O deputado federal Lino Rossi (PP-MT) declarou nesta quinta-feira (3) que realmente emprestou o Fiat Ducato ao senador Magno Malta (PL/foto). A confirmação de Rossi inocenta o senador capixaba da acusação de que teria recebido o veículo em troca de emendas orçamentárias para compra de ambulâncias. No Senado, Malta, em pronunciamento na última terça-feira (1), disse não saber da procedência do carro.
Na declaração, Rossi diz que se aproximou de Magno Malta por ocasião da CPI do Narcotráfico, mas que sempre teve ligação espiritual com ele. "Disse então ao senador Magno que dispunha de um automóvel Fiat Van Ducato, placa KAM-4467 - Várzea Grande (MT), que tinha sido utilizado em minha campanha eleitoral, e que poderia ficar à sua disposição em virtude de o mesmo ter me informado que, à época, estava precisando de um automóvel para fazer viagens com sua banda gospel pelo Estado. Tais fatos se deram por volta de setembro de 2003, ocasião em que disponibilizei para o senador Magno a documentação daquele veículo e a posse mansa e pacifica do mesmo", disse o deputado matogrossense.
Rossi disse também que o veículo permaneceu com Malta até meados de 2005, quando foi devolvido. Ele ratificou todas as declarações do senador feitas na tribuna do Senado na terça, afirmando que o pronunciamento de Magno expressava a verdade dos fatos.
Mesmo antes das declarações, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PFL-SP), já havia afirmado que não havia provas do envolvimento do senador com o escândalo. Ele considerou o depoimento do empresário, dono da Planam, como contraditório. Tuma disse ainda que notou uma certa mágoa do empresário em relação ao senador capixaba no momento em que se referia a ele.
Revoltado
Quem chegou ao Estado, nesta sexta-feira (4), revoltado com a inclusão de seu nome na lista da máfia dos sanguessugas foi o deputado federal Nilton Baiano (PP/foto). Ele disse que apresentou sua defesa aos membros da CPMI e que aguarda ansioso o fim das investigações. Ele cobrou pressa da comissão: quer que sua defesa seja apreciada pelos membros da CPMI o mais rapidamente possível.
Nilton Baiano disse ainda Ter-se queixado ao presidente da comissão mista, Antônio Carlos Biscaia (PT-Rio), pelo fato de seu nome ter sido incluído na lista unicamente pela declaração de envolvimento do empresário Luiz Antônio Vedoin com um ex-assessor do deputado Marcelino Fraga (PMDB), que usou seu nome e do seu colega de bancada, João Miguel Feu Rosa.
Ele argumentou que o ex-assessor Alexandre Sardemberg, com quem o deputado Marcelino Fraga nega ter trabalhado, foi quem negociou a comissão de 10% e prometeu arrancar dele uma emenda, mas o deputado afirma que jamais houve qualquer contato dele com Sardemberb.
"As minhas emendas não foram feitas em favor da Planan. As compras das minhas emendas foram feitas pelas prefeituras em concessionárias e não têm nada a ver com essa máfia de sanguessugas", disse o deputado.
Em sua queixa ao presidente da CPMI, o deputado questiona que não há justificativa para acusar alguém que não teve contrato com a Planan e que as acusações estão sendo feitas "com base apenas no depoimento de um vigarista, que já estava achacando o Vedoin", disparou.
Nilton disse ter ouvido de Biscaia que a imprensa está misturando os que estavam envolvidos com alguns nomes que foram apenas citados. Nilton disse que não aceita esse tipo de confusão e solicitou que sua defesa seja apreciada imediatamente.
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