Renovação, uma necessidade




Caetano Roque da Silva


Hoje vou falar para os diretores sindicais que já estão há muito tempo nos cargos. Até porque este ano tem eleição no Sindicato dos Metalúrgicos, que passa pelo segundo "mandato tampão" na presidência. Como as duas últimas eleições tiveram chapas únicas e terminaram com "tampão", ou seja, com o presidente eleito cedendo o lugar para outro dirigente, vem a preocupação do desgaste do sindicato.

Quem ocupa a presidência, mesmo com o "mandato tampão", é de boa índole. Aliás, tenho dó dele, porque a diretoria dele é formada por 70% de diretores com mais de quatro mandatos. Se esses diretores tivessem bom-senso, abririam mão dos cargos para que houvesse uma renovação natural. E aí poderíamos ter novas lideranças.

Porque diretor sindical com mais de três mandatos ou vai para a Executiva ou sai do cargo, porque ali naquela diretoria não tem mais como crescer. E ele precisa fazer essa renovação porque até os próprios empresários já se sentem incomodados com uma direção antiga e muito volúvel. Às vezes discutem na mesa de negociação, até fechando mesmo as propostas, e vão para a assembléia defendendo o contrário.

O normal seria a diretoria, principalmente os seus membros mais antigos, abrire mão dos cargos até mesmo arrumando seus substitutos, para que o sindicato retome sua pujança junto à categoria. Principalmente na CST, em que o Sindicato que tinha 2.800 sócios e hoje tem menos de 500. Então a renovação na diretoria se faz com urgência.

Não é fácil. Mas o Ednaldo vai ter que colocar a mão na massa. E uma saída é a regionalização, aos moldes do novo modelo sindical. Caso contrário, é passar o rodo e esperar uma chapa de oposição. A força sindical está doida para colocar uma chapa no Sindimetal. O Ednaldo vai ter que usar de muita habilidade para vencer essa barreira e buscar novos rumos para o sindicato.

Mãos à obra, meu filho!