Em seu último depoimento à comissão mista que investiga a participação de parlamentares na compra irregular de ambulâncias através de emendas ao Orçamento, no Congresso, o dono da Planan, Luiz Antônio Vedoin, isenta 11 dos 90 deputados federais incluídos na chamada lista dos sanguessugas. Entre os inocentados por Vedoin está o deputado capixaba João Miguel Feu Rosa (PP/foto).
Para Feu Rosa, o depoimento do empresário inocentando-o não foi surpresa alguma. O que lhe causou surpresa, na verdade, foi ter seu nome envolvido da forma que foi na lista.
Ele explicou que os argumentos para acusá-lo foram frágeis. Uma pessoa, que se identificou como assessor do deputado Marcelino Fraga (PMDB), Alexandre Sardemberg, negociou em nome de Feu Rosa. Sardemberg fez negociatas de emendas também em nome do deputado Nilton Baiano, igualmente do PP.
Uma declaração do diretor da Câmara Milton Pereira da Silva, porém, declara que não consta no gabinete do deputado Marcelino nenhum servidor chamado Alexandre. Ele teria se aproveitado do gabinete para fazer negócios em nome do deputado.
Feu Rosa fez questão de frisar que não houve nenhum contato entre ele e o empresário, e questiona a citação de seu nome. "Se pelo menos fosse um assessor meu, mas não, foi uma pessoa que se apresentou como assessor de outro deputado", disse.
Outra queixa do deputado do PP é que em nenhum momento ele foi ouvido pela comissão, antes de seu nome ir parar nas páginas dos principais jornais do País. Ele disse que sua história política não foi respeitada e que a citação lhe causou prejuízos eleitorais.
Feu Rosa disse ainda que não se sente gratificado por ter seu nome excluído da lista de sanguessugas, pois no espaço de tempo entre a citação e a reparação do dano seu nome foi para numa lista que ganhou repercussão nacional, sem que fosse levada em consideração sua versão sobre o caso.
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