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Veja como é importante fazer a
manutenção do seu pára-brisas




Brasileiros são apaixonados por carro e qualquer arranhão em seu bibelô pode virar motivo de discussão e muita dor de cabeça. Agora, imagine que você estacione seu carro e vá a algum lugar. Quando volta dá de cara com o pára-brisas trincado. Na maioria das vezes, a primeira providencia a tomar é procurar um culpado. Mas podem existir vários vilões nesse caso, como vândalos, colisões, o modo de dirigir, os efeitos causados pela variação térmica do calor e da chuva e, acredite, até o ar-condicionado pode causar esse tipo de problema.

Além disso, é comum as pessoas pensarem que sempre deve ser feita a troca do vidro, quando danificado. Porém, em alguns casos, o pára-brisa pode ser reparado, dependendo do lugar e da gravidade do acidente. Em primeiro lugar, proteja o local colando com um adesivo ou, até mesmo, uma fita crepe. Isso ajudará a manter o local limpo e sem umidade, evitando que a trinca ou rachadura aumente de tamanho.

Além disso, para que seja possível a reparação, a área danificada não pode ter sido contaminada por impurezas. Feito isso, leve o carro o quanto antes a um especialista. Quanto mais rápido for o reparo, maiores serão as chances de o vidro voltar ao seu estado original. A recuperação deve ser feita apenas na parte externa do pára-brisa, que tem o vidro laminado. Os vidros laterais e traseiros normalmente são temperados. Neste caso aconselha-se a troca.

Para que seja feita a reparação, a trinca ou rachadura não pode estar no campo de visão do motorista, pois gera distorção ótica, e não deve ultrapassar 10 centímetros. Uma das melhores formas de reparo é com a norma inglesa BS AU 242. Por meio dessa técnica, é injetada uma resina que, logo após, é exposta a uma luz ultravioleta, e se integra ao vidro.

O custo de uma reparação, que gira em torno de R$ 60, é bem menor que o da troca, em torno dos R$ 200, para carros populares. Além disso, antes de realizar a substituição, não esqueça de consultar a apólice de seguro do veículo. A cobertura para esse tipo de serviço pode estar no contrato. Dirija com cuidado. Não suba em guias bruscamente, não passe sobre lombadas em alta velocidade e evite buracos na pista. O impacto da roda pode causar distorções na carroceria e, conseqüentemente, um trauma no vidro. Bater com força a porta do carro também é umas das causas mais comuns do problema.

O choque térmico causado por variações do clima também pode danificar os vidros. Evite deixar o carro por muito tempo sob sol e chuva. A rápida mudança de temperatura causada por água fria ou o ar-condicionado também deve ser evitada. Nos dias muito quentes, é indicado abrir os vidros para deixar o ar circular um pouco. Também é indicado diminuir a temperatura do ar-condicionado gradativamente. Em caso de chuva de granizo, se não for possível colocar o carro em um local coberto, apóie a palma da mão no centro do pára-brisa, pois isso garante maior firmeza ao vidro.

Troque as palhetas do limpador pelo menos umas vez no ano, pois a ação do sol e da chuva em um material de borracha provoca o ressecamento e posteriormente o risco no vidro. Em caso de troca, é importante usar sempre vidros e películas protetoras originais. O pára-brisa corresponde de 15% a 40% da resistência do teto do veículo. Vidros que não são originais podem se descolar em uma colisão, oferecendo um risco maior aos passageiros, inclusive prejudicando a eficiência do airbag. Além disso, manter os vidros limpos e o insulfilm em bom estado são outras maneiras de proteger os vidros.