"Não faça nada contra a sua consciência, ainda que o Estado lhe peça".
(Einstein)
Em busca do terceiro mandato de deputado estadual, José Esmeraldo (PDT) acredita que a Casa sofrerá uma grande renovação. Para ele, pouco mais de um terço dos parlamentares conseguirá se reeleger. Isto não significa, segundo ele, que deputados que enfrentam processos na Corregedoria não consigam voltar à Assembléia.
Para ele, a eleição será pautada no trabalho realizado pelo político em seu mandato anterior. Quanto às novas regras impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acha que trará dificuldades para alguns candidatos conquistarem votos. Sobre o pleito majoritário, Esmeraldo vê igualdade de condições. Consiodera Paulo Hartung e Sérgio Vidigal bons administradores, e por isso não arrisca prognóstico.
Ele também elogia os dois candidatos ao Senado, Max Mauro e Renato Casagrande, e prevê que a disputa entre eles será dura. Garante saber quem vai ganhar, mas diz que prefere guardar a informação "para não ferir sucetibilidades".
Dono de um jeito diferente de fazer campanha eleitoral, Esmerado considera a campanha morna a menos de um méis da eleição.
Século Diário: - A primeira pergunta é: como o senhor analisa a eleição para governador?
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Foto: Apoena
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José Esmeraldo: - Olha, eu acho que a eleição para governador é uma eleição difícil. Eleição difícil e as pesquisas é que vão, com certeza, dar o rumo certo. Eu acho que seria prematuro eu dizer agora quem seria o ganhador.
- E como o senhor vê a disputa entre os principais candidatos ao governo, o governador Paulo Hartung e o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal.
- Olha, todos os dois candidatos, tanto o Paulo quanto o Sérgio, são pessoas que já trabalharam no Executivo, quer dizer, um foi prefeito, o Vidigal foi um bom prefeito da Serra, indubitavelmente. O Paulo Hartung foi prefeito de Vitória, e foi um bom prefeito de Vitória. É o governador um bom governador. Então são dois grandes administradores. São dois grandes administradores. Agora, é difícil a gente falar é... como é que essa eleição vai proceder.
- Agora é que a eleição está chegando mesmo à rua , com o início da campanha eleitoral. O que a gente pode esperar daqui pra frente? Porque até o momento tivemos uma campanha morna, principalmente na Grande Vitória. O senhor acredita que agora a campanha, de uma forma geral, vai engrenar?
- Hoje é dia 17 de agosto. Na verdade nós estamos a pouco mais de um mês, a um mês e 13 dias da eleição. Eu já disputei seis eleições, quatro para vereador, sendo o mais votado em três eleições, 88, 92 e 96; e duas para deputado, sendo o mais votado para deputado em 98 e um dos mais votados no Espírito Santo em 2002. Mas eu nunca vi uma campanha tão fria... nunca vi. O pessoal está com medo. Nunca vi uma campanha tão fria, tão assim...
- Apática...
- Apática, como essa... nunca vi. Você não pode fazer nada. Tá todo mundo com medo.
- O senhor se refere às restrições do TSE?
- Essa eleição... só vai ganhar essa eleição quem fez o dever de casa. Quem trabalhou durante esses quatro anos, que tem um trabalho feito... esse cara vai conseguir se eleger, ou conquistar a reeleição.
- Quem tem o que mostrar?
- Quem tem povo, quem tem gente, quem tem credibilidade... credibilidade, tá certo?, junto ao eleitorado. Essa pessoa, ela com certeza, ela está bem próxima de voltar. Agora nunca vi, em momento algum, tanta dificuldade que foi colocada com relação a essa questão política.
- O senhor acha que essas novas regras atrapalham?
- Eu acho ótimo isso. Quanto mais dura a minha eleição, melhor. Eu acho que a eleição não é ganha agora, ela é ganha nos quatro anos. Não tenho preocupação nesta eleição de 2006. Não estou nem um pouco preocupado. Eu tenho a minha consciência tranqüila do meu trabalho e não falta gente para pegar minha propaganda. Parece até um formigueiro. Essa é que é a verdade. Agora, que realmente houve um grau de dificuldade grande, houve. Eu, por exemplo, nunca usei um carro de som, nunca usei um carro de som. Nunca subi num trio elétrico pra pedir voto para mim. A minha campanha é feita em cima dos quatro anos que eu trabalhei. Naqueles quatro anos ali... como eu sou um cara que tem outros mandatos, o que eu procuro fazer, no meu período de mandato, é exatamente não perder a credibilidade com o eleitor. Quem perde a credibilidade do eleitor, com certeza, vai ter um grau de dificuldade muito grande. Eu não tenho problema com isso. Todo mundo que me conhece, que tem contato comigo, que me vê, sabe que eu sou um cara de palavra. Que o mais importante para mim, na parte política... quando eu firmo um compromisso, eu cumpro. Infelizmente, a maioria dos políticos não é assim. E para mim isso é ótimo. Porque eu saio em primeiro lugar.
- E a eleição para senador, como o senhor analisa?
- A eleição para senador é uma eleição também muito difícil. Não é uma eleição fácil, não, vai ser difícil. Vai ser uma eleição pau a pau.
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Foto: Apoena
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- As primeiras pesquisas já mostram isso, inclusive.
- É, vai ser pau a pau, porque o Max Mauro e o Renato Casagrande são quadros políticos fortíssimos. Então é difícil fazer um prognóstico hoje de quem vai ganhar. É difícil fazer um prognóstico. Na verdade, eu sei quem vai ganhar, mas eu prefiro não falar para não ferir suceptibilidades.
- E o que vai ser decisivo nesta eleição?
- O que vai ser decisivo nesta eleição é o que eu falei pra você. É o cara que trabalhou os quatro anos, é a pessoa que tem credibilidade, é a pessoa que não tem problema. São as pessoas que realmente fazem a diferença. Porque o eleitor vota, quando ele sabe que o político é o cara de palavra. É o cara correto, o cara é sério... ele. É um percentual muito pequeno da população que vota em partido. Hoje vota-se mais na pessoa, no individuo.