O deputado Cláudio Vereza (PT/foto) anda irritado com a visão da opinião pública sobre sua candidatura ao governo do Estado. Vereza não vê sentido na insistência em colocá-lo como candidato a vice nas duas outras chapas: "Eu não sou candidato a vice", assegura. Mas as circunstâncias mostram uma leitura diferente sobre a difícil posição de Vereza.
Embora Cláudio Vereza e um de seus prováveis adversários, o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal, candidato do PDT ao governo, reconheçam a necessidade da candidatura petista para forçar o segundo turno nas eleições para o governo do Estado, as dificuldades de Vereza em consolidar seu nome são grandes. A reunião da segunda-feira (17) com PL, PSB e PCdoB mostra uma realidade dura.
As eleições ao Senado e as proporcionais (Assembléia e Câmara) foram fechadas, mas a eleição de governador ficou em aberto. Os demais partidos querem conversar ainda com PDT e PMDB. Ninguém duvida da vontade de Vereza em ser candidato, mas ainda será necessário mostrar viabilidade.
A começar pelo próprio PT. Vereza precisa vencer a resistência dos prefeitos, que embora tenham assinado no Seminário de Programa de Governo do partido um documento reiterando a candidatura dele, ainda se mostram preocupados com as conseqüências institucionais da candidatura oposicionista.
Sobretudo com relação ao prefeito da Capital. João Coser é conhecido por sua capacidade de articulação e sua disposição em apoiar o governador Paulo Hartung. O apoio da deputada Federal Iriny Lopes é importante, mas não é suficiente para manter a candidatura de Vereza, que precisaria do respaldo das outras lideranças do partido.
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