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Foto: Divulgação
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Desde agosto de 2005, o movimento conhecido como Lê Parkour cresce no Estado e se transforma numa realidade entre os jovens, em busca de auto-superação. Mistura de ocupação urbana com praticantes que interagem com os locais considerados de difícil acesso, o movimento já conta com quase 40 pessoas.
Em praticamente todos os Estados brasileiros, existe Le Parkour, com maior ou menor intensidade, somando um total de 500 traceurs (praticantes), regularmente. Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Distrito Federal são os que mais se destacam. O número parece pequeno, mas os representantes a Associação Brasileira de Parkour (ABPK) contam com mais de cinco mil interessados no país.
No Espírito Santo, o representante é Lucas Farias, que trata o movimento como um esporte, recheado de adrenalina, liberdade, consciência e disciplina. "O Parkour tem crescido muito no Espírito Santo. Um exemplo desse crescimento é a quantidade de ligações e e-mails que recebo diariamente com interessados na prática", afirmou.
Existem aproximadamente 30 praticantes divididos em três grupos em Vitória: Flow Brothers, Extreme Crew e Evolution. Em Vila Velha, há mais um grupo chamado Saut Clan. O esporte se expressa como arte porque os movimentos são considerados muito pessoais.
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Sentimento de liberdade
Originado na França, o Parkour - ou Le Parkour - é praticado no nível do solo ou próximo dele, onde há obstáculos. A superação desses obstáculos é que parece o grande barato para os praticantes. A origem do esporte se mistura a alguns fatos, como Penthatlon, "Parcours du Combatent" e a infância do David Belle, o criador do esporte.
O representante de Florianópolis, Rafael Dutra, explica que uma das diferenças entre Brasil e França são os topos dos prédios. No Brasil, a quantidade de prédios com telhados seria maior. Mesmo sendo considerado esporte, o movimento também revela formação de grupos, intercâmbio histórico-cultural entre Brasil e França e uma espécie de parceria pela superação individual.
"No caso de alguém que não têm o treinamento adequado isso se torna arriscar a vida sem motivo", explicou Rafael. São poucos os que consideram o Parkour como arte ou parecido com arte marcial. Talvez seja a arte do deslocamento, no sentido de superar medos e limites do próprio corpo e de prestar auxílio a outras pessoas.
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Mas, como revelou o representante paranaense, Luiz Gustavo Martinez, pelo menos no caso de Curitiba, existem muitos praticantes com interesse em artes marciais e em carreiras militares, alguns instrutores ou praticantes graduados de diversas artes marciais, ex-alunos de colégios militares e alunos de instituições superiores de ensino militar.
Funcionalidade, diversão e senso de civismo são os sentimentos mais presentes, segundo Martinez. "Se uma pessoa que vê alguém praticando pode apreciar esteticamente o que viu, isso pode ser considerado comunicação, e por tratar-se de uma comunicação através de um ato independente da relação com o observador, pode ser considerado arte sim", avaliou.
Velocidade e estética
Para o representante em Brasília, Alex Pires, os movimentos são baseados fundamentalmente em dois quesitos: velocidade e estética. Ele começou a praticar quando viu um traceur descendo de um prédio de quatro andares em 15 segundos. "Competição é muito focada no outro, ser melhor do que o outro, ganhar do outro. No Parkour o seu foco é em você, melhorar a cada dia e se sentir feliz com isso", observou.
Alex ainda explica que existem os movimentos mais rápidos e voltados a eficiência, estes geralmente os que vieram do parkour original francês, cujo objetivo é ir de um ponto a outro da maneira mais rápida e fluente possível.
"Os movimentos mais estéticos, mortais, giros e paradismos, são oriundos de uma vertente surgida no Reino Unido que se foca menos na velocidade e mais na estética dos movimentos. Neste caso, a finalidade é ir de um ponto A a um ponto B da maneira que achar mais adequada."
Saiba mais!
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