No domingo 29 de janeiro, muitas pessoas procuraram seus radinhos e sem querer, não notaram a verdadeira função deste aparelho ou das emissoras na ocasião. Primeiro, as emissoras estavam transmitindo, às 10 da manhã, partidas de futebol envolvendo um dos mais populares times da capital, o Vitória Futebol Clube pelo Campeonato Capixaba. O motivo da procura era simples. Uma partida de futebol no calor de 40 graus. Preferiram ir para o bar tomar a loira gelada e ouvir de lá, ou mesmo ficar em casa. E a única maneira de saber como estava o andamento do jogo, era através do rádio. Os rapazes, tanto da bola como os do microfone, mostraram muito profissionalismo ao atuarem num domingo, numa partida de futebol capixaba, sob um sol escaldante. Sem grandes retornos.
Outro exemplo de sintonizarem um aparelho de rádio sem saber que sem ele não saberia de nada naquele momento, foi no mesmo dia, mais tarde, a transmissão de um Fla x Flu no Maracanã. Naquele dia a televisão fazia outro jogo, sem expressão. A única maneira de acompanhar o mais antigo clássico do futebol brasileiro foi ligar o rádio. E num momento destes pode-se ouvir de longe, aqueles sinais estridentes, que marcam o tempo e o placar, demonstrando claramente uma boa audiência de rádio. Muito embora nos dois exemplos, várias emissoras faziam o mesmo, mas tem sempre uma preferência para determinados veículos, ou por fazer bem ou pela tradição. Vale ressaltar mais uma vez que a Rádio Globo-Rio é o que é graças ao futebol em 70%. Uma outra coisa deve ser especificada: não é todo dia que isto pode acontecer. Depende do que elas estão transmitindo. Neste dia, os times ajudaram.
Está aí a força do veículo rádio, ainda desprezado pelas agências de propaganda, mais por uma cultura sem justificativa. Mas deixa chegar o AM digital ou o FM por assinatura. Aí eles vão ver como se negocia um espaço no rádio. Há uma máxima de antigamente que dizia que tudo que acontece nos países mais desenvolvidos, chega com cinco anos de atraso no Brasil. O
sistema digital para o AM e rádio por assinatura para FM já está em operação há mais de dois anos nos USA.
PARABÓLICAS
Depois de uma grande temporada nos exterior, Jorge Fiorim está de volta e procurando uma nova vaga ou mesmo seus antigos postos de trabalho, onde os desempenhava muito bem por sinal.
Depois que largou momentaneamente o rádio, Mauro Lúcio Nascimento se dedica com afinco como professor, e dos bons, na área de comunicação em diversas faculdades.
Breve sairá a concessão de rádio do senador Magno Malta. Aí ele entregará o canal da Cor da Vida de volta ao seu dono, que é do Rio.
Outro dia desses, ouvimos Jorge Reis comentando um jogo de futebol, como convidado. O grande ex-goleiro e comentarista continua excelente.
As manhãs no rádio popular da capital não são mais as mesmas (boas), depois que tiraram 60 minutos de Jairo Maia (Gazeta) e Chico Gonçalves (Rádio ES)
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MENSAGEM FINAL
Perdoe seus inimigos, mas não esqueça seus nomes. John Fitzgerald Kennedy
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