Foto: Divulgação
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Na estréia mundial da nova geração da linha A3, durante a edição 2004 do Salão de Paris, o Brasil se perguntou qual seria o destino do carro produzido na fábrica da montadora em São José dos Pinhais (PR). Na época, as informações eram incertas; nos bastidores, falava-se na possível fabricação do renovado modelo em território nacional, mas o fabricante descartou a hipótese durante o Salão do Automóvel de São Paulo daquele mesmo ano. Daquela época até hoje, muita coisa aconteceu na subsidiária brasileira da Audi, a começar pela mudança na direção de sua distribuidora de veículos, que saiu das mãos do grupo Senna.
E, seguindo essas tendências da montadora, o destino do nosso A3, que tem estilo da antiga geração de modelos da marca alemã, foi definido: até dezembro, a Audi mantém sua produção. Depois disso, a montadora encerra suas atividades na planta paranaense, que ela divide com a Volkswagen, e passa a importar o modelo. Para assinalar esta fase de atuação no Brasil, a empresa começa a vender, em agosto, a nova geração do hatchback, que conviverá por cinco meses com o modelo nacional. A informação oficial foi divulgada no início do mês, encerrando a série de boatos e incertezas que permearam a marca alemã desde o Salão de Paris de 2004.
A Audi escolheu a versão Sportback, de cinco portas, para marcar o lançamento do A3 no mercado interno. O carro será oferecido com duas versões de motorização; a de entrada virá com motor 1.6, que rende 115 cavalos de potência e 15,9 kgfm de torque. O mais forte é o novo propulsor 2.0 TFSI turbocharger, com 200 cavalos e 28,3 kgfm de torque, entre 1.800 e 5.000 rpm. Segundo informações do fabricante, os números são suficientes para levar o hatchback de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e à velocidade máxima de 231 km/h. O desempenho é obtido quando o carro está equipado com câmbio manual, de seis marchas.
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No modelo comercializado na Europa, há também opção de câmbio seqüencial (DSG) ou automático seqüencial. Entretanto, a Audi do Brasil ainda não informou se estas versões serão oferecidas por aqui. O estilo do carro é mais moderno, robusto e arrojado que o do nacional. A marca registrada é a grade do radiador, que forma uma estrutura única e trapezoidal com a entrada de ar. Os faróis contam com lâmpadas de xenônio.
As linhas laterais do A3 também seguem a tendência dos outros modelos Audi; a parte de trás do teto, levemente rebaixada, deixa o carro com ares de cupê, ressaltando a esportividade. As rodas apresentam desenho novo e robusto, com medidas que variam entre 16 e 18 polegadas. Na traseira, as lanternas têm o mesmo formato das dos sedans A4, A6 e A8. O pára-choque é proeminente e a saída de escape dupla tem acabamento cromado. No interior, as novidades começam pelo volante, de três ou quatro raios, com novo desenho, marcado pelo trapézio que marca a dianteira.
O hatchback traz também, pela primeira vez, o teto solar panorâmico "open sky". Dependendo da versão de acabamento, os bancos dianteiros vêm com regulagem elétrica e o ar-condicionado conta com ajustes digitais. A capacidade do porta-malas chega a 370 litros. A lista de itens de segurança inclui freios ABS, airbags, sensores de estacionamento e de chuva e suspensão multibraço. Segundo a Audi, o A3 Sportback custará cerca de R$ 110 mil. É mais barato que o Mercedes-Benz Classe A importado, lançado no final do ano passado por cerca de R$ 130 mil.
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