De favorito a imbatível





Rogério Medeiros

Bom, a eleição entrou no ritmo que o governador Paulo Hartung planejou. Os ajustes estão acabando de ocorrer em algumas áreas, mas as outras, entre elas o PDT, de Sérgio Vidigal, já estão inteiramente integradas à situação. Falta agora só o PT, onde o prefeito petista de Vitória, João Coser, age para impedir a candidatura ao governo do deputado Cláudio Vereza.

O partido vai estar reunido neste fim-de-semana. O clima é de candidatura própria, mas o PT é sempre o PT e costuma decidir por razões próprias. Já Coser trabalha noutra linha: olhando os ganhos na frente - sua reeleição na prefeitura e a eleição ao governo do Estado em 2010.

Mas mesmo que o encontro de fim-de-semana do PT redunde na candidatura do Vereza ao governo, não será nunca uma candidatura definitiva. Tem a reeleição do Lula e PH pode muito bem adotá-la para selar a sorte da candidatura do Vereza.

De qualquer forma, tudo amarrado, só o PT derrapando, e efetiva a tese de que eleição no Espírito Santo, no que concerne a governo e a Senado, só será efetivamente tratada quando junho vier. Vamos ter que atravessar esse período catando abobrinhas e olhando a chaminé do palácio da Fonte Grande para conferir a fumaça branca assinalando a decisão do governador de candidatar-se à reeleição.

É o caso que já contei outro dia aqui: todo mundo sabe que ele será candidato à reeleição, mas vai esperar o prazo que ele estabeleceu. A exemplo do que ocorreu com a pretensa candidatura dele ao Senado. O governador Paulo Hartung está em pleno esplendor político. Em matéria de política no Estado, as coisas só acontecem por conta dele.

A situação vai permitir, inclusive, que o governador utilize esse tempo para fazer a corrida para transpor a linha que demarca a condição de favorito para imbatível nas eleições de outubro.

Fragmentos
1 - A herança eleitoral do deputado e atual secretário de Saúde, Anselmo Tose, que foi com o governador Paulo Hartung para o PMDB, vai para o seu amigo médico e deputado César Colnago, do PSDB. Pelo menos os votos que ele tinha em Santa Leopoldina passou para Colnago.

2 - O deputado estadual Sérgio Borges, do PMDB, estava cuspindo marimbondo em cima do presidente do seu partido, deputado federal Marcelino Fraga. Marcelino andou entrando com outro candidato a deputado estadual em áreas eleitorais do Sérgio.

3 - Essa questão de suplente de senador não ser eleito pelo voto ocasiona situações como essa do suplente de Gerson Camata, Marcos Guerra. Assumiu o Senado numa temporada, vai voltar a assumir novamente, mas o calibre eleitoral dele é para deputado estadual. Tanto que vai tentar uma vaga para a Assembléia.