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Foto: Helson Moura
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Pelas lentes do fotógrafo capixaba Helson Moura, a tentativa de preservar a cultura, as tradições, as crenças e dos costumes das populações ribeirinhas da Amazônia e dos índios guaranis do Espírito Santo. É esse Brasil que será mostrado nos Estados Unidos na exposição fotográfica "Brasil Primitivo".
Durante meses, Helson acompanhou a realidade de pessoas que vivem sem o luxo e a tecnologia das cidades grandes e aproveitam os pequenos prazeres da vida, como um banho de rio, o canto dos pássaros e a harmonia da natureza.
"Foi interessante perceber o quanto o rio representa para estas pessoas. O rio na verdade é além de estrada, diversão, sustento, enfim, o meio de sobrevivência de maneira geral. As pequenas comunidades às margens dos rios se formam como clãs, onde facilmente se encontra casamento entre primos e com idade muito jovem. Fotografei mulheres com 15, 16 anos carregando seu filho no colo", conta.
O objetivo do fotógrafo é realçar a simplicidade que ainda predomina no modo de vida dessas comunidades. "É claro que esta gente sofre com problemas de infra-estrutura básica, alimentação não muito abundante, falta de assistência médica, etc. Não seria honesto dizer que não sentem falta de tudo isto. Porém, não é meu objetivo levantar bandeira ou fazer qualquer tipo de denúncia. (Há pessoas que fazem este trabalho muito bem). O que quero mostrar em 'Brasil Primitivo' é que existe um Brasil que nós brasileiros não fazemos idéia que existe e que, apesar de ainda primitivo, as pessoas vivem felizes", diz.
"Imagem bonita tem em todo lugar, até na guerra se pode obter uma 'imagem' bonita. Mas, o principal compromisso com o meu trabalho, é revelar a beleza intrínseca em cada coisa, em cada ser: pura, simples, sem subterfúgios. Então, na verdade, não existe uma beleza no meu trabalho. O que eu faço é desvelar, revelar a beleza que vejo nas coisas e nos seres: um mosaico de identidades, de cores, de vida", completa Helson.
Expedição
Durante o mês de janeiro de 2005, Helson Moura percorreu a região de Manaus com dois amigos americanos e um sueco. Depois de certo tempo, o fotógrafo capixaba seguiu sozinho de barco de Manaus e até Belém. "Foram mais cinco dias de uma viagem inesquecível, convivendo com historias, lendas e costumes do povo da região, além do contato com pessoas de várias partes do mundo", recorda.
Em junho, Helson e os três amigos retornaram a Manaus e coordenaram uma expedição fotográfica com um grupo de 14 pessoas, sendo três canadenses, nove americanos, um sueco e Helson. "Desta vez subimos o Rio Negro até a comunidade de Novo Airão, onde vivemos uma das experiências mais marcantes que foi nadar com os botos selvagens em pleno Rio Negro. Ao fim da expedição captei cerca de mil imagens", conta Helson.
No final de setembro do ano passado, Helson Moura recebeu o convite do amigo Roger Moore, um fotógrafo americano, para expor em dois espaços nos Estados Unidos, o Studio 105 e o The Heard Natural Science Museum & Wildlife Sanctuary, em Dallas. "Serão expostas 30 imagens em cada espaço, o que me causou um grande problema ter que selecionar apenas este número".
O fotógrafo
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Foto: Helson Moura
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Aos 40 anos, Helson atua como fotógrafo há 18. Como repórter fotográfico, teve trabalhos publicados em jornais como A Tribuna, A Gazeta, O Estado de São Paulo e The Daily Oklahoman, dos Estados Unidos. Foi o primeiro lugar no concurso nacional "Você cidadão repórter", na categoria Fotografia Profissional. Já realizou várias exposições, entre elas "Na Terra, Como no Céu" e "Expressão Cutânea".
Programação da mostra "Brasil Primitivo"
- 14 de abril - Abertura da exposição no The Heard Natural Science Museum & Wildlife Sanctuary
- 15 de abril - Palestra no The Heard Museum e abertura da exposição no
Studio 105
- 18 de abril - Palestra na Texas State University em San Marcos TX
Saiba mais!
Clique aqui e visite o site de Helson Moura
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