Uma série de casos que aconteceram no rádio e viraram lenda sarcástica, dada às circunstâncias que ocorreram. A bem da verdade, muitas delas podem ter sido espichadas, inventadas de meio, mas todas tiveram algo de verdadeiro. O rádio é também uma máquina de fazer doido, parodiando Stanislaw Ponte Preta, o Sérgio Porto, que dizia ser a televisão uma máquina de fazer doidos.
Para começar, temos a história dos locutores Sabrinha e Soleba lendo intercaladamente notas de esportes numa ráio. Do outro lado estava o operador Miguel, absorto, lendo a programação que viria entrar. Um dos locutores, vendo o operador distraído, começou a sussurrar seu nome no microfone, enquanto o outro continuava lendo. Após umas duas sussurradas, o operador desconfiou de um deles e encostou o ouvido no rádio, para ouvir a voz do sacana com nitidez. O que lia naquele momento era o sacana, que no meio da notícia olhou para a técnica e viu o Miguel com o ouvido colado no rádio. Então, aproveitando-se do momento, encheu os pulmões e deu aquele berro: MIGUEL!!! Este quase caiu para trás, sendo que continuaram lendo e rindo e os ouvintes sem entender nada.
O outro caso foi de um repórter, hoje numa grande TV, que estava trabalhando de repórter de campo numa rádio. Estavam estreando microfones sem fio e o dele estava dado um leve choque, por falta de terra, ou seja, aquele fio ou antena que tem na parte debaixo. A do microfone dele estava no bolso de sua própria capa de chuva, esquecido de ser colocado pelo técnico de externa relapso. Vendo que o tal repórter levava choque ao falar, o técnico, já na cabine, pediu ao narrador que avisasse ao repórter, no ar, que ATERRASSE o microfone com o fio terra que estava no "compartimento" da capa. O repórter apalpou o bolso, tirou o fio, pegou o microfone, se abaixou, fez um pequeno buraco no chão e "enterrou" o microfone juntamente com o fio, sob os olhares incrédulos de seus companheiros de rádio...
Tinha um locutor muito brincalhão e irresponsável. Uma vez, achou de pregar uma peça e quase se deu mal. Colocaram um operador de áudio novo e ele se aproveitou disso da seguinte maneira: De repente ele parou de ler um longo texto, e com olhos pregados no texto, só mexia com a boca. O menino começou a ficar apavorado, sendo que ligava e desligava o microfone, aumentava e diminuía a manete da mesa, por fim chamou o técnico. Este olhou para o locutor, que continuava lendo, isto é, fingindo. O técnico resolveu abrir a mesa de áudio e mexer nos fios, pegou chave de fenda, alicate, medidor, etc e nada. Nisso aporta o dono da emissora para saber o que estava acontecendo. O locutor viu que estava numa fria, e olhando de soslaio por cima do texto, improvisou o seguinte: Lia umas duas palavras e encobria o restante da frase com silêncio. O técnico estava achando que tinha resolvido o problema, ou começado a resolver. De repente, o locutor resolveu pegar uma frase do meio para frente e foi lendo normal. Acabado de ler o texto e tremendo de medo, saiu do estúdio e viu o técnico explicando ao dono que era um fusível que estava frouxo, que ele apertou e pronto, estava tudo resolvido...
PARABOLICAS
Como no ano passado, as rádios América (católica AM) e Líder (católica FM) estudam a possibilidade técnica de cobrirem, como uma só, a Festa da Penha.
Fizeram tanto alarde de anunciar isso e aquilo e até agora o governo não se pronunciou sobre o padrão brasileiro da TV Digital. E ai, ministro?
Nosso amigo radialista Mauro Lucio Nascimento passou em dois importantes concursos na área federal. Agora, descansando, espera ser chamado.
O candidato a governador Sérgio Vidigal nos confidenciou que confia muito no trabalho de marketing para ganhar a eleição.
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MENSAGEM FINAL
Assim, em todos os tempos nossos senhores, os leões têm concluído as suas alianças à custa dos carneiros.
Voltaire (François Marie Arouet)
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