A escolha da primeira suplente do candidato ao Senado pelo PSB, deputado federal Renato Casagrande (foto), a ex-vereadora de Vila Velha Ana Rita Esgario, está gerando atrito entre as facções mais radicais do PT e a corrente lulista do partido no Estado, a Unidade na Luta. A alegação do partido, de que estava no momento de se colocar uma mulher para a suplência, não convenceu.
O atrito entre as facções se deu porque o partido rejeitou o nome do presidente do Fundo de Pensões da Caixa Econômica Federal (CEF), Guilherme Lacerda, para a vaga. Nome que, inclusive, tinha a aprovação de Renato Casagrande.
A decisão foi tomada pela cúpula do partido, que no Espírito Santo é dominada pelas facções radicais do PT. Os motivos da substituição de um nome de ampla circulação nacional, sendo inclusive cotado para ser ministro no segundo governo Lula, pelo de uma ex-vereadora não convenceu as lideranças menos radicais.
Isto porque antes desse episódio o PT havia rejeitado o nome do engenheiro José Luiz Paste, que chegou a se desincompatibilizar do cargo que ocupava na prefeitura de Vitória para concorrer. O nome de Paste foi, porém, rejeitado pelo grupo de Casagrande, sob a alegação de que ele era técnico e que o candidato socialista precisava de um nome político.
Depois veio o nome de Lacerda. Aprovado por Casagrande, o nome ficou barrado na Comissão Executiva do PT. Na Comissão, o nome de Ana Rita foi defendido pela deputada federal Iriny Lopes e pelo deputado estadual Cláudio Vereza.
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