A disputa por vagas na Câmara dos Deputados pode apresentar algumas surpresas. Além dos nomes colocados como favoritos, até agora, podem surgir outros, ainda desconhecidos, mas com potencial. Um deles é o da pedagoga Marilydia Varejão (PDT/foto). Com o apoio da família Max Mauro, ela vem correndo todo o Estado e recebendo apoio de várias lideranças.
A candidata admite que o nome do ex-governador Max Mauro foi um fator determinante na escolha do partido pelo qual ela vai disputar uma vaga de deputada federal. Max vem levando Marilydia a feiras, visitas pelo interior e reuniões com lideranças, sempre fazendo campanha. "Muitas pessoas já chegaram para mim e me ofereceram apoio por saberem que o Max está comigo. O nome dele traz esses apoios", disse.
Admiradora da postura do ex-governador, a pedagoga afirma que pensou em desistir da candidatura por conta da indecisão de Max no início da campanha. "Eu disse que, se ele fosse candidato a deputado federal, eu sairia fora da disputa. Aí ele disse para eu ser candidata e parar de colocá-lo contra a parede".
O prefeito de Vila Velha, Max Filho, também tem demonstrado apoio à candidata pedetista. Na última sexta-feira (28), em um almoço com lideranças da região de Terra Vermelha, o prefeito chegou a declarar seu voto em favor da candidatura de Marilydia. Em Marechal Floriano, neste final de semana, foi a vez de Max Mauro também pedir votos para a candidata.
Filha do ex-presidente do Banestes Arízio Varejão, Marilydia trabalha há mais de 30 anos com cooperativismo. Esta, aliás, é a bandeira que ela pretende defender no Congresso Nacional. Para ela, é preciso desvincular o movimento cooperativista da área ruralista, para equilibrar o apoio a esse seguimento social.
Nunca havia pensado em candidatar-se a um cargo público, mas diante do impasse da legislação ao atendimento das organizações populares entendeu que era necessária uma força política atuante para viabilizar o desenvolvimento das cooperativas, sobretudo as urbanas, que hoje já são maioria.
Quanto a propostas políticas, a candidata é avessa a projetos mirabolantes. Acredita que a função do parlamentar é fiscalizar o cumprimento da legislação vigente, como, por exemplo, a que determina a aplicação de 25% do Orçamento na Educação, que os municípios hoje aplicam no limite.
Apesar de ter declarado uma verba de R$ 1,5 milhão, Marilydia estima investir menos de R$ 100 mil em sua campanha. Ela concorda com as novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impôs exigências rígidas à campanha deste ano. Mas acredita que seja necessário mudar a mentalidade do eleitorado, acostumado a trocar voto por favores dos candidatos.
|