É uma das expressões que não saem da boca dos americanos. Ou "sucks", que tem o mesmo significado. Ambos traduzem algo chato, enjoado, careta, um saco. Pois passamos um fim de semana neste Estado devido a uma pequena gripe, daquelas onde nada que você faz ou vê tem sentido. Ficamos muito críticos e vemos tudo diferente dos outros.
Foi aí que estávamos vendo o jogo do Vitória e Estrela e notamos três frangaços dos goleiros. Isso ninguém comentou. Depois, vendo os resultados, nada nos chamou a atenção. Santos e Botafogo são times sem emoção para torcedores de times como Flamengo, Vasco, Corinthians.
Vendo o Jornal Primeira Edição da TV Gazeta, noticiaram vários acidentes, mas nunca falam o nome da vítima, o que é um erro. "..um rapaz morreu atropelado na Av. tal".
E veio o Jornal Nacional com as mesmas histórias das CPI's. Quanto mais ele denuncia, mais impunidade ele tem que falar também. É uma roda-viva. Fora os programas de fim de tarde, ridículos aos extremos, mas põe chatice e falta de assunto nisso. E o noticiário sobre Palacci? Derrubaram o cara e pronto. Chega de falar dele, senão é capaz dele voltar.
Mas duas coisas boas e agradáveis vimos na TV neste período. Os comerciais de automóveis, que depois de muitos anos mostrando carros na cidade ou em estradas, levantando flores, resolveram diversificar. Tem o melhor deles, o do sujeito jogando água na fogueira dos índios. E também os teases sobre a Copa no Jornal Nacional. Muito bem feito, onde sempre se destaca a trilha sonora, aliada com uma edição última geração.
Depois de recuperado dessa onda, conseguimos voltar a enxergar tudo normal, isto é, ver as mesmas coisas de sempre, por falta absoluta de opção, até mesmo nos canais pagos. Aliás, o zapping é um dos piores vícios eletrônicos da atualidade.
PARABÓLICAS
Jornal do Brasil adota formato tablóide. O novo JB é produto de um processo que promoveu a reestruturação da empresa, incluindo mudança da sede e da gráfica. O jornal está há cinco anos sob o comando da Editora JB, que controla ainda o diário econômico "Gazeta Mercantil" e a revista de negócios "Forbes", além do site "InvestNews".
Meio que na maior moita. Foi assim que pareceu o fechamento de acordo do governo com os japoneses para definir o padrão da televisão brasileira. Favorecida: Globo.
US$ 1 bilhão é a receita publicitária que uma empresa de consultoria financeira alemã calcula que a Copa do Mundo deverá gerar, incluindo investimentos dos principais anunciantes do mundo, em TV, jornais e revistas.
MENSAGEM FINAL
Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.
Cardeal de Retz (Paulo de Gondi)
e-mails:
jrmignone@hotmail.com
|