Viraram bagunça as assembléias dos rodoviários para decidir qual dos seus sindicatos vai representar toda a categoria. Estão fazendo as assembléias setoriais a partir desta terça-feira (11). Só que elas estão fora do prazo dado pelo Ministério Público do Trabalho, que era de 30 dias. Já começam errando e vamos ter futuramente batalhas jurídicas.
Acaba ficando tudo como dantes no quartel de Abrantes. A esculhambação que é no Estado a questão rodoviária. Sindicatos se atropelando sem se saber qual deles realmente representa a categoria, e os patrões nadando de braçada. E olha que só tem sabido entre os donos, que é uma concessão publica e só amigo de político poderoso. São até famosos por financiar campanhas políticas.
Mas vamos adiante. Há ainda saídas para resolver a questão. A primeira, embora seja a mais fácil, torna-se a mais difícil por causa da disputa de poder. Que é a reunião dos cinco sindicatos para encontrar uma fórmula comum. Que pode ser o sindicato único, aos moldes da reforma sindical, ou uma federação como na velha estrutura sindical.
A outra é o confronto. Mas confronto sem subterfúgios: convoca-se uma assembléia geral de todos os cinco sindicatos, coloca-se urna, fiscalização da DRT, Ministério Público do Trabalho, e sai para o pau. Leva quem tiver melhor representatividade.
Não pode ficar é um sindicato que lida diretamente com o público sem rumo, prejudicando principalmente a sociedade e saciando ambições de pelegos e oportunistas sindicais. É o que está aí.
Para mim, ver esse sindicato de rodoviários o tempo todo provocando situações constrangedoras, apelegadas, dirigentes que faziam negócios no sindicato, outro que não larga o osso, que já foi palco de ingerência até do crime organizado, continuar afrontando a população que depende do transporte coletivo.
Que as autoridades responsáveis coloquem eles nos eixos. São a minha expectativa e o meu desejo.
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