Os servidores da educação de Vitória realizaram mais um ato público na manhã desta quarta-feira (15). Desta vez, os manifestantes se concentraram na praça de Jucutuquara, local de onde saíram em passeata pela Avenida Vitória até o Centro Sindical dos Bancários. Mais de 500 professores participaram do protesto, que fechou as três pistas da avenida no sentido Reta da Penha-Centro de Vitória, causando congestionamento.
A manifestação, que começou por volta das 8 horas da manhã, faz parte de uma série de protestos promovidos pelos servidores da educação municipal de Vitória, que teve início no dia 6 de fevereiro, data em que o ano letivo deveria ter iniciado para mais de 50 mil alunos da capital. Os servidores alegam que estão com a defasagem salarial de mais de 115% e que só retornam ao trabalho após fecharem acordos concretos com a PMV.
Até agora, segundo os manifestantes, a Secretaria de Educação de Vitória ainda não apresentou nenhuma proposta convincente aos servidores. E a situação promete ficar ainda pior, pois a secretaria de educação informou que vai haver reajustes, mas de maneira alguma será o valor pedido pelos trabalhadores. A secretaria de educação, Marlene Cararo, classificou como "humanamente impossível" tal percentual.
Por outro lado, o movimento encabeçado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Espírito Santo (Sindiupes) tem crescido a cada dia. Os servidores têm demonstrado estar bastante empenhados, fato comprovado pelo comparecimento em "massa" em todos os protestos.
De acordo com a secretária de Política Sindical do Sindiupes, Madalena Alcântara, a prefeitura não apresentou propostas convincentes à categoria, que só irá retornar ao trabalho quando isto ocorrer. Segundo ela, a secretária municipal de educação, Marlene Cararo, apenas pediu prazo até o dia 22 de fevereiro para dar alguma posição ao manifestantes, mas a categoria decidiu não esperar.
A questão principal é que os manifestantes querem a recuperação das perdas salariais calculadas em mais de 115%, mas a prefeitura já havia afirmado ser impossível recuperar defasagens de anos anteriores e prometeu à categoria um reajuste de 3% a partir do dia 1 de abril.
Contudo, segundo a secretária do Sindiupes, o índice é muito pequeno e a categoria quer respostas imediatas. "Nós estamos dispostos a negociar com a prefeitura. O que queremos é saber se essa defasagem será paga e de que forma isso vai acontecer. Não nos importamos em dividir esse índice em várias parcelas, o que não dá para admitir é ficar sem receber", desabafou.
A representante do Sindiupes explicou ainda que, além da questão do reajuste salarial, eles reivindicam o fim da discriminação contra os aposentados, a volta do valor percentual de 35% das verbas para educação, uma vez que o repasse atual está em 25%, redução da jornada de trabalho e do número de estudantes por turmas, e a nomeação dos concursados.
Manifestações
Por conta da paralisação geral dos professores, o Sindiupes elaborou um calendário de manifestações que tem movimentado as ruas da Capital. Todos os dias estão previstas assembléias, passeatas, atos localizados nos bairros e vigília nas escolas. Para esta quarta-feira (15), além da passeata na Avenida Vitória, os manifestantes se reuniram em assembléia para definir os rumos da greve. Para o dia 18, já está prevista concentração em frente à praça dos desejos, com caminhada até Camburi.
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