Esporte por Esporte - Volvo Ocean Race




Renato Paoliello




Fotos: Arquivo Pessoal
A Volvo Ocean Race saiu do Rio de Janeiro e seguiu para os Estados Unidos na quinta perna da competição. Serão 5 mil milhas de muita emoção e mar bravo até Baltimore. Os veleiros largaram na Baía de Guanabara com ventos de cerca de dez nós e foi complicada para alguns barcos. O Brasil 1 passou a linha imaginária da largada antes do tempo permitido e teve que voltar, perdeu tempo e se distanciou dos líderes. Mas ainda tem muito mar aberto pela frente.

A Volvo Ocean Race é um dos maiores desafios da vela mundial. Uma volta no planeta passando pelas mais difíceis condições climáticas, envolvendo projetos milionários, com a mais alta tecnologia de barcos e equipamentos. A Volvo passa pelos cinco continentes em etapas chamadas de pernas.

Seis equipes estarão cortando as águas profundas até 17 de junho de 2006, para uma das maiores consagrações do mundo da vela. Pela primeira vez velejadores brasileiros estão participando da Volvo Ocean Race. O Brasil 1 é o primeiro barco construído no Brasil a participar da prova, tripulado por seis brasileiros entre os 11 velejadores da equipe.

Lembrando um pouco da história da Volvo Ocean Race que começou com o nome de Whitbread e a primeira edição foi em 1973-74. Na época 17 veleiros competiram, com velejadores inexperientes, que mal sabiam o desafio que viria pela frente. Os veleiros que competiram eram praticamente iguais àqueles que compareceram como expectadores para ver a largada. A prova teve 27.500 milhas náuticas, algo em torno de 44 mil quilômetros.

A aventura foi um sucesso e três anos após a chegada na Inglaterra outra Whitbread largava, em 1977. O título de campeão da prova se tornou o troféu mais cobiçado dos mares e a segunda edição da prova revelou um dos maiores velejadores da história. O neozelandês Peter Blake, então com 29 anos. Esta edição também registrou a primeira passagem pelo Brasil, na última perna, que revelou o veleiro Flyer como vencedor.

Emocionado com a repercussão da parada da Volvo no Rio, o comandante do Brasil1 Torben Grael não é marinheiro de primeira viagem. . Afinal, o barco já teve a experiência de velejar pelo Atlântico e de passar por Fernando de Noronha, quando viajou para a Portugal, no ano passado.

Nesta modalidade de alto nível exige-se desempenho e estilo empreendedor de uma tripulação ágil e competente. É uma verdadeira batalha naval do século 21. O Brasil 1 é um resgate da honra de um país que tem grande vocação náutica e marinheiros corajosos e destacados. E lá vai o Brasil 1.

Lula

Durante 30 minutos, o presidente Lula só quis saber de Copa do Mundo. Assim, foi a audiência com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. O bate bola dos dois presidentes também teve tempero eleitoral.

Bola e voto combinam no Brasil de chuteiras.

Alonso

Depois de vencer o Grande Prêmio da Austrália, O espanhol Fernando Alonso confirmou que continua sendo a estrela nesta temporada da Fórmula 1. O atual campeão do mundo venceu a prova com um show de habilidade depois de ultrapassar de forma precisa o inglês Jenson Button, da Honda, na terceira volta.

Com o resultado, Alonso lidera o campeonato, com 28 pontos, deixando seu companheiro de equipe, o italiano Fisichella, e o finlandês Kimi Raikkonen em segundo, com 14.

O brasileiro Felipe Massa foi literalmente amassado por Nico Rosberg e só deu três voltas no circuito. Rubinho, já estava até esquecendo, ficou feliz com o sétimo lugar.

Federer

Depois de vencer o Master Series de Miami, EUA, Roger Federer (foto) segue, cada vez mais isolado, liderando o ranking de classificação da ATP, publicado nesta segunda-feira. O suíço tem 2.390 pontos de vantagem em relação ao espanhol Rafael Nadal, eliminado por seu compatriota Carlos Moyó na segunda rodada na Flórida, onde chegou à final em 2005. Em relação a David Nalbandián, terceiro no ranking, a diferença aumenta para 4.185 pontos.

Copa Davis

A equipe brasileira da Copa Davis, que vai enfrentar o Equador, no fim de semana, já está completa. Marcos Daniel, Ricardo Mello e André Sá já treinam em Cuenca, local das partidas que valem vaga nos playoffs do Grupo Mundial.

Flávio Saretta e André Ghem, ao lado do capitão e do restante da comissão técnica, haviam desembarcado em Cuenca no fim de semana e aguardavam a chegada dos outros três tenistas que estavam jogando o Challenger da Cidade do México, onde Sá e Daniel chegaram à semifinal de duplas.

Os jogos começam na próxima sexta-feira, no saibro de Cuenca, a 2500 metros de altitude.

Roland Garros

O torneio de Roland Garros, um dos quatro Grand Slams da temporada e, portanto, um dos principais torneios do circuito mundial de tênis, dará prêmios iguais em dinheiro para os torneios masculino e feminino.

Os campeões da competição embolsarão US$ 1,13 milhão cada - cerca de R$ 2,5 milhões. Será a primeira vez na história do torneio que o Aberto da França premiará homens e mulheres com a mesma quantia.

Capixabão

Estrela e Vitória já estão em guerra. O clima de final de campeonato é de disputa acirrada com promessa de casa cheia.

É o futebol capixaba revivendo um bom momento.

Fairplay

A esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade. (Suenens)

Trocatroca com a coluna: rmpaoliello@uol.com.br