Vitória (ES), edição de 06 de fevereiro de 2006    
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Movimento cineclubista em ascensão



Cristina Moura
Foto capa: Gustavo Louzada

  
Foto: Vitor Lopes
  
A cidade de Vila Velha entra firme numa das manifestações sócio-culturais bem próximas do povo, principalmente nos bairros: o cineclube. Não se trata apenas de escolher um filme, curta ou longa metragem ou até mesmo um documentário. Com o intuito de aumentar ainda mais o interesse, Marcos Valério ministra uma oficina sobre a organização de cineclubes.

Neste mês, sete oficinas serão realizadas em Vila Velha, nos bairros Itapoã, Jardim Guadalajara, Centro, Parque das Gaivotas, Barra do Jucu, Terra Vermelha e Jardim Marilândia. Serão vários temas tratados pelo grupo, formado por cineclubistas e educadores.

Marcos Valério Guimarães, coordenador do projeto de Cineclubismo e Educação nas escolas municipais de Vila Velha, explica que o movimento está crescendo no Estado. As oficinas vão explicar um pouco dessa história, que foi mais forte na década de 1980. Também será apresentado como se organiza um cineclube, incluindo assuntos como formação de diretoria, quadro de sócios, mobilização da sociedade, programação, mapa de captação de filmes, parcerias, divulgação e técnicas de debates após as exibições.

Compromisso ético e cultural

No Espírito Santo, seis cineclubes estão funcionando, a maioria em parceria com as prefeituras. Em Vila Velha, o cineclube funciona no Centro e outros dois estão sendo articulados, nos bairros de Terra Vermelha e Jardim Marilândia. Em Vitória, são dois: o Ecocine, que discute temas ligados à preservação ambiental e o Falcatrua, formado principalmente por alunos da Ufes.

Fora da região metropolitana, o município de Águia Branca já conta com a sua programação cineclubista. Outros estão em andamento, como os de Anchieta, Linhares, Muqui e Venda Nova do Imigrante. "O cineclube é uma excelente oportunidade para a difusão do cinema brasileiro. Quase setenta por cento da produção nacional tem dificuldade de entrar no circuito", afirmou Marcos Valério.

Além disso, segundo Valério, são as próprias comunidades que exercem o controle e toda a movimentação do cineclube. "O compromisso é, antes de tudo, cultural e ético, isto é, um compromisso social. O cineclube é diferente, estabelece uma outra relação do público com o filme", explicou. Em Vila Velha, o movimento cineclubista está buscando parceria também com a Rio Filmes, a Funarte e obras apoiadas pela Lei do Audiovisual.

As vagas para as oficinas não têm limite. Mas a organização espera em torno de 25 pessoas. Mais informações pelos telefones (27) 8813-7605 e 3388-4216.


 

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