização das linhas e influência nativa. O Art Déco fez uso de motivos da cultura indígena, como a cultura Maia, entre outros.

A influência do Art Noveau e do Art Déco não se restringe à Arquitetura, está presente também em objetos de decoração, jóias e Design Gráfico (de maneira destacada o Cartazismo) no mundo todo. Em Vitória, além da influência na Arquitetura, um exemplo marcante dos dois movimentos está na Revista Capichaba, editada na primeira metade do século XX.


Vitória Salgada

Da redação


  
Foto: Sebastião Salgado
  
A iniciativa é inédita na história das exposições fotográficas no Espírito Santo. Desta forma, a Usina de Imagem, em parceria com o Instituto Terra e com Sebastião Salgado, traz para o público capixaba a exposição 'Êxodos', que será aberta no Espaço Fotográfico Usina de Imagem, no mezanino da praça de alimentação do Shopping Vitória, dia 5 de setembro.

Estarão expostas 60 reproduções com 50cm x 70cm de imagens do trabalho que gerou o livro de mesmo nome e percorreu o mundo inteiro.

Quem traz a exposição de Salgado para Vitória é Humberto Capai e sua equipe, num projeto que ele vem construindo há meses. "Há um traço comum entre a Usina de Imagem, o Instituto Terra e o trabalho de Salgado. O Instituto foi criado por ele para desenvolver ações de preservação ambiental no entorno da cidade de Aimorés e no Vale do Rio Doce, onde ele nasceu. Salgado vem denunciando a degradação ambiental e humana em seus trabalhos há décadas. E a Usina tem como foco o uso da fotografia como ferramenta de construção de novas realidades, também pelo viés da preservação ambiental e da preservação e promoção da cultura", afirma.

Os 60 quadros expostos serão comercializados, com fundos revertidos para as ações do Instituto Terra. O Espaço Fotográfico Usina de Imagem funciona sete dias por semana, em horário comercial.

O tema

A exposição Êxodos é resultado de um trabalho de força de Sebastião Salgado. O fotógrafo o desenvolveu ao longo de seis anos em 40 países, em que viajou por campos de refugiados, estradas e favelas em quatro continentes para registrar os movimentos migratórios do mundo, partindo da premissa de que as pessoas não escolhem ser migrantes, mas se tornam em função de imposições das circunstâncias geopolíticas de seu país e seu tempo.

O projeto Êxodos conta a história da humanidade em trânsito fugindo da pobreza, da repressão política e da guerra. Salgado dividiu o livro e a exposição em quatro capítulos: Migrantes e refugiados: o instinto da sobrevivência; A Tragédia Africana: um continente à deriva; A América latina: êxodo rural, desordem urbana; Ásia: a nova face urbana do mundo.

Um dos grandes motes é mostrar como o homem consegue se adaptar a situações adversas e resiste aos limites mais extremos porque quer seguir existindo, independente das adversidades que se lhes apresentam.

  
Foto: Sebastião Salgado
  
Da fronteira do México com os EUA ao Estreito de Gibraltar, passando pelos campos devastados da Sérvia e da Croácia e da África sub-saariana aos bolsões de miséria na periferia das grandes metrópoles dos Tigres Asiáticos, Salgado fez um trabalho sem precedentes no fotojornalismo mundial. Sua ousadia temática e estética o levou a construir um dos maiores documentos sobre a humanidade em todos os tempos.

Serviço

Êxodos Sebastião Salgado
Abertura 05/09 (para convidados); 06/09 a 30/10 (aberta ao público de segunda a sexta das, 12h às 22h, sábado das 10h às 22h e domingo das 15h às 21h)
Local Espaço Fotográfico Usina de Imagem (mezanino da praça de alimentação do Shopping Vitória)


Eros e Tanatos na mesma obra

Felicia Broges


  
Foto: Divulgação
  

Sexualidade e morte em uma mesma obra. O artista plástico mineiro Flávio Augustus de Mattos cria um encontro entre o Eros, o impulso da vida, e Tanatos, o impulso da morte, através de corporificações impressas em peças de vestuário pintadas em acrílica e óleo. A abertura da mostra acontece nesta terça-feira (23).

A exposição, intitulada "À semelhança do corpo", reúne 20 peças de roupa. Ternos, vestidos, moletons e camisetas, e até mesmo guarda-roupas, que, pelas mãos de Flávio, são redimensionados em uma nova formatação estética. Com as camadas de tinta, os tecidos ficam endurecidos e em alguns casos recebem suporte de lona.

O aprofundamento da relação plástica da temática sexualidade e morte encontram base na formação de Flávio, artista pela Escola de Artes de Guignard e também psicólogo. A mostra será aberta na terça-feira (23), às 19h30, na Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória. A exposição vai até o dia 7 de outubro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.


Marcos da arquitetura capixaba



Felicia Borges


  
Foto: Vitor Nogueira
  
Cinco Pontes nas lentes de Vitor Nogueira

No ônibus, na correria do dia-a-dia, cabeça baixa ou erguida, pensamento distante. A modernidade tem dessas coisas. Torna-nos alheios ao que se coloca diante dos nossos olhos e faz detalhes das nossas ruas se tornarem estranhos entre tantos olhares absortos. Às vezes é preciso algo para nos fazer enxergar o que está diante de nossa cara.

Em comemoração aos 45 anos do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), será realizada a partir do dia 22 de agosto a exposição fotográfica "Marcos da Arquitetura e da Engenharia no Espírito Santo".

Pelas lentes dos fotógrafos Antonio Cuzzuol, David Protti e Vitor Nogueira foram focalizadas construções do tempo da colonização, no século XVI, até as mais modernas edificações, em pleno século XXI. Linhas, contornos, a estética que passa despercebida da nossa observação.

"O objetivo do Crea foi homenagear os profissionais e parceiros envolvidos no processo de construção do Espírito Santo. E o público em geral com a surpresa de imagens que fogem a nossa observação no cotidiano", diz Maria Inês Loureiro, que compõe a curadoria da mostra ao lado de João Porto.

A montagem da exposição foi feita de forma a levar a um percurso da evolução cronológica das obras arquitetônicas no Estado. Logo na entrada, fotos do Convento da Penha e da Aldeia dos Reis Magos, construída pelos jesuítas. Daí, passa pelo Palácio Anchieta, outra obra dos padres jesuítas do século XVI, e por obras do modernismo, de meados do século passado, como a Concha Acústica e o Edifício Aureliano Hoffmann, na Avenida Jerônimo Monteiro.

Entre os exemplos de arquitetura moderna estão os prédios do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a Assembléia Legislativa e a Petrobrás. Fechando, por fim, estão duas construções, uma clínica e um escritório de advocacia, na Praia de Santa Helena. A Mata da Praia e a Universidade Federal do Espírito Santo estão inseridas na exposição como conjuntos arquitetônicos.

Como não poderia deixar de ser, as pontes Florentino Ávidos, Segunda Ponte e Terceira Ponte também são marcos da arquitetura e da engenharia no Espírito Santo. "São monumentos que ajudaram no progresso do Estado", fala Maria Inês.

  
Foto: Vitor Nogueira
  
Monumento em Muqui
Numa segunda parte da exposição, estão representados os sítios históricos do Estado, cidades que investiram na preservação de seus monumentos. Entre elas estão Santa Tereza, Santa Leopoldina, São Mateus, representado pelo porto, Mimoso do Sul, com o sítio histórico de São Pedro de Itabapoana, Muqui e Cachoeiro de Itapemirim.

A abertura da exposição acontece segunda-feira (22), às 19h, no Espaço Cultural Elpídio Malaquias, na Assembléia Legislativa do Espírito Santo. A mostra fica até o dia 5 de setembro, aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 10 às 17h. Estarão expostas 52 fotos, um panorama do desenvolvimento arquitetônico e da engenharia no Estado, acompanhadas por um texto explicativo da obra e para localizar do espectador no tempo e no espaço.


 

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