A eleição caminha para a sua reta final. Estamos praticamente a 30 dias do momento de digitar os votos nas urnas eletrônicas, e se não fosse a ferrenha disputa para o Senado, entre o ex-governador Max Mauro e o deputado federal Renato Casagrande, não haveria novidades. Estariam mantidas as regras estabelecidas pelo governador Paulo Hartung para a sua reeleição. Uma reeleição programada para ocorrer sem o menor risco. Em realidade, prevista para revestir-se de uma consagradora vitória política. Dessas incontestes - que ocorrem, inclusive, sem qualquer arranhão de imagem.
Claro que nisso está um imenso talento do governador. Resultado de um modelo político colocado em prática, pelo qual passou a controlar a vida política e administrativa do Estado. Através de uma forma inteligente de adesão. Num projeto de combate ao crime organizado e de saneamento ético, a que aderiram, de imediato, a Justiça, o Ministério Público e a Assembléia Legislativa. Em seguida, atrelou-se a elite econômica capixaba, vindo junto com ela as transnacionais com atividades industriais no Estado.
Uma estrutura como essa, que laça as principais instituições e ainda acopla as elites econômicas, fez do governador Paulo Hartung um governante com poderes absolutos sobre a classe política, Que subjulgou por todos esses três anos e tanto de governo, com direito a arbritar o Bem e o Mal. O que, alías, tem exercitado, sempre que necessário, com maestria.
Resultado desse controle político do Estado é que estamos diante de um processo eleitoral sui generis. Onde ele fez acontecer quase tudo. Seria tudo se não tivesse existido a candidtura do ex-governador Max Mauro ao Senado. Fora o Senado, onde há disputa, há confronto, até com trocas de acusações, o resto é como ele quer.
Senão, vejamos: segurou a campanha até a entrada do horário gratuito de TV. Conseguiu que as eleições se desenrolassem somente na TV. No chamado palanque eletrônico. Onde ele sempre brilha com o discurso da moralidade. Pela primeira vez, incrível isso, teremos uma eleição para o governo sem palanque de rua. As TVs e rádios, que sempre promoveram debate entre os candidatos ao governo, agitando sempre o pleito para o governo, a 30 dias do pleito não marcaram nenhum debate. É possível que não teremos nenhum. Mas, se tivermos, será quando Inês já estiver morta.
Ainda bem que ele não optou pela tirania, construindo a sua marca dentro do processo democrático. Tanto que Max está aí mesmo para fazer o gênero do contraponto. A voz que sobrou. No caso de PH, o rei está vestido.
Fragmentos
1 - O deputado estadual e presidente da Assembléia, César Colnago, candidato à reeleição no chapão, em dobradinha com o megaempresário Camilo Cola, candidato a deputado federal, ganhou o apoio de 7 dos 9 vereadores de Santa Leopoldina. O vice-governador Lelo Coimbra, também candidato a deputado federal pelo chapão, ficou no prejuízo. Até a entrada de Camilo na jogada, esses votos eram dele. Não são mais.
2 - Já vazou a pesquisa que a Futura fez para proporcionais. Nas 8 mil indagações feitas em todo o Estado, quem lidera para deputado estadual é o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PMDB). O ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim Teodorico Ferraço(PT) vem em segundo lugar. O deputado Cláudio Vereza vem em terceiro.
3 - Para deputado federal, Rita Camata (PMDB) fica em segundo lugar. A primeira colocada é a deputada federal Rose de Freitas, também do PMDB. Está bem situado na pesquisa o deputado Marcus Vicente, do PTB.
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