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Foto: Divulgação
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| Qualquer lugar serve aos grafiteiros
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Uma lata de spray na mão, uma idéia na cabeça e um muro à disposição. Está formado o ambiente para o graffiti, a arte de rua. Neste domingo (16), acontece na Capital o 2º Encontro de Graffiti de Vitória, organizado pela Nação Hip Hop, reunindo grafiteiros, B.Boys, DJ's e rappers.
O encontro acontece no Centro de Vitória, a partir das 8h, em frente à loja C&A. "O evento vem de forma principal mostrar a arte de rua, onde vários grafiteiros se encontram e pintam uma produção, com tema livre. As expectativas são boas, pois acredito que o hip hop cresceu muito e atinge pessoas e classes diferentes", diz Alecsandro Lacerda, o Alecs, um dos maiores grafiteiros do Estado.
De acordo com Alecs, o cenário do graffiti no Espírito Santo tem crescido bastante e as pessoas têm se interessado em participar da atividade. Existem no Estado alguns grupos, os chamados crews, como o LDM, BCL, 5º E, OI E e C 303. A maior parte dos grafiteiros está nos municípios da Grande Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha e Vitória, e em Cachoeiro de Itapemirim. Os maiores escritores do graffiti estadual são Alecs, Fone, Rents, Samuka, Som, Ficore, Careca, Ed Brown e Sagaz.
"Minha primeira experiência com graffiti foi em 1992, na pracinha de Campo Grande, onde foi pintado um painel em homenagem a um B.boy. Depois parei de pintar, pois naquela época não existia informações e material aqui no Estado ainda. Apenas quando eu viajava para São Paulo para participar de campeonato de Break Dance Nacional que reparava os muros com desenhos coloridos com tinta spray. Mas foi de 99 para cá que resolvi pintar. Foi em 1999 que surgiu a cena do graffiti aqui no Estado, um muro pintado perto do Terminal de Carapina por Alecs, Cyborg, Chicão e Dilsinho", conta Alecs.
Ao contrário da pichação, o graffiti só é feito em lugares autorizados pela Prefeitura ou pelo dono do imóvel. "Graffiti e pichação são as mesmas coisas. O graffiti é a evolução da pichação, sendo que o graffiti sem autorização pode ser considerado como forma de pichação também. O que confunde muito é a matéria prima, a lata de spray, mas a técnica é a mesma", explica Alecs.
"Infelizmente para algumas pessoas que não tem informação cultural e artística o graffiti é interpretado de uma forma vandalizada, por se tratar de uma pintura urbana e de periferia, e, por outro lado, vem sendo reconhecido e apreciado como forma de arte. Exemplo disso são as oficinas de graffiti oferecidas nas escolas estaduais, TVs, internet e revistas", acredita Alecs.
Serviço
Quem quiser conhecer um pouco mais essa arte de rua, o 2º Encontro de Graffiti de Vitória acontece neste domingo, 16 de abril, a partir das 8h, com grafiteiros da Grande Vitória e de Cachoeiro de Itapemirim, no centro, na Escadaria do Milícia, próximo à C&A.
Saiba mais!
Clique aqui e visite o fotolog de Alecs
Clique aqui e conheça o site do crew LDM (Luz do Mundo)
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