Vitória (ES), edição de 28 de abril de 2006

Com nomes fortes, PSDB e PFL
sentem dificuldade de se coligar



Renata Oliveira
Foto capa: Apoena


O PSDB e o PFL estão tendo dificuldades em fechar alianças para a eleição deste ano, apesar dos esforços do governador Paulo Hartung em conseguir um acordo entre os dois aliados. O governador vem tentando agregar o PTB, de Marcus Vicente, e o PP, de Nilton Baiano, para uma aliança na proporcional, mas não deve lograr êxito nesta missão, pois há nomes fortes compondo suas chapas.

Isto porque, enquanto o PSDB e o PFL precisam de boas alianças para eleger seus deputados, o PTB e o PP temem que essas alianças lhes tirem as vagas garantidas. Marcus Vicente sempre se reelegeu por conta das boas alianças que fez.

A dificuldade com Nilton Baiano também está no fato de o deputado ser arredio com relação a se aproximar de Hartung. Ele dificilmente aceitaria entrar nessa coligação. Até porque esta coligação deverá fazer um ou dois federais contando com a aliança de outros partidos. Senão, fará apenas um.

Além disso, o PSDB tem o candidato com previsão de ser o mais votado do Estado. Trata-se do ex-secretário de Agricultura Ricardo Ferraço, além do ex-deputado federal Zé Carlinhos da Fonseca, que sempre teve bo votação em eleições passadas. Elegeu-se na primeira, mas ficou barrado na segunda por conta de legenda, o que parece ser sua sina. Outro que também terá boa votação é o vereador de Vitória José Carlos Lyrio Rocha.

De qualquer forma, todos precisam ampliar o leque de alianças para se eleger. Só aliado ao PFL o PSDB não fará muita coisa. Mesmo porque o PFL não tem candidato forte a federal. Efetivamente, só o tucano Ferraço.

E foi justamente essa dificuldade que empurrou o ex-prefeito de Vitória e presidente do partido no Estado, Luiz Paulo Vellozo Lucas, a desistir da candidatura a federal, lançando-se ao Senado. E até nisto está encontrando dificuldade, diante da pré-candidatura do pefelista Elcio Álvares.