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O novo Grand Cherokee está voltando ao ápice




Ele foi um ícone no início da comercialização dos primeiros utilitários esportivos (SUV) no Brasil. O Jeep Grand Cherokee teve excessiva popularização, inclusive virando febre entre jogadores de futebol, e acabou por, de alguma forma, ter sua imagem desgastada com isso. Agora, anos depois, a marca busca alcançar novamente seu ápice, já que muito novos modelos surgiram no segmento, deixando o pioneiro para trás.

Fabricado em Graz, na Áustria, e amplamente reformulado, o Grand Cherokee ganhou novo motor - o HEMI V8 de 5,7 litros, 326 cv e 51 kgfm de torque, que conta com o sofisticado sistema MDS (Multi Displacement System ou Sistema de Deslocamento Múltiplo) de desligamento de metade dos cilindros em situações de pouca potência exigida. O preço desta versão é de R$ 199.000,00.

O motor da versão avaliada é o já conhecido V8 de 4,7 litros, mas que agora desenvolve potência de 231 cv a 4.500 rpm e 41,5 kgfm de torque máximo a 3.600 rpm (antes, 220 cv e 39 kgfm de torque). Preço dessa versão: R$ 175.000,00.

O Grand Cherokee cresceu em todos os sentidos. Está 139 mm mais longo, 12 mm mais largo e tem entre eixos 90 mm maior - o que confere mais espaço interno. A fábrica afirma que o monobloco do SUV melhorou sua rigidez torcional em 60%, garantindo melhor dirigibilidade, para o que também concorre a bitola 64 mm maior. Seu coeficiente aerodinâmico (Cx) foi aprimorado com as alterações, baixando de 0,45 para 0,41. O modelo também está bem mais pesado (ganhou 236 quilos, saltando dos 1.921 kg para 2.157 kg).

Mas, para além das mudanças percebidas pelo olhar, o Cherokee recebeu alterações em outros importantes itens que não ficam à mostra - porém exercem papel evidente no desempenho do modelo. Na suspensão dianteira, por exemplo, o sistema independente por braços triangulares sobrepostos substitui o velho eixo rígido. A nova configuração melhora claramente a dirigibilidade do Cherokee, aumentando sua estabilidade. Na traseira permanece a suspensão por eixo rígido, embora se perceba melhoria também nesse aspecto. Os freios, com discos de maior diâmetro e largura nas quatro rodas, transmitem segurança e o SUV mantém as rodas de 17 polegadas, embora com pneus mais largos - 245/65, em vez dos 235/65.

A força produzida pelo motor é transmitida às quatro rodas por meio do sistema Quadra-Drive II de tração integral, que incorpora três diferenciais (dianteiro, central e traseiro) de deslizamento limitado. Em condições normais, a tração é distribuída em 48% para as rodas dianteiras e 52% para o eixo traseiro. O sistema Quadra-Drive II apresenta, segundo a fábrica, sensível ganho em velocidade na transferência de torque entre as rodas nas situações em que esse recurso é necessário - terrenos de difícil transposição, como lamaçais ou pedras. O câmbio de quatro marchas foi substituído por um de cinco marchas com troca manual seqüencial.

O interior ganhou mais classe, com acabamento em dois tons, painel redesenhado (instrumentos de mais fácil leitura), sistema de som sofisticado com leitor de arquivos MP3 e três comandos independentes para o ar-condicionado. O sensor de estacionamento na traseira ajuda bastante na hora de manobrar, mas os vidros elétricos só oferecem função um-toque para o motorista, pecado num carro desse padrão e preço.

Seu desempenho melhorou em relação ao anterior. Velocidade máxima de 200 km/h (5 km/h a mais) e aceleração de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos (0,5 segundo mais rápido). O consumo de combustível piorou na cidade, de acordo com dados de fábrica: 5,1 km/l ante 6,3 km/l do anterior. Na estrada, praticamente está inalterado, com 8,3 km/l (8,4 km/l antes).